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O híbrido plug-in flex que começa a ser entregue em setembro soma 177 cavalos com um motor 1.5 aspirado e roda 33 quilômetros só na bateria de 7,85 kWh

O híbrido plug-in flex que começa a ser entregue em setembro soma 177 cavalos com um motor 1.5 aspirado e roda 33 quilômetros só na bateria de 7,85 kWh

4 min de leitura

O híbrido plug-in flex que começa a ser entregue em setembro soma 177 cavalos com um motor 1.5 aspirado e roda 33 quilômetros só na bateria de 7,85 kWh

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 03/09/2026 às 12:47

Atualizado em 03/09/2026 às 12:52

Ciência e Tecnologia

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O SUV híbrido plug-in que começa a ser entregue em setembro combina um motor 1.5 aspirado com um elétrico para somar 177 cavalos, e ainda assim roda 33 quilômetros só na bateria, com um pacote de apenas 7,85 kWh na versão de entrada.

O modelo é o BYD Atto 2, que chega ao mercado brasileiro com o mesmo sistema híbrido plug-in flex já usado no Song Pro, da mesma marca. Conforme a ficha divulgada, o conjunto entrega 177 cv de potência combinada e 30,6 kgfm de torque.

A versão de entrada, chamada GL, traz uma bateria de 7,85 kWh. É um pacote pequeno para os padrões de plug-in, e rende 33 quilômetros de autonomia elétrica homologada pelo Inmetro. Com esses números, o modelo estreia como o segundo híbrido mais barato à venda no país.

Bateria pequena não é defeito de projeto

Trinta e três quilômetros parece pouco quando se compara com plug-ins europeus que passam de oitenta. No entanto, esse número precisa ser lido junto com o uso real. Conforme pesquisas de mobilidade urbana, a maior parte dos deslocamentos diários no Brasil fica bem abaixo dessa marca, entre casa, trabalho, escola e mercado.

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Ou seja, para quem carrega o carro em casa toda noite, uma bateria de 7,85 kWh cobre o dia inteiro de rodagem urbana sem acionar o motor a combustão. E como a recarga completa de um pacote desse tamanho consome pouca energia, dá para fazê-la numa tomada comum, sem instalar carregador dedicado, o que elimina um custo de entrada que costuma assustar comprador.

O motor a combustão, por sua vez, existe justamente para o resto. Viagem longa, estrada, feriado. É a diferença central entre um plug-in e um elétrico puro: você não precisa planejar o trajeto em função de onde há carregador, porque o tanque resolve.

O detalhe que interessa ao Brasil é o flex

A parte mais relevante dessa ficha técnica, para o mercado local, não é a potência e nem a autonomia elétrica. É o motor a combustão ser flex, capaz de rodar com etanol. Isso importa porque a matriz elétrica brasileira já é majoritariamente renovável, e o etanol é combustível de origem vegetal produzido aqui dentro.

Assim, um plug-in flex combina duas fontes de energia que o país produz. É uma equação bem diferente da de um híbrido a gasolina, que depende de derivado de petróleo importado ou refinado internamente para a parte térmica do conjunto.

Além disso, a arquitetura ajuda a resolver um problema conhecido do etanol no Brasil, que é o consumo mais alto por quilômetro rodado. Se o motor a combustão só entra em parte do tempo, o impacto do consumo maior fica diluído, enquanto a vantagem de preço por litro continua valendo.

Um segmento que deixou de ser exceção

Há um ponto de manutenção que também pesa nessa escolha e quase nunca aparece no anúncio. Em um híbrido, o motor a combustão trabalha menos horas e em regime mais constante, porque o elétrico assume as arrancadas e o trânsito parado, que é justamente onde um motor convencional mais sofre. O freio também dura mais, já que boa parte da desaceleração é feita pelo próprio motor elétrico ao regenerar energia para a bateria.

Por outro lado, a conta tem o outro lado. Um plug-in carrega duas linhas de propulsão dentro do mesmo carro, o que significa mais peso, mais complexidade e mais componentes que podem falhar. A bateria, ainda que pequena, é o item mais caro do conjunto, e a garantia oferecida para ela costuma ser o dado que separa uma proposta séria de uma aposta arriscada.

Vale registrar o contexto de mercado. Os híbridos deixaram de ser curiosidade de vitrine no Brasil e passaram a ocupar prateleira de volume, puxados principalmente pelo Haval H6, da GWM, pela família Song, da BYD, e pelos SUVs da Omoda e Jaecoo. A lista de lançamentos previstos para o segundo semestre continua crescendo.

Enquanto isso, o comprador que antes escolhia entre gasolina e etanol agora escolhe entre combustão pura, híbrido leve, híbrido pleno, plug-in e elétrico. É uma decisão bem mais complexa do que era há cinco anos, e que depende menos de opinião e mais de quilometragem diária e de ter ou não onde ligar o carro à noite.

Olhando assim, o Atto 2 não é o carro mais potente nem o de maior autonomia elétrica da praça. Ele é uma aposta em outra coisa: preço de entrada baixo num segmento que costumava ser caro. Queria saber o que você acha de um plug-in com 33 quilômetros de bateria e motor a etanol.

Trinta e três quilômetros de autonomia elétrica dariam conta da sua rotina de todo dia?

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Fontes

Canaltech

A Tarde


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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