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Navio leva carros usados pelo Ártico, desvia de gelo à deriva e chega à Inglaterra em 21 dias após sair da Coreia do Sul

Navio leva carros usados pelo Ártico, desvia de gelo à deriva e chega à Inglaterra em 21 dias após sair da Coreia do Sul

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Navio leva carros usados pelo Ártico, desvia de gelo à deriva e chega à Inglaterra em 21 dias após sair da Coreia do Sul

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 28/09/2026 às 20:04

Atualizado em 28/09/2026 às 22:20

Marítimo

Canal

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Com carros usados, autopeças e produtos químicos a bordo, o cargueiro testou uma rota mais curta entre a Ásia e a Europa, mas precisou parar e mudar de direção para atravessar trechos com gelo.

Carros usados e autopeças cruzaram águas do Ártico dentro dos contêineres do PanStar Acro. O navio saiu de Busan, na Coreia do Sul, em 22 de agosto de 2026 e chegou a Felixstowe, na Inglaterra, 21 dias depois. A viagem foi acompanhada pelo The Maritime Executive, veículo de notícias do setor marítimo.

A travessia fazia parte de um teste da Rota Marítima do Norte. O objetivo era medir tempo de viagem, consumo de combustível e custos de operação. No caminho, o navio encontrou gelo à deriva, ventos fortes e trechos que exigiram redução de velocidade.

Carros usados e autopeças seguiram por uma passagem no Ártico

O cargueiro transportava 737 contêineres com mercadorias, entre elas produtos químicos, carros usados e autopeças. Sua capacidade total era de 2.758 contêineres, mas a carga embarcada ficou abaixo da meta inicial de 1.300.

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Gelo à deriva obrigou o navio a parar e fazer manobras. (Imagem: Panstar Group)

O navio entrou na região ártica em 31 de agosto e deixou o trecho ocidental da passagem em 9 de setembro. A rota exigia atenção constante às condições do mar e à presença de gelo no caminho.

Gelo à deriva obrigou o navio a parar e fazer manobras

Perto da ilha de Wrangel, o gelo à deriva bloqueou a passagem e obrigou o cargueiro a parar durante a noite. Em outro ponto da viagem, perto do estreito de Vilkitsky, a tripulação precisou fazer manobras para evitar blocos de gelo mais duros.

No mar de Laptev, ventos fortes levaram o navio a reduzir a velocidade. Esses obstáculos ajudam a explicar por que uma distância menor no mapa não garante uma viagem simples ou um prazo fácil de cumprir.

Chegada à Inglaterra levou 21 dias; viagem seguiu até Roterdã

O PanStar Acro chegou a Felixstowe em 12 de setembro, após 21 dias desde a saída de Busan. No dia seguinte, alcançou Roterdã, nos Países Baixos, completando essa parte do trajeto em 22 dias.

O The Maritime Executive, veículo de notícias do setor marítimo, registrou uma distância aproximada de 13 mil km entre Busan e Roterdã pela rota utilizada. O percurso habitual pelo Canal de Suez até a Europa é de cerca de 20 mil km.

Teste ainda não comprova uma operação regular pelo Ártico

A viagem permitiu observar o comportamento do navio, o consumo de combustível e as dificuldades da navegação em águas frias. Esses dados podem ajudar a avaliar futuras operações, mas uma travessia piloto não comprova que a rota possa funcionar regularmente durante todo o ano.

O resultado reúne dois fatos: o cargueiro levou uma carga comum até a Europa por um caminho mais curto e, ao mesmo tempo, precisou adaptar sua navegação ao gelo e ao vento. A chegada em 21 dias mostra o potencial da rota; os obstáculos encontrados mostram o que ainda precisa ser estudado.

Você acha que a redução da distância compensaria os riscos e as dificuldades de navegar pelo Ártico? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte

The Maritime Executive


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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