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Nova ferrovia vai ligar Goiás a Mato Grosso: conheça o projeto de 364 km, 55,38% das obras e R$ 10,7 bilhões em investimentos que integra corredor com potencial de 41 milhões de toneladas por ano

Nova ferrovia vai ligar Goiás a Mato Grosso: conheça o projeto de 364 km, 55,38% das obras e R$ 10,7 bilhões em investimentos que integra corredor com potencial de 41 milhões de toneladas por ano

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Nova ferrovia vai ligar Goiás a Mato Grosso: conheça o projeto de 364 km, 55,38% das obras e R$ 10,7 bilhões em investimentos que integra corredor com potencial de 41 milhões de toneladas por ano

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 18/09/2026 às 15:29

Atualizado em 18/09/2026 às 15:54

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Trecho entre Mara Rosa e Água Boa conectará o leste de Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul. A primeira etapa da FICO é executada pela Vale e integra um sistema ferroviário planejado para ampliar o transporte de grãos, fertilizantes e outras cargas pelo Centro-Oeste.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) avança entre Mara Rosa, em Goiás, e Água Boa, em Mato Grosso, com 364 quilômetros previstos nesta primeira ligação. A obra conectará o leste mato-grossense à Ferrovia Norte-Sul, oferecendo uma nova opção ferroviária para o transporte de grandes volumes de cargas.

Na medição divulgada em junho deste ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a FICO 1 havia alcançado 55,38% de avanço físico e 51,55% de execução financeira. Mais de R$ 5,1 bilhões estavam contratados, dentro de investimento total estimado em R$ 10,7 bilhões.

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O trecho é executado pela Vale como obrigação de investimento decorrente da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O modelo direcionou recursos vinculados ao contrato ferroviário existente para a implantação da nova infraestrutura.

A linha parte de Mara Rosa, onde ocorre a conexão com a Ferrovia Norte-Sul, e segue até Água Boa. Com essa integração, cargas originadas em áreas produtoras de Mato Grosso poderão acessar uma malha ferroviária de longa distância sem depender exclusivamente de rodovias em todo o percurso.

Os caminhões continuarão necessários no deslocamento entre propriedades rurais, armazéns, unidades industriais e terminais ferroviários. A proposta do corredor é concentrar no modal ferroviário parte das viagens de longa distância, especialmente aquelas destinadas ao transporte de grandes volumes de grãos, farelos, fertilizantes e outras cargas.

Obras avançam por lotes até Água Boa

Ferrovia de 364 km ligará Goiás a Mato Grosso, com R$ 10,7 bilhões em investimentos e corredor para até 41 milhões de toneladas por ano.

A implantação envolve terraplenagem, drenagem, preparação da plataforma, pontes e outras estruturas especiais, além da instalação da superestrutura necessária à circulação dos trens. Entre os pontos do traçado está a travessia do rio Araguaia, na divisa entre Goiás e Mato Grosso.

O cronograma foi dividido em fases e lotes para permitir a execução progressiva da ferrovia. O primeiro lote, até o km 104,5, tem conclusão regulatória prevista para outubro de 2026, enquanto a primeira fase completa alcança o km 228,5 e possui prazo até abril de 2027.

Na segunda fase, o traçado segue do km 228,5 até aproximadamente o km 364,8, nas proximidades de Água Boa. Pelos marcos regulatórios do empreendimento, a conclusão do Lote 3 está prevista para março de 2028, e a do Lote 4, para abril do mesmo ano.

A chegada dos trilhos a Água Boa não encerra o planejamento da FICO. A configuração mais ampla prevê a continuidade pelo território de Mato Grosso até Lucas do Rio Verde, formando um eixo projetado de aproximadamente 888 quilômetros entre Mara Rosa e o centro-norte mato-grossense.

Essa extensão planejada precisa ser diferenciada da etapa em execução. Os 55,38% de avanço físico divulgados pela ANTT correspondem à FICO 1, entre Mara Rosa e Água Boa, e não representam o estágio de toda a ligação prevista até Lucas do Rio Verde.

Corredor pode movimentar 41 milhões de toneladas por ano

A FICO 1 também integra o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, formado a partir da conexão com outros trechos ferroviários, entre eles a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a Norte-Sul. O planejamento liga áreas produtoras de Mato Grosso, Goiás e Bahia a diferentes rotas de escoamento.

Em informações divulgadas pela ANTT sobre o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, as projeções de demanda atribuídas à Infra S.A. indicam que os granéis sólidos vegetais deverão representar aproximadamente 80% da movimentação prevista.

A soja responde por cerca de 46% da demanda projetada, seguida pelo milho, com 28,5%. Os fertilizantes representam aproximadamente 15,3% do volume estimado, enquanto o farelo de soja aparece com participação de 6,2%.

Ferrovia de 364 km ligará Goiás a Mato Grosso, com R$ 10,7 bilhões em investimentos e corredor para até 41 milhões de toneladas por ano.

As projeções utilizadas no planejamento apontam crescimento médio anual de 1,9% na movimentação até 2060. Nesse cenário, o Corredor Ferroviário Leste-Oeste poderá alcançar aproximadamente 41 milhões de toneladas úteis transportadas por ano.

Esse volume não corresponde exclusivamente aos 364 quilômetros em construção entre Mara Rosa e Água Boa. A estimativa considera o corredor ferroviário integrado e depende da conexão entre diferentes trechos da FICO, da FIOL e das demais estruturas necessárias para formar as rotas previstas.

Para Goiás, Mara Rosa funcionará como ponto de conexão entre a nova linha e a Ferrovia Norte-Sul. Em Mato Grosso, a chegada dos trilhos a Água Boa levará a ligação ferroviária a uma região de produção agropecuária que utiliza longos deslocamentos rodoviários para alcançar terminais e outros corredores logísticos.

A fiscalização e o acompanhamento regulatório da FICO 1 cabem à ANTT, que monitora a execução das obrigações vinculadas à renovação antecipada da concessão da EFVM e o cumprimento dos marcos estabelecidos para os diferentes lotes da ferrovia.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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