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Operadores no Amapá iniciam testes na usina Azteca, que mira 380 mil toneladas de minério por ano e ainda depende de licença para vender a produção

Operadores no Amapá iniciam testes na usina Azteca, que mira 380 mil toneladas de minério por ano e ainda depende de licença para vender a produção

6 min de leitura

Operadores no Amapá iniciam testes na usina Azteca, que mira 380 mil toneladas de minério por ano e ainda depende de licença para vender a produção

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 15/09/2026 às 04:21

Atualizado em 15/09/2026 às 04:26

Economia

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Estrutura industrial do projeto Amapá ao pôr do sol, em apresentação da Cadence. Imagem de arquivo; não é registro dos testes anunciados em setembro. Crédito: Cadence Minerals/Divulgação. Fonte.

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A usina Azteca, no Amapá, entrou nos testes a frio e com água após a reforma dos equipamentos, enquanto a operadora aguarda resposta ambiental para avançar às próximas etapas e mantém a meta de produzir aproximadamente 380 mil toneladas anuais de concentrado de minério de ferro.

Imagem de capa: Estrutura industrial do projeto Amapá ao pôr do sol, em apresentação da Cadence. Imagem de arquivo; não é registro dos testes anunciados em setembro. Crédito: Cadence Minerals/Divulgação. Fonte da imagem.

A atualização foi divulgada pela Cadence Minerals em 14 de setembro. A conclusão mecânica da reforma havia sido anunciada dez dias antes, em 4 de setembro.

Os testes verificam o funcionamento do conjunto antes da operação comercial. A Licença de Operação permanece pendente, e o anúncio não informa início de vendas ou embarques.

Equipamentos reformados passam pela primeira sequência de verificações operacionais

Segundo o comunicado regulatório da Cadence, o comissionamento a frio testa equipamentos, distribuição elétrica e sistemas de controle sem minério, após a conclusão mecânica da reforma.

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Comissionamento é a sequência de verificações usada para colocar uma instalação em funcionamento. Nessa etapa inicial, a equipe procura demonstrar que os componentes respondem conforme o previsto.

A conclusão da montagem, portanto, não encerra a preparação da planta. É necessário verificar o comportamento integrado dos equipamentos antes de exigir deles o desempenho do processo mineral.

A etapa úmida introduz água e material de teste no circuito

O comissionamento úmido acrescenta água de processo e material de teste ao circuito correspondente. A finalidade é avaliar sua operação antes do avanço para testes de processamento.

A Cadence informou que as duas etapas permaneciam em andamento na data do comunicado. Não apresentou resultado final de desempenho nem declarou concluída a sequência de verificações.

Essa informação limita o alcance do anúncio: há testes iniciados, mas ainda não existe confirmação de funcionamento estável em regime comercial ou de atendimento contínuo à capacidade projetada.

A inspeção da SEMA foi concluída, mas a resposta ainda é aguardada

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá, SEMA/AP, realizou uma visita à instalação relacionada ao comissionamento a quente. A inspeção foi relatada pela Cadence.

Segundo a empresa, não foram levantados problemas durante a visita. Entretanto, a DEV Mineração ainda aguardava a manifestação da autoridade ambiental quando a atualização foi publicada.

Ausência de questionamentos durante uma inspeção não equivale a licença emitida. O próprio comunicado mantém as próximas etapas condicionadas aos testes anteriores e aos requisitos regulatórios aplicáveis.

Peneira secundária da Azteca antes da reforma, conforme apresentação da Cadence. Imagem de arquivo. Crédito: Cadence Minerals/Divulgação. Fonte.

O próximo teste está planejado para 25% a 50% da capacidade

A etapa seguinte deverá ser o comissionamento a quente, com operação planejada entre 25% e 50% da capacidade. O avanço depende da conclusão das verificações anteriores.

Nesse momento, a equipe pretende testar o processamento e ajustar parâmetros operacionais. O objetivo é observar como a planta responde ao material que deverá alimentar a produção inicial.

A faixa divulgada é um regime previsto para testes, não uma taxa de produção já alcançada. Também não corresponde a uma promessa de utilização integral imediatamente depois.

Teor do concentrado e recuperação serão ajustados durante o processamento

A Cadence informa que os testes a quente deverão permitir ajustes no teor e na recuperação. Esses indicadores descrevem aspectos diferentes do resultado obtido no beneficiamento mineral.

O teor indica a concentração de ferro no produto. A recuperação acompanha a parcela do material de interesse que o processo consegue aproveitar em relação à alimentação.

A usina precisa demonstrar seu comportamento nas condições de operação. Assim, o anúncio de testes não permite substituir metas de projeto por resultados medidos que ainda serão apresentados.

O material de alimentação já passou por etapas anteriores de beneficiamento

A carga prevista para a Azteca vem de material que já foi britado, moído e concentrado, conforme a descrição da Cadence sobre os estoques disponíveis no projeto.

Restrições históricas de energia impediram a conclusão da etapa final de flotação, segundo a empresa. Esse material anterior à flotação ficou disponível para processamento complementar na retomada.

Portanto, o plano inicial utiliza material já armazenado. Não deve ser descrito como produção dependente, desde o primeiro momento, de uma nova campanha de extração na mina.

Concentrado eventualmente produzido nos testes deverá ficar estocado

O comunicado afirma que qualquer concentrado gerado durante o comissionamento será armazenado. A previsão é usar essa fase para verificar a planta e ajustar seu desempenho operacional.

A existência de produto nos testes, caso ocorra, não comprova abertura de vendas. Há diferença entre gerar material durante verificações e iniciar uma rotina comercial autorizada.

A Cadence condiciona operações comerciais e embarques à conclusão satisfatória do comissionamento e à obtenção da licença. Esses dois requisitos aparecem de forma expressa na atualização.

Separador magnético da Azteca antes da reforma, conforme apresentação da Cadence. Imagem de arquivo. Crédito: Cadence Minerals/Divulgação. Fonte.

A meta de 380 mil toneladas pertence à Azteca, não ao projeto ampliado

A instalação inicial busca aproximadamente 380 mil toneladas por ano de concentrado com cerca de 65% de ferro. Os valores representam objetivos informados pela companhia para a Azteca.

O projeto Amapá mais amplo tem outro escopo de desenvolvimento, com infraestrutura de mina, ferrovia, porto e beneficiamento. Misturar suas projeções altera a escala desta notícia.

A referência a 5,5 milhões de toneladas anuais pertence ao plano maior descrito pela Cadence. Não é a capacidade anunciada para essa etapa inicial de retomada da Azteca.

A produção experimental de concentrado em Camaçari oferece outro exemplo de como testes de processamento antecedem etapas industriais maiores, embora envolva um projeto e minerais diferentes.

DEV opera o empreendimento e Cadence participa por uma sociedade intermediária

A DEV Mineração é a proprietária e operadora do projeto Amapá. Segundo a atualização, a empresa pertence integralmente à Pedra Branca Alliance, sociedade que reúne a participação da Cadence.

A Cadence informa deter 36,2% dessa sociedade. A estrutura societária explica por que uma companhia listada no exterior divulga a evolução operacional de uma instalação brasileira.

Os testes, a licença e a execução no Amapá permanecem ligados ao empreendimento operado pela DEV. O comunicado apresenta essas informações aos investidores da participante do projeto.

A retomada comercial depende de desempenho comprovado e licença concedida

A estratégia empresarial é usar a Azteca como instalação inicial para gerar caixa e apoiar o desenvolvimento posterior. Esse resultado financeiro, porém, depende da efetiva entrada em produção.

O próximo avanço documentável será a conclusão dos testes em curso, seguida das etapas de processamento e da decisão ambiental. Ainda não existe data comercial garantida no anúncio.

Para os operadores, a mudança concreta é sair da reforma e entrar na verificação dos circuitos. A produção plena continua como objetivo condicionado ao desempenho e à autorização.

Em uma usina reformada, o que você acompanharia primeiro: estabilidade dos equipamentos, qualidade do concentrado ou conclusão do licenciamento?

Fonte

Cadence — RNS


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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