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Nissan revela novo Pixo elétrico com base do Renault Twingo, autonomia de 259 km e bancos traseiros deslizantes para disputar espaço entre os compactos na Europa
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 23/09/2026 às 17:48
Atualizado em 23/09/2026 às 17:49
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Novo Nissan Pixo elétrico combina 259 km de autonomia declarada com bancos traseiros móveis e quatro lugares; entregas na Europa estão previstas para o início de 2027.
A Nissan revelou nesta quarta-feira, 23 de setembro, o novo Pixo, um elétrico de 3,80 metros que divide sua origem industrial com o Renault Twingo. O carro chega com motor de 82 cv e uma proposta centrada no aproveitamento do espaço.
Há uma escolha que define o projeto: são quatro lugares, com dois bancos traseiros que deslizam de forma independente. Quem vai atrás pode ganhar espaço para as pernas; quando a prioridade é levar bagagem, os assentos avançam.
O anúncio é europeu. A apresentação oficial da Nissan prevê as primeiras entregas no início de 2027 e não representa confirmação de lançamento no Brasil. Essa distinção importa antes de interpretar o Pixo como um futuro concorrente nas concessionárias brasileiras.
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Os bancos do Nissan Pixo mudam o espaço, mas não criam um quinto lugar
A ficha técnica registra 3.796 mm de comprimento, 1.790 mm de largura sem os retrovisores e 2.492 mm entre os eixos. O diâmetro de giro informado é de 9,9 metros, medida relacionada ao espaço necessário para completar uma manobra.
Dentro dessa carroceria curta, a flexibilidade vem dos trilhos dos bancos. O ajuste separado permite acomodar os dois passageiros traseiros em posições diferentes, conforme a necessidade de espaço de cada um e o volume da carga.
Mais espaço para malas e mais espaço para as pernas disputam a mesma área do carro. Deslocar o banco resolve a distribuição desse espaço, sem aumentar a carroceria. Já rebater os encostos amplia a área de carga, mas impede o uso daqueles lugares por passageiros.
Por isso, o Pixo atende a uma necessidade diferente da de quem procura um compacto para transportar cinco pessoas. A mobilidade dos assentos pode ser útil na rotina, mas não substitui o lugar central traseiro que este projeto não oferece.
Os 356 litros do porta-malas incluem o espaço reservado aos cabos
O volume divulgado pela fabricante é de 356 litros pelo padrão VDA. Nesse total estão incluídos 50 litros de um compartimento destinado aos cabos de recarga. A foto oficial mostra essa área separada, sob o piso principal.
Não se trata, portanto, de um único vão livre com esse volume. A separação pode ajudar a organizar os acessórios, enquanto o formato de uma mala ou de uma caixa continua determinante para saber se ela cabe no espaço principal.
Com os bancos traseiros rebatidos, a Nissan informa capacidade de 1.221 litros. É outra configuração de uso: esse número não descreve o porta-malas disponível durante uma viagem com os quatro ocupantes.
A ligação com o Twingo começou antes da apresentação
A origem compartilhada está documentada no acordo divulgado por Renault e Nissan em 31 de março de 2025. O grupo francês anunciou que a Ampere desenvolveria e produziria um derivado do Twingo para a marca japonesa, responsável pelo desenho do modelo.
Agora, a Nissan confirma a fabricação em Novo Mesto, na Eslovênia. É também onde a Renault produz o Twingo E-Tech elétrico. O vínculo, assim, vai além de uma semelhança visual entre dois carros pequenos.
Os documentos das duas marcas revelam pontos em comum: motor de 60 kW, equivalente a 82 cv, bateria LFP e dois bancos traseiros deslizantes. A Renault informa até 263 km no ciclo WLTP para o Twingo; a Nissan declara até 259 km para o Pixo.
São valores máximos anunciados no mesmo ciclo, não o resultado de um teste comparativo entre os carros. A diferença de quatro quilômetros, isoladamente, não permite concluir qual deles percorrerá mais distância no trajeto de um motorista.
O CPG já mostrou o retorno do Twingo como elétrico. A novidade desta quarta é a apresentação do modelo da Nissan, com identidade visual e especificações próprias.
Recarga do Nissan Pixo leva cerca de 28 minutos de 15% a 80%
A bateria tem 27,5 kWh e utiliza química de fosfato de ferro e lítio, identificada pela sigla LFP. Segundo a Nissan, é a primeira aplicação dessa tecnologia em um modelo da marca comercializado na Europa.
A autonomia de até 259 km é declarada no ciclo WLTP. Trata-se de uma referência padronizada de homologação, que não equivale a uma promessa de percorrer a mesma distância em qualquer percurso ou condição de uso.
Todas as versões terão recarga rápida de 50 kW em corrente contínua. A estimativa oficial é de aproximadamente 28 minutos para passar de 15% a 80%: o intervalo anunciado não corresponde a carregar uma bateria vazia até 100%.
Também há carregamento em corrente alternada de 11 kW. Os números descrevem coisas diferentes: kWh indica a capacidade energética da bateria; kW, a potência do motor ou do carregamento, conforme o contexto.
Duas telas, comandos físicos e assistência nas manobras
O painel reúne instrumentos digitais de 7 polegadas e central multimídia de 10 polegadas. Nas fotos de divulgação, os comandos circulares do ar-condicionado permanecem abaixo da tela, separados das funções exibidas no sistema multimídia.
A marca anuncia Google integrado, assistente Gemini e reconhecimento facial para recuperar as preferências do motorista. Entre os recursos de assistência estão controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, alerta de saída de faixa e auxílio ao estacionamento.
Outra função é o e-Pedal, que permite controlar aceleração e desaceleração pelo pedal do acelerador, inclusive até a parada, conforme a descrição da fabricante. A proposta é reduzir a alternância entre pedais no trânsito de anda e para.
As entregas europeias estão previstas para o início de 2027. No comunicado português, a Nissan reserva para esse período a divulgação de preços, pré-encomendas e configurações locais. A própria marca ressalva que equipamentos e especificações podem variar conforme o mercado.
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Fonte
Nissan Portugal
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

