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No fundo mar, vazamento de metano sobe mais de 1 km no oceano após falha em perfuração, mas bactérias e vermes formam barreira natural em poucos anos e surpreendem cientistas que esperavam até um século para recuperação do fundo marinho afetado pelo acidente

No fundo mar, vazamento de metano sobe mais de 1 km no oceano após falha em perfuração, mas bactérias e vermes formam barreira natural em poucos anos e surpreendem cientistas que esperavam até um século para recuperação do fundo marinho afetado pelo acidente

3 min de leitura

No fundo mar, vazamento de metano sobe mais de 1 km no oceano após falha em perfuração, mas bactérias e vermes formam barreira natural em poucos anos e surpreendem cientistas que esperavam até um século para recuperação do fundo marinho afetado pelo acidente

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 09/09/2026 às 17:52

Atualizado em 09/09/2026 às 17:55

Ciência e Tecnologia

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Vida marinha contém vazamento de metano no Mar da China Meridional após falha em perfuração científica oceânica.

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Vazamento de metano no Mar da China Meridional formou pluma com mais de 1 quilômetro, mas bactérias, arqueias, vermes e crustáceos criaram um filtro biológico em poucos anos, reduzindo a liberação do gás e surpreendendo cientistas que previam décadas para a recuperação natural do fundo oceânico afetado pelo acidente submarino

Um ecossistema marinho formado por bactérias, vermes e crustáceos conseguiu conter parcialmente um vazamento de metano gerado por perfuração científica no Mar da China Meridional. O processo ocorreu em cerca de dois anos, superando estimativas iniciais dos cientistas, que previam décadas para a resolução do problema.

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Falha em perfuração científica deu origem ao vazamento de metano

O acidente ocorreu em 2018, quando geólogos do Serviço Geológico da China perfuraram um buraco de 22 centímetros no fundo do mar para avaliar o potencial de gás natural armazenado na região.

Apesar de a equipe ter selado o furo com lama pesada ao fim dos testes, a vedação falhou. Em 2019, uma pluma do gás passou a subir da abertura, atingindo mais de um quilômetro de altura na coluna d’água.

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Ação conjunta da vida marinha reduziu o vazamento de metano

Pesquisadores liderados pelo ecólogo microbiano Emil Ruff, da Universidade de Bremen, monitoraram o local com ecobatímetros, câmeras subaquáticas e sensores químicos. Eles identificaram que bactérias e arqueias chegaram primeiro para se alimentar do gás.

Na sequência, vermes tubulares escavadores formaram um extenso leito sobre a área, seguidos por crustáceos.

Os vermes consumiram os microrganismos e levaram oxigênio, nitrato e sulfato para camadas profundas, acelerando a degradação do material.

Até 2023, a atuação desse filtro biológico reduziu a altura da pluma de gás de 1.200 metros para cerca de 800 metros acima do fundo oceânico, demonstrando a eficiência da contenção biológica no local.

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Impactos ambientais do vazamento de metano e riscos globais

Mesmo com a contenção, amostragens em mais de 40 locais mostraram concentrações elevadas do gás a 500 metros de distância do furo. O fenômeno provocou uma queda de mais de 30% na riqueza microbiana da região.

O evento reforça alertas sobre a atividade offshore, já que programas chineses concluíram mais de 80 poços no local entre 2010 e 2020. Além disso, levantamentos no Mar do Norte identificaram vazamentos em 28 de 43 poços analisados.

A preocupação central reside no fato de que o gás responde por cerca de 11% das emissões globais de efeito estufa.

Embora simulações de 2025 indiquem que emissões abaixo de 300 metros possam se dissolver antes da atmosfera, o gás retido gera danos locais severos.

Esta matéria foi elaborada com base em informações de Science Alert e Science Direct, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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