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Navio abastece embarcação movida a amônia no Japão por mangueiras, em operação pioneira entre barcos no cais antes dos testes no mar

Navio abastece embarcação movida a amônia no Japão por mangueiras, em operação pioneira entre barcos no cais antes dos testes no mar

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Navio abastece embarcação movida a amônia no Japão por mangueiras, em operação pioneira entre barcos no cais antes dos testes no mar

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 26/09/2026 às 15:33

Atualizado em 26/09/2026 às 16:09

Indústria Naval

Canal

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Abastecimento de navios com amônia ocorreu em um estaleiro japonês, preparou uma embarcação ainda em construção para testes no mar e exigiu cuidados com a transferência de um combustível tóxico.

O abastecimento de navios com amônia avançou em 17 de setembro de 2026, quando o Shoei Maru transferiu combustível por mangueiras para outra embarcação no estaleiro Ariake, no Japão. O navio que recebeu o produto estava em preparação para testes no mar.

A NYK Line, empresa de transporte marítimo participante da operação, anunciou o primeiro abastecimento mundial de uma embarcação movida a amônia pelo método de navio para navio. A entrega do navio receptor estava prevista para novembro de 2026, sem indicação de início da operação comercial.

Como ocorreu o abastecimento de navios com amônia no cais

O Shoei Maru levou a amônia até o navio em construção, em um cais do estaleiro. As duas embarcações foram conectadas por mangueiras de transferência, que permitiram a passagem do combustível diretamente de uma para a outra.

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Esse método permite abastecer o navio receptor a partir de outra embarcação. Na operação japonesa, a transferência teve uma finalidade definida: fornecer combustível para os testes no mar, etapa que antecedia a entrega prevista.

O que torna essa transferência diferente do transporte de carga

O pioneirismo tem um limite importante. A novidade está no abastecimento de uma embarcação movida a amônia, com o produto destinado ao uso como combustível, por meio de uma transferência entre navios.

Abastecimento de navios com amônia ocorreu em um estaleiro japonês.

A toxicidade da amônia exige cuidados antes da transferência

A amônia é tóxica, característica que torna seu manuseio um dos desafios para o uso como combustível marítimo. A operação exige procedimentos seguros desde a preparação, antes de o produto começar a passar pelas mangueiras.

A NYK Line, empresa de transporte marítimo participante da operação, informou que as companhias envolvidas estabeleceram procedimentos de segurança e etapas de trabalho após discussões prévias. A transferência foi concluída com segurança e permitiu reunir experiência prática para outras operações.

Abastecer o navio é uma etapa, colocar a embarcação em serviço é outra

O navio receptor ainda estava em construção quando recebeu o combustível. Assim, abastecimento realizado, testes no mar e entrega prevista representam momentos diferentes, e o sucesso da transferência não comprova que a embarcação já começou a trabalhar comercialmente.

Também é necessário distinguir o uso da amônia de uma promessa de ausência total de poluição. O combustível não emite dióxido de carbono durante sua queima, mas isso não permite afirmar que sua produção e seu transporte estejam livres de emissões.

A experiência no cais de Ariake mostrou uma etapa necessária para que navios desse tipo possam navegar: receber o combustível com segurança. Além do desenvolvimento das embarcações, a adoção da amônia depende de operações de abastecimento que funcionem na prática.

O próximo passo previsto era testar o navio no mar antes da entrega. Você já tinha pensado em como um navio recebe combustível de outro? Comente o que mais chamou sua atenção nessa operação ou compartilhe a publicação com quem acompanha a indústria naval.

Fonte

NYK Line


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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