O candidato ao Senado Federal pelo PSOL, Inácio Moreira, participou nesta quarta-feira (2) da sabatina promovida pelo ac24horas e afirmou que não se sente preterido por não integrar uma chapa majoritária da esquerda ao lado do candidato ao Senado Jorge Viana (PT).
Questionado sobre a estratégia eleitoral adotada pelo grupo, Inácio afirmou que prefere não fazer críticas à decisão de Jorge Viana, destacando que outros candidatos também optaram por disputar a eleição de forma independente, sem uma campanha conjunta.“Fica difícil eu discutir a estratégia do outro candidato, até porque ela se parece muito com a dos outros. Às vezes, a gente tenta condenar o Jorge Viana pela estratégia dele, mas a maioria dos candidatos está em carreira solo também, não está fazendo campanha casada”, afirmou.
O candidato disse ainda que não se sente confortável em discutir uma estratégia que foi definida por outro grupo político.
“Eu não me sinto muito à vontade de discutir essa questão, porque é uma estratégia que foi definida lá”, declarou.
“Eu sempre fui mais um no meio da multidão”
Ao explicar sua trajetória política, Inácio afirmou que sempre esteve ligado à militância de base e que sua candidatura representa pessoas que, segundo ele, normalmente não ocupam os espaços de poder.
“Eu sempre assisti às festas, às grandes festas, aos grandes comícios, no meio da multidão. Eu sempre fui mais um. Eu sempre balancei bandeira”, afirmou.
O candidato destacou que, nesta eleição, passou a ocupar outro espaço e citou a presença de pessoas de sua trajetória comunitária ao seu lado durante a campanha.
“Eu nunca estive lá no palanque, eu nunca estive aqui. Eu estou aqui e vejo, por exemplo, o Diego, meu vice da Associação de Moradores. Eu estou aqui porque ele é um de nós. Estou aqui para que essas pessoas se vejam aqui”, declarou.
Inácio cita trajetória de Marina Silva
Na sequência, Inácio utilizou a trajetória política da ex-ministra Marina Silva como exemplo de que pessoas oriundas de movimentos sociais podem alcançar posições de destaque na política.
“Para dizer assim: dá, sim, para a gente. Porque quando a Marina chegou aqui com 16 anos, quem diria que ela ia ser tudo no Acre?”, afirmou.
O candidato destacou os principais cargos ocupados por Marina ao longo da carreira, mencionando sua passagem pela Câmara Municipal, Assembleia Legislativa, Senado Federal, Câmara dos Deputados e as candidaturas à Presidência da República.
“Ela foi vereadora, foi deputada estadual, foi senadora da República, três vezes candidata a presidente, deputada federal por São Paulo e agora está liderando a pesquisa para o Senado”, destacou.
Por fim, Inácio afirmou que a trajetória de Marina não dependeria de recursos públicos para construir reconhecimento político.“Não vai ser preciso ela pegar recursos públicos para se autopromover. Alguém tem dúvida de que, Deus me perdoe, quando a Marina falecer, vai ter monumento para ela no Brasil inteiro e no mundo? Não vai ser preciso ela fazer”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por CNN.

