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Mulheres celtas também iam para a guerra? Túmulos de 2.500 anos com adagas e lanças, esqueletos com sinais de combate e enterros com carruagens reforçam evidências de guerreiras na Europa antiga

Mulheres celtas também iam para a guerra? Túmulos de 2.500 anos com adagas e lanças, esqueletos com sinais de combate e enterros com carruagens reforçam evidências de guerreiras na Europa antiga

3 min de leitura

Mulheres celtas também iam para a guerra? Túmulos de 2.500 anos com adagas e lanças, esqueletos com sinais de combate e enterros com carruagens reforçam evidências de guerreiras na Europa antiga

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 11/09/2026 às 12:05

Atualizado em 11/09/2026 às 12:52

Ciência e Tecnologia

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Estudos genéticos e achados arqueológicos revelam que mulheres celtas exerceram o poder e participaram ativamente de batalhas na Idade do Ferro.

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Pesquisas arqueológicas, análises genéticas recentes e textos históricos reacenderam o debate sobre a presença de mulheres em batalhas no mundo celta.

Achados em sepulturas na Europa e nas Ilhas Britânicas revelam que a atuação feminina ia além do poder político, alcançando o combate direto em conflitos da Idade do Ferro.

Estudos genéticos publicados recentemente trouxeram novos elementos sobre a posição social das mulheres celtas.

Um levantamento de 2024 da revista Nature Human Behaviour, focado em túmulos da Alemanha, identificou uma herança matrilineal do poder.

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Complementarmente, uma pesquisa de 2025 sobre sepulturas na Inglaterra mostrou que homens da elite se casavam com mulheres pertencentes a linhagens femininas locais influentes.

Além do papel de liderança, evidências materiais apontam para a presença feminina nos campos de batalha:

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Relatos históricos e lideranças militares das mulheres celtas

Documentos da Antiguidade já registravam a liberdade e o poder exercidos por essas mulheres, em contraste com a sociedade grega e romana.

O historiador romano Amiano Marcelino (330–395 d.C.) descreveu a força física das mulheres gaulesas em combate corporal.

No campo político e militar, figuras como a Rainha Boudica, dos Iceni, lideraram rebeliões armadas contra o Império Romano por volta de 60 d.C., destruindo três cidades antes de sua derrota na Batalha de Watling Street.

Outro exemplo citado por especialistas é o de Cartimandua, rainha dos Brigantes, que comandou ações militares ao se aliar a Roma.

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Divergências acadêmicas sobre o papel combatente

Apesar dos indícios, especialistas mantêm cautela sobre a frequência com que as mulheres lutavam.

Historiadores ponderam que ser enterrada com armas ou participar de episódios de violência não definia necessariamente uma identidade social de “guerreira”, algo que poderia ser restrito aos homens em determinadas regiões.

Outro ponto de discussão entre arqueólogos envolve o uso do termo “celta” para os habitantes das Ilhas Britânicas.

Embora partilhassem semelhanças culturais e linguísticas com os povos do continente, autores da Antiguidade tratavam os bretões de forma distinta, o que leva parte dos acadêmicos a preferir classificações regionais específicas para líderes como Boudica.

Esta matéria foi elaborada com base em informações de Live Science, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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