Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

O último aviso de Stephen Hawking à humanidade está começando a se tornar realidade

O último aviso de Stephen Hawking à humanidade está começando a se tornar realidade

4 min de leitura

O último aviso de Stephen Hawking à humanidade está começando a se tornar realidade

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 10/09/2026 às 08:27

Atualizado em 10/09/2026 às 08:30

Inteligência Artificial (I.A)

Canal

Alertas sobre os riscos da inteligência artificial ganham força após a demissão de um pesquisador e novos incidentes tecnológicos.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Jacob Coxon acusou empresas de correrem em direção a sistemas autoaperfeiçoáveis, enquanto relatório internacional reconhece avanços rápidos, mas afirma que modelos atuais ainda não oferecem risco de perda total de controle

O risco da inteligência artificial voltou ao centro do debate após Jacob Coxon anunciar sua saída da Anthropic e acusar grandes empresas do setor de desenvolver sistemas cada vez mais poderosos sem garantias suficientes de segurança. O episódio também recuperou advertências feitas por Stephen Hawking antes de sua morte, em 2018.

Coxon afirmou que trabalhou durante três anos com pesquisas de pré-treinamento na Anthropic e na OpenAI. Segundo o pesquisador, as duas empresas estariam correndo em direção ao desenvolvimento de uma inteligência artificial super-humana capaz de contribuir para o próprio aperfeiçoamento.

A possibilidade de máquinas ultrapassarem os seres humanos já preocupava Hawking em 2017. Naquele ano, o físico britânico declarou temer que uma inteligência artificial autorreplicante pudesse se transformar em uma nova forma de vida e superar completamente a humanidade.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Recomendado para você

Economia

Estudante com formatura prevista entre março de 2028 e dezembro de 2029 tem até 13 de setembro para disputar uma das 210 vagas de estágio que a siderúrgica abriu em 37 cidades das cinco regiões do país

O estudante com formatura prevista entre março de dois mil e vinte e oito e dezembro de dois mil e vinte e nove tem até o dia treze de setembro…

Paulo Nogueira

0

Apesar das advertências, não existem evidências científicas de que os modelos disponíveis atualmente sejam capazes de provocar a extinção humana. Avaliações internacionais reconhecem avanços importantes em autonomia e cibersegurança, mas classificam os cenários de perda total de controle como riscos futuros e incertos.

Pesquisador deixa a Anthropic e faz alerta público

Jacob Coxon anunciou sua demissão em 8 de setembro de 2026 por meio de uma publicação na plataforma X. O pesquisador afirmou que não desejava continuar participando de uma disputa entre empresas interessadas em construir sistemas capazes de melhorar a si mesmos.

A saída e as declarações foram relatadas pela Associated Press. Segundo a agência, Coxon acusou a Anthropic e a OpenAI de priorizarem a competição entre empresas e países na tentativa de desenvolver o modelo mais avançado possível.

Em sua manifestação, o pesquisador declarou que as empresas estariam “apostando com nossas vidas”. Ele também disse acreditar que futuros sistemas poderão alcançar capacidades superiores às humanas, realizar ataques cibernéticos e obter recursos no mundo real.

Essas afirmações representam projeções pessoais de Coxon. A possibilidade de a inteligência artificial ameaçar a humanidade até o final da década não é um acontecimento confirmado nem uma previsão cientificamente estabelecida.

A Anthropic, por sua vez, declarou que trabalha para priorizar a segurança quando esse objetivo entra em conflito com a velocidade de desenvolvimento. A empresa construiu sua imagem pública em torno da produção de modelos confiáveis e do estudo de métodos destinados a reduzir comportamentos perigosos.

Risco da inteligência artificial preocupava Hawking

Stephen Hawking apresentou diferentes advertências sobre o futuro da tecnologia. Em entrevista publicada pela Wired em 28 de novembro de 2017, o físico afirmou que o desenvolvimento da inteligência artificial deveria continuar, mas precisava considerar perigos reais.

Hawking declarou temer que a tecnologia pudesse substituir completamente os seres humanos. Como exemplo, mencionou a possibilidade de alguém desenvolver uma inteligência artificial capaz de se replicar, criando uma nova forma de vida que apresentaria desempenho superior ao humano.

A declaração foi feita aproximadamente três meses e meio antes da morte do cientista, ocorrida em 14 de março de 2018. Entretanto, Hawking não estabeleceu uma data para o surgimento de uma inteligência artificial super-humana nem afirmou que a extinção seria inevitável.

O físico apresentava o cenário como uma possibilidade condicionada ao desenvolvimento futuro da tecnologia. Sua preocupação estava ligada principalmente a sistemas que pudessem evoluir, replicar-se e superar as limitações impostas pela evolução biológica humana.

Sistemas atuais ainda têm limitações importantes

O Relatório Internacional de Segurança de IA de 2026, elaborado por mais de cem especialistas e apoiado por representantes de mais de 30 países e organizações internacionais, confirma que as capacidades dos modelos avançaram rapidamente.

Os maiores progressos aparecem em matemática, programação, ciências e operação autônoma. Sistemas atuais também conseguem identificar vulnerabilidades digitais, produzir códigos maliciosos e executar algumas tarefas durante períodos mais longos sem intervenção constante.

O documento ressalta, porém, que essas capacidades continuam irregulares. Modelos capazes de resolver problemas complexos ainda falham em atividades aparentemente simples, cometem erros, fabricam informações e apresentam dificuldades para corrigir falhas durante tarefas prolongadas.

Sobre uma possível perda de controle, o relatório é direto ao afirmar que os sistemas atuais não possuem as capacidades necessárias para criar esse cenário. Ao mesmo tempo, reconhece que os modelos estão avançando em áreas relacionadas ao risco, como autonomia, identificação de brechas e adaptação durante avaliações.

O futuro permanece incerto. O desenvolvimento pode desacelerar por limitações de energia, dados ou infraestrutura, continuar no ritmo atual ou acelerar caso os próprios sistemas passem a contribuir significativamente para novas pesquisas de inteligência artificial.

Assim, os alertas de Hawking e Coxon descrevem possibilidades futuras consideradas seriamente por parte da comunidade científica. Eles não demonstram que uma inteligência artificial super-humana já exista nem que o desaparecimento da humanidade esteja começando, mas reforçam o debate sobre segurança, controle e responsabilidade no desenvolvimento de modelos mais avançados.

Fonte: LADBIBLE


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

Sair da versão mobile