Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Navio de guerra construído no Brasil entra para a história ao receber certificação inédita de resistência a choque da DNV, depois de passar por análises em equipamentos e sistemas críticos, enquanto a Fragata Tamandaré consolida tecnologia produzida em Itajaí e fortalece a indústria naval brasileira diante de futuros programas internacionais

Navio de guerra construído no Brasil entra para a história ao receber certificação inédita de resistência a choque da DNV, depois de passar por análises em equipamentos e sistemas críticos, enquanto a Fragata Tamandaré consolida tecnologia produzida em Itajaí e fortalece a indústria naval brasileira diante de futuros programas internacionais

6 min de leitura

Navio de guerra construído no Brasil entra para a história ao receber certificação inédita de resistência a choque da DNV, depois de passar por análises em equipamentos e sistemas críticos, enquanto a Fragata Tamandaré consolida tecnologia produzida em Itajaí e fortalece a indústria naval brasileira diante de futuros programas internacionais

Escrito por Carla Teles

Publicado em 18/09/2026 às 11:54

Atualizado em 18/09/2026 às 11:58

Curiosidades

Canal

Fragata Tamandaré, navio de guerra feito em Itajaí, recebe DNV Shock, e TKMS destaca marco técnico para futuros programas navais.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

A Fragata Tamandaré, navio de guerra construído em Itajaí, tornou-se o primeiro projeto baseado em desenho europeu a receber a notação DNV Shock; certificação avaliou equipamentos e sistemas essenciais, reconheceu requisitos de resistência a choque e amplia também a credibilidade da plataforma MEKO para futuros programas navais internacionais da TKMS.

Um navio de guerra construído no Brasil alcançou uma certificação inédita dentro do projeto ao qual pertence. A Fragata Tamandaré (F200), produzida em Itajaí, Santa Catarina, recebeu da DNV a notação de classe “Shock”, voltada à qualificação de equipamentos e sistemas submetidos a cargas de choque.

Segundo reportagem do Portos e Navios, publicada em 16 de setembro de 2026, a Tamandaré tornou-se o primeiro navio baseado em um projeto desenvolvido na Europa a obter essa classificação. O certificado foi entregue formalmente à TKMS durante a feira SMM, realizada em Hamburgo, na Alemanha.

Fragata Tamandaré entra para a história da classificação DNV Shock

Fragata Tamandaré, navio de guerra feito em Itajaí, recebe DNV Shock, e TKMS destaca marco técnico para futuros programas navais.

A conquista está ligada à plataforma MEKO A100MB utilizada no Programa Fragatas Classe Tamandaré. De acordo com a fonte, essa foi a primeira aplicação da notação DNV Shock a um projeto da TKMS, criando um marco técnico para a empresa e para o próprio programa brasileiro.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O caráter inédito não significa apenas que a fragata recebeu mais um certificado. A classificação reconhece que determinados equipamentos e sistemas críticos foram avaliados segundo critérios específicos de resistência a choque, uma característica diretamente relacionada à manutenção de funções essenciais da embarcação.

Certificação analisou equipamentos considerados essenciais para o navio

A DNV concedeu a notação depois de analisar relatórios de testes e cálculos de choque apresentados para uma lista selecionada de componentes. A avaliação concentrou-se nos equipamentos considerados mais importantes dentro de cada sistema essencial do navio.

Segundo a TKMS, a lista foi definida a partir das consequências de uma eventual falha. Foram priorizados componentes cuja perda poderia interromper uma ou mais funções principais exigidas da embarcação ou reduzir significativamente sua segurança e capacidade operacional.

Resistência a choque foi verificada por normas específicas

O processo de verificação utilizou a norma DNV NAVAL Pt.3 Ch.1, combinada ao TKMS Shock Standard. Esse padrão estabelece requisitos aplicáveis à qualificação de equipamentos e sistemas quando submetidos a cargas de choque.

É importante diferenciar essa análise de uma ideia simplificada de que o navio de guerra inteiro teria sido colocado diante de uma explosão em um teste único. A fonte descreve a análise de relatórios de testes e cálculos de choque aplicados a uma seleção de equipamentos críticos, conforme os padrões técnicos adotados pela classificadora e pela TKMS.

Construção em Itajaí coloca estaleiro brasileiro no centro do marco técnico

A Fragata Tamandaré foi construída no Brasil, no estaleiro da TKMS localizado em Itajaí, Santa Catarina. É nesse contexto que uma plataforma derivada de um projeto europeu passou pelo processo que resultou na nova notação de classe.

A localização da construção também conecta a certificação à capacidade industrial instalada no país. O navio de guerra saiu de um estaleiro brasileiro e alcançou uma classificação técnica que, até então, nenhum projeto da TKMS havia recebido.

DNV encontrou alinhamento entre suas regras e o padrão da TKMS

A classificadora destacou a modularidade e a flexibilidade de seus próprios regulamentos. Segundo a DNV, essa característica permite que requisitos específicos sejam aplicados conforme as particularidades de cada projeto naval.

Nesse processo, o padrão de choque desenvolvido pela TKMS apresentou forte alinhamento com os critérios da DNV. A combinação dos dois conjuntos de requisitos permitiu estruturar a avaliação técnica da Tamandaré dentro da notação Shock.

TKMS afirma que reconhecimento reforça robustez da plataforma MEKO

Paulo Alvarenga, CEO da TKMS Brasil, afirmou que o reconhecimento demonstra os padrões aplicados ao projeto e ao processo de qualificação da fragata. Na avaliação do executivo, o resultado também reforça características de robustez e resiliência da plataforma MEKO.

Para a empresa, esse tipo de capacidade pode ter relevância além da embarcação brasileira. A TKMS relaciona a certificação à possibilidade de ampliar sua atuação internacional e apresentar plataformas navais comprovadas a futuros clientes.

Conquista pode ser usada em futuros programas navais internacionais

A própria fonte destaca a importância da classificação para eventuais programas futuros. Como a Tamandaré se tornou o primeiro projeto da TKMS a alcançar a notação, o processo cria uma referência interna para outras oportunidades envolvendo plataformas navais.

Isso não significa que novos contratos internacionais estejam garantidos. O que a certificação oferece é uma credencial técnica adicional para a TKMS apresentar em futuras disputas e cooperações, especialmente em projetos nos quais resistência a choque e preservação de funções críticas façam parte dos requisitos.

DNV e TKMS veem espaço para novas cooperações

As duas organizações também destacaram a cooperação das equipes envolvidas no processo. Segundo a TKMS, embora fosse a primeira experiência da empresa com essa notação de classe, a aprovação ocorreu de forma fluida e com elevado nível técnico.

A DNV avaliou que a notação pode contribuir para aumentar a confiança entre projetista, estaleiro, proprietário do navio e sociedade classificadora. A empresa considera que o processo cria uma base para futuras cooperações técnicas com a TKMS na área de resistência a choque.

Programa reúne TKMS, Embraer, Atech e gestão da Emgepron

A Fragata Tamandaré integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré, destinado à Marinha do Brasil. A execução é realizada pela Águas Azuis, sociedade de propósito específico formada por TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech, sob gestão da Emgepron.

Esse arranjo reúne construção naval, defesa, integração tecnológica e gestão dentro de um mesmo programa. A obtenção da notação DNV Shock passa, assim, a integrar o conjunto de marcos técnicos alcançados durante a entrega das novas fragatas.

Certificação amplia referência técnica de navio construído no Brasil

Para a Fragata Tamandaré, a conquista estabelece um novo ponto de referência dentro do projeto MEKO A100MB. O navio de guerra construído em Itajaí passa a carregar uma classificação que reconhece requisitos específicos de resistência a choque em componentes essenciais.

Para a TKMS, o valor da certificação também está no que ela poderá representar posteriormente. O primeiro projeto da empresa com a notação DNV Shock nasceu em uma embarcação construída no Brasil e agora pode servir como experiência técnica para futuras plataformas e programas navais internacionais.

Na sua avaliação, certificações técnicas como a DNV Shock podem aumentar a competitividade da indústria naval brasileira em projetos de defesa internacionais? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

Sair da versão mobile