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Novo Nissan Rogue 2027 enfrenta o RAV4 com dois motores elétricos, tração integral e motor a gasolina que gera energia sem mover as rodas

Novo Nissan Rogue 2027 enfrenta o RAV4 com dois motores elétricos, tração integral e motor a gasolina que gera energia sem mover as rodas

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Novo Nissan Rogue 2027 enfrenta o RAV4 com dois motores elétricos, tração integral e motor a gasolina que gera energia sem mover as rodas

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 24/09/2026 às 11:34

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Nissan Rogue Hybrid 2027 SR em imagem oficial de divulgação nos Estados Unidos. Foto: Nissan/Divulgação.

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O novo Nissan Rogue 2027 usa gasolina para produzir eletricidade e deixa a tração exclusivamente com dois motores elétricos, sem exigir recarga na tomada.

O motorista abastece no posto, entra no carro e acelera. Sob o capô, porém, o caminho da energia é diferente daquele de um SUV convencional. No Rogue Hybrid e-POWER apresentado pela Nissan nos Estados Unidos, o motor a combustão não transmite força às rodas.

Essa separação é a principal aposta do modelo para enfrentar híbridos como o Toyota RAV4. A proposta combina propulsão elétrica com a rotina de abastecimento a gasolina. Isso não transforma o Rogue em um elétrico a bateria nem elimina o consumo de combustível.

Um vídeo publicado pelo jornalista Javier Mota em 21 de setembro ajuda a entender a diferença. Durante uma volta em Park City, no estado americano de Utah, ele dirige um protótipo acompanhado de um representante da Nissan, identificado na conversa como Christian. O teste mostra respostas do carro e explicações técnicas, mas não constitui uma medição independente de autonomia.

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Um protótipo nas ladeiras de Utah antecipa a disputa com o RAV4

Aos 20 segundos, o passageiro esclarece que o veículo pertence à frota de testes e ainda é um protótipo, anterior à unidade de pré-produção. Essa informação muda a maneira de ler a avaliação. Acabamento, calibração e comportamento de uma unidade experimental não devem ser tratados como um teste definitivo do carro vendido ao público.

A comparação com a Toyota aparece aos 3min44. Mota menciona o RAV4 levado ao evento pela Nissan, e o representante confirma a disputa no segmento de SUVs híbridos. O objetivo da apresentação era mostrar ao volante como o e-POWER se diferencia.

O leitor pode acompanhar o vídeo completo abaixo. Os trechos sobre geração de energia começam por volta de 1min03, a frenagem regenerativa aparece aos 3min09 e a demonstração do sistema de parada suave começa aos 5min48.

Assista o vídeo

Vídeo de Javier Mota, publicado em 21 de setembro de 2026. Avaliação de protótipo nos Estados Unidos, com participação de representante da Nissan.

A gasolina vira eletricidade antes de movimentar o carro

No trecho iniciado aos 1min03, a conversa apresenta o e-POWER como um híbrido em série. A expressão descreve o percurso da energia. O motor a gasolina aciona um gerador, e a eletricidade alimenta o sistema de propulsão. As rodas são movidas pelos motores elétricos.

Há uma bateria para armazenar energia, mas não existe tomada de recarga externa. O motorista não conecta o carro a um carregador doméstico ou de estrada. A reposição de energia vem do combustível e da recuperação de parte da energia durante as desacelerações.

A explicação técnica da Nissan sobre o e-POWER distingue dois tipos de uso. Em velocidades urbanas mais baixas, a demanda pode permitir períodos maiores com o motor a gasolina desligado. Em rodovias ou sob carga elevada, ele trabalha mais para sustentar a geração elétrica.

Portanto, dizer que o motor a combustão não move as rodas não significa dizer que ele fica desligado durante a viagem. Uma subida longa exige energia. Sem recarga externa, o combustível continua sendo fundamental para manter o deslocamento.

O motor a gasolina gera energia para a propulsão elétrica do Rogue Hybrid. Foto: Nissan/Divulgação.

O conjunto entrega 225 hp e distribui a força entre os dois eixos

O press kit do Rogue Hybrid 2027 informa motor a gasolina 1.5 turbo, dois motores elétricos e tração integral de série. A potência combinada declarada é de 225 hp. A bateria de íons de lítio tem capacidade de 1,67 kWh.

A potência do conjunto é o número relevante para descrever o veículo. Somar isoladamente os valores máximos dos componentes produziria uma capacidade que a fabricante não anuncia para o sistema completo. A energia disponível e a gestão eletrônica fazem parte dessa conta.

Na explicação da Nissan, a distribuição de força entre os eixos é ajustada eletronicamente, em conjunto com o controle dos freios. Isso ajuda a administrar acelerações, curvas e pisos de menor aderência. Não significa que o SUV tenha aderência ilimitada ou que dispense pneus adequados às condições da via.

Javier Mota ao volante do protótipo em Park City, Utah. Frame do vídeo publicado em 21/09/2026. Reprodução/YouTube/Javier Mota.

Soltar o acelerador e parar suavemente são duas funções diferentes

Aos 2min34 do vídeo, Mota experimenta o e-Pedal, que permite desacelerar ao aliviar o acelerador. Ele tenta dosar a redução de velocidade para uma parada e comenta a necessidade de se acostumar à resposta do carro. Aos 2min54, ele ri ao perceber que não acertou a parada como pretendia. A cena mostra que dosar a desaceleração exige adaptação.

A partir dos 3min09, o passageiro explica a regeneração. Quando o carro perde velocidade, o sistema elétrico recupera energia e a devolve à bateria. Esse processo ajuda a explicar por que o uso urbano, com desacelerações frequentes, tem comportamento diferente de uma viagem constante em rodovia.

Mais adiante, aos 5min48, eles desligam o e-Pedal para demonstrar o Smooth Stop. Mota mantém o pé no freio enquanto o sistema administra a fase final da parada. Ele descreve a sensação como suave. A função procura reduzir o movimento dos ocupantes quando o carro termina de frear.

O e-Pedal altera a resposta ao aliviar o acelerador. O Smooth Stop atua na suavidade da parada. Nenhum dos dois dispensa atenção, distância de segurança ou o uso do pedal de freio quando necessário.

Nissan estima consumo urbano equivalente a 17 km por litro

Por volta dos 4min46, a conversa menciona 40 milhas por galão na cidade, 36 na estrada e 38 no combinado. No comunicado de lançamento, a Nissan apresenta esses valores como estimativas baseadas em testes internos, ainda sujeitas à confirmação da agência americana EPA.

Convertidos apenas de unidade, correspondem a aproximadamente 17,0 km/l, 15,3 km/l e 16,2 km/l, respectivamente. O cálculo usa o galão americano de 3,785 litros e a milha de 1,609 quilômetro. Converter a unidade não transforma o ensaio americano em avaliação do Inmetro.

Para comparar o Rogue com um RAV4 ou outro híbrido, é preciso alinhar versão, tração, ciclo de teste e condições de medição. Uma volta de apresentação e uma estimativa da montadora não substituem esse confronto.

A cabine preserva comandos físicos e separa equipamentos por versão

O vídeo muda de assunto perto dos 9min12 e mostra o espaço reservado aos celulares no console. Mota experimenta o suporte magnético, e a conversa destaca os comandos físicos do ar-condicionado e o acesso ao compartimento inferior.

O detalhe interessa no uso diário. Ajustar a temperatura por um comando dedicado é uma operação diferente de procurar a mesma função em menus. Na gravação, essa escolha de ergonomia aparece ao lado das telas e dos recursos de conectividade.

A documentação comercial informa telas de 12,3 ou 14,3 polegadas conforme versão e pacote. O carregamento sem fio duplo fica na Platinum. Assim, o equipamento mostrado em uma apresentação não deve ser automaticamente atribuído a todas as configurações.

Comandos físicos do ar-condicionado e bases de carregamento no console. O carregador duplo é equipamento da versão Platinum. Foto: Nissan/Divulgação.

O Rogue e-POWER não é o plug-in de sete lugares

O nome Rogue também aparece no Rogue Plug-in Hybrid 2026 já apresentado pelo CPG. A semelhança do nome não autoriza misturar fichas técnicas. O plug-in admite recarga externa e tem outra configuração.

No e-POWER desta reportagem, a ausência de tomada é parte central do projeto. Ele atende a uma rotina em que o motorista continua abastecendo com combustível, mas recebe a força nas rodas de um sistema elétrico. A arquitetura também tem antecedentes em modelos como o Nissan Note e-POWER.

O lançamento confirmado é americano, com chegada inicial da versão SR no outono de 2026 do hemisfério norte e expansão da linha no início de 2027. Esse calendário não é um anúncio de venda no Brasil.

Para acompanhar a evolução do carro, os próximos dados relevantes são os resultados de consumo homologados e as avaliações de unidades de produção. Eles permitirão verificar quanto das sensações demonstradas no protótipo aparece no uso cotidiano, fora do percurso de apresentação.

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Fonte

Nissan USA


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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