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Papua-Nova Guiné assina 3 acordos para destravar projeto de GNL de US$ 14,5 bilhões, mira decisão final até 15 de dezembro e abre caminho para produzir 5,6 milhões de toneladas por ano

Papua-Nova Guiné assina 3 acordos para destravar projeto de GNL de US$ 14,5 bilhões, mira decisão final até 15 de dezembro e abre caminho para produzir 5,6 milhões de toneladas por ano

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Papua-Nova Guiné assina 3 acordos para destravar projeto de GNL de US$ 14,5 bilhões, mira decisão final até 15 de dezembro e abre caminho para produzir 5,6 milhões de toneladas por ano

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 02/09/2026 às 08:09

Atualizado em 02/09/2026 às 08:13

Petróleo e Gás

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Pacote negociado com TotalEnergies e ExxonMobil cria proteção contra quedas do petróleo, amplia a participação potencial do Estado e aproxima o Papua LNG da decisão final de investimento. Projeto prevê capacidade de 5,6 milhões de toneladas de GNL por ano.

A Papua-Nova Guiné assinou três acordos considerados decisivos para o avanço do Papua LNG, um projeto estimado em cerca de US$ 14,5 bilhões, ou quase K60 bilhões. Governo, agências públicas e desenvolvedores formalizaram o pacote em 27 de agosto de 2026, em Port Moresby. Agora, a meta é alcançar a decisão final de investimento (FID) até 15 de dezembro deste ano.

Segundo o PNG Haus Bung, os acordos envolvem o governo e empresas ligadas ao desenvolvimento, liderado pela TotalEnergies, com participação da ExxonMobil. O movimento busca resolver obstáculos econômicos que afetaram o projeto nos últimos anos. Além disso, estabelece novas condições para dividir riscos e ampliar a participação estatal.

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O projeto passou por revisões de engenharia e custos antes de chegar a essa etapa. Primeiro, os parceiros refizeram propostas e buscaram reduzir despesas. Depois, revisaram a estrutura comercial. Agora, tentam concluir as condições necessárias para liberar o investimento definitivo.

Governo da Papua-Nova Guiné, ExxonMobil e TotalEnergies assinam três acordos estratégicos para o projeto Papua LNG. Imagem: PNG Haus Bung

Se a FID avançar, o Papua LNG poderá acrescentar aproximadamente 5,6 milhões de toneladas de GNL por ano à capacidade do país. O empreendimento pretende transformar os campos de Elk e Antelope, na Província do Golfo, em uma nova cadeia de produção e exportação de gás.

Projeto caiu de cerca de US$ 18 bilhões para US$ 14,5 bilhões

O custo se tornou um dos principais obstáculos para o Papua LNG. Em maio, o governo informou que as primeiras propostas colocavam o investimento em aproximadamente US$ 18 bilhões. Porém, esse valor prejudicava a competitividade econômica do empreendimento.

Por isso, os parceiros realizaram uma segunda rodada de propostas com empreiteiras. O processo reduziu a estimativa para a faixa de US$ 14 bilhões. Mais tarde, autoridades passaram a citar aproximadamente US$ 14,5 bilhões, perto de K60 bilhões, como referência atual.

Dessa forma, a revisão eliminou cerca de US$ 3,5 bilhões em relação ao cenário inicial de US$ 18 bilhões. Mesmo após o corte, o empreendimento continua entre os maiores investimentos já planejados para a Papua-Nova Guiné.

Governo cria mecanismo para enfrentar quedas no preço do petróleo

Um dos pontos centrais do novo pacote é um mecanismo de estabilização de preços com compartilhamento de risco. A medida procura proteger a viabilidade econômica do Papua LNG durante períodos de preços mais baixos.

Quando o petróleo cair abaixo de determinados níveis, o governo poderá fornecer apoio financeiro dentro das condições acordadas. Porém, o mecanismo também funciona no sentido contrário. Caso os preços subam, o Estado poderá recuperar valor ou reduzir sua obrigação de apoio.

Assim, o governo apresenta o modelo como uma proteção temporária e recíproca. O ministro do Petróleo, Jimmy Maladina, também afirmou que o acordo não representa uma concessão permanente de receitas públicas.

Royalties destinados às comunidades permanecem protegidos

A estrutura também busca impedir que os incentivos aos investidores reduzam pagamentos básicos destinados às comunidades. Segundo informações divulgadas após as negociações, royalties e taxas de desenvolvimento permanecem protegidos.

Esses recursos atendem proprietários tradicionais de terras, governos provinciais e administrações locais. Portanto, a proteção possui importância especial na Papua-Nova Guiné, onde grandes projetos energéticos envolvem extensas negociações territoriais.

Além disso, mudanças fiscais precisam equilibrar interesses diferentes. De um lado, investidores buscam retorno financeiro. Do outro, governos locais e comunidades esperam participação direta nos benefícios econômicos.

Estado poderá elevar participação de 22,5% para 25%

Outro ponto importante envolve a participação estatal. O novo pacote oferece a um indicado do Estado a possibilidade de adquirir mais 2,5 pontos percentuais do Papua LNG.

Anteriormente, a Papua-Nova Guiné possuía direito de entrada de até 22,5% por meio de entidades nacionais e representantes de proprietários de terras. Com a parcela adicional, a participação potencial poderá alcançar 25%.

Consequentemente, o Estado poderá aumentar sua exposição aos riscos financeiros do projeto. Ao mesmo tempo, também poderá ampliar sua participação nos resultados futuros.

Porém, existe uma distinção importante. Os 2,5% adicionais representam uma opção, e não uma participação já consolidada. A estrutura definitiva ainda dependerá das próximas etapas do empreendimento.

TotalEnergies lidera desenvolvimento do Papua LNG

A TotalEnergies continua na liderança do desenvolvimento e responde pelas etapas upstream e midstream. Isso inclui a produção do gás e parte de seu transporte até a região de liquefação.

Enquanto isso, uma subsidiária da ExxonMobil deverá atuar na infraestrutura downstream. O plano prevê integrar parte das novas instalações à estrutura já utilizada pelo PNG LNG, perto de Port Moresby.

Essa integração pode reduzir custos. Afinal, o projeto poderá aproveitar instalações existentes em vez de construir uma cadeia totalmente independente.

Gás virá dos campos Elk e Antelope

A principal matéria-prima do projeto virá dos campos Elk e Antelope, associados à área PRL-15. O gás deverá percorrer aproximadamente 320 quilômetros de gasodutos terrestres e marítimos até Caution Bay.

Primeiro, os poços extraem o gás. Depois, instalações industriais processam o produto e o preparam para transporte. Em seguida, gasodutos levam o combustível até a infraestrutura de liquefação.

Finalmente, a planta resfria o gás até transformá-lo em GNL. O processo reduz drasticamente seu volume e permite o transporte em navios especializados.

Portanto, a FID não destravaria somente uma planta industrial. Ela poderia liberar investimentos em poços, processamento, gasodutos, instalações marítimas e liquefação.

Papua LNG prevê 5,6 milhões de toneladas de GNL por ano

A capacidade projetada mostra a escala do empreendimento. O Papua LNG foi planejado para entregar aproximadamente 5,6 milhões de toneladas de GNL por ano.

Além disso, documentos do projeto citam recursos superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente. O volume ajuda a justificar uma infraestrutura bilionária e com vida operacional de longo prazo.

Para a economia da Papua-Nova Guiné, o impacto potencial é expressivo. Embora existam projetos maiores no Qatar e nos Estados Unidos, US$ 14,5 bilhões representam um investimento gigantesco para o país.

Três novos trens de liquefação serão eletrificados

A configuração atual prevê três novos trens de liquefação eletrificados em Caution Bay. Juntos, eles deverão oferecer aproximadamente 4 milhões de toneladas anuais de capacidade.

Além disso, outros 2 milhões de toneladas por ano poderão utilizar capacidade ligada às instalações existentes do PNG LNG.

A eletrificação também possui função ambiental. Plantas tradicionais de GNL costumam utilizar grandes turbinas a gás para movimentar compressores. Já os novos trens deverão usar acionamento elétrico, o que pode reduzir parte das emissões operacionais.

Ainda assim, isso não transforma o GNL em uma fonte livre de carbono. A mudança busca apenas reduzir a intensidade de emissões em determinadas etapas industriais.

País quer criar sua segunda grande plataforma de exportação de GNL

A Papua-Nova Guiné já participa do mercado internacional de gás natural liquefeito. O PNG LNG, liderado pela ExxonMobil, exporta gás desde 2014.

Agora, o Papua LNG pretende criar uma segunda grande plataforma de exportação. A experiência anterior oferece infraestrutura, trabalhadores especializados e conhecimento regulatório.

Porém, o governo também procura ampliar os benefícios econômicos internos. Por isso, temas como participação estatal, royalties e benefícios aos proprietários de terras ganharam destaque nas negociações.

FID está prevista para 15 de dezembro, mas ainda existem condições

A assinatura dos três acordos não representa a decisão final de investimento. O governo e os parceiros estabeleceram 15 de dezembro de 2026 como data-alvo para a FID.

Antes disso, ainda existem etapas importantes. Entre elas estão a conclusão do Development Forum, os acordos necessários para venda do gás e a organização do financiamento.

Portanto, os novos documentos removem obstáculos relevantes, mas não garantem a construção. Os investidores ainda precisam confirmar compradores e estruturar o capital necessário.

Contratos de venda serão decisivos para financiar o projeto

Megaprojetos de GNL exigem bilhões de dólares antes de gerar a primeira receita. Por isso, contratos de longo prazo com compradores internacionais possuem papel fundamental.

Quando uma empresa concorda em comprar GNL durante vários anos, o projeto ganha maior previsibilidade de receita. Consequentemente, bancos e investidores conseguem avaliar melhor sua capacidade de pagamento.

Dessa forma, os chamados gas offtake agreements não representam apenas uma etapa comercial. Eles podem ajudar a transformar as reservas de gás em um projeto efetivamente financiável.

TotalEnergies e ExxonMobil disputam capital entre projetos globais

Outro desafio está na competição pelo próprio capital das empresas. TotalEnergies e ExxonMobil possuem projetos em várias partes do mundo, portanto podem direcionar recursos para outros mercados.

O primeiro-ministro James Marape utilizou esse argumento para defender as novas condições comerciais. Segundo ele, o país precisa oferecer retorno competitivo para manter bilhões de dólares de investimento no Papua LNG.

Ao mesmo tempo, o governo busca preservar sua participação nos resultados. Assim, o desafio consiste em tornar o projeto atraente sem abrir mão de receitas consideradas estratégicas.

Essa disputa por investimentos também aparece em outras regiões. Países do Golfo, por exemplo, aceleraram projetos de oleodutos, portos e corredores terrestres para reduzir a dependência de gargalos estratégicos.

Governo quer evitar outro longo intervalo entre megaprojetos

O governo também enxerga o Papua LNG como início de uma nova sequência de investimentos. Depois dele, o país espera avançar com o P’nyang LNG.

A estratégia busca evitar grandes intervalos entre ciclos de construção. Segundo projeções governamentais, os projetos poderiam movimentar quase K100 bilhões em atividades de construção durante a próxima década.

No entanto, esse número representa uma projeção, e não contratos já assinados. Ainda assim, mostra a importância atribuída ao setor de petróleo e gás dentro da estratégia econômica nacional.

Governo projeta produção de gás por várias décadas

Marape também afirmou que novos projetos poderiam manter a Papua-Nova Guiné como produtora relevante até as décadas de 2070 e 2080.

Porém, essa projeção depende de várias condições. Os preços internacionais precisam sustentar novos investimentos, enquanto as reservas precisam entregar volumes suficientes.

Além disso, compradores terão de manter interesse no GNL durante a transição energética. Portanto, qualquer previsão para tantas décadas envolve incertezas importantes.

Construção exigirá enorme cadeia industrial

Caso a FID aconteça, o foco passará da negociação para a execução. Uma obra dessa escala exige engenharia, aço, compressores, módulos, tubulações, construção civil e equipamentos marítimos.

Além disso, o projeto precisará de logística pesada e grande quantidade de trabalhadores. A geografia local aumenta esse desafio, pois a Papua-Nova Guiné possui montanhas, florestas tropicais e regiões de difícil acesso.

Grandes projetos brasileiros enfrentam desafios logísticos semelhantes em outras condições. Dois FPSOs destinados a Búzios, por exemplo, possuem capacidade conjunta para acrescentar até 450 mil barris por dia. Petrobras recebe dois FPSOs gigantes para Búzios.

Fornecedores já começam a se preparar

O mercado já apresenta movimentos antes mesmo da FID. Em 27 de agosto, a empresa logística internacional deugro anunciou uma joint venture com a Jerilai Pujari Transport Limited.

A nova empresa recebeu o nome de Purari Project Services Limited. Ela combina experiência logística internacional com participação ligada a proprietários locais da PRL-15.

Assim, fornecedores começam a preparar capacidade para uma eventual fase de construção. Entretanto, existe risco: caso a FID sofra novo adiamento, parte dessa cadeia também terá de esperar.

Aproveitar infraestrutura existente ajuda a reduzir custos

O Papua LNG pretende utilizar parte da infraestrutura associada ao PNG LNG. Dessa forma, os parceiros podem evitar alguns investimentos necessários em um projeto completamente independente.

Essa estratégia possui peso especial em empreendimentos marítimos. Terminais, tanques e instalações de exportação podem consumir bilhões antes do início das operações.

Em Bangladesh, por exemplo, um novo terminal portuário de US$ 550 milhões terá cais de 613 metros e capacidade superior a 800 mil TEUs por ano. No Papua LNG, portanto, aproveitar ativos existentes pode reduzir parte da conta.

Licenças ambientais também avançaram em 2026

O empreendimento também avançou na área ambiental. Em 29 de maio, a autoridade ambiental do país entregou à TotalEnergies uma licença ambiental upstream revisada.

O documento incorporou mudanças realizadas depois dos estudos anteriores. Entre elas estão ajustes no transporte de condensado e mudanças em estruturas previstas para Caution Bay.

Segundo o projeto, as alterações também deverão reduzir o comprimento do gasoduto offshore de condensado. Além disso, poderão diminuir interferências em áreas sensíveis de manguezais e corais.

Assim, 2026 trouxe avanços em mais de uma frente. Além das negociações comerciais, o projeto também registrou progressos técnicos e regulatórios.

Recursos superiores a 1 bilhão de barris equivalentes sustentam a escala

O site oficial do Papua LNG cita recursos superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente. Outra referência governamental aponta aproximadamente 6,6 trilhões de pés cúbicos de gás.

Esses volumes ajudam a explicar a dimensão da infraestrutura planejada. Afinal, uma planta de liquefação precisa operar durante muitos anos para justificar um investimento de bilhões de dólares.

Além disso, transformar o gás em GNL amplia o mercado potencial. Em vez de depender apenas de gasodutos regionais, o país poderá abastecer compradores localizados a milhares de quilômetros.

Proximidade com a Ásia oferece vantagem comercial

A posição geográfica da Papua-Nova Guiné também pode ajudar o projeto. O país fica relativamente próximo de grandes consumidores asiáticos, como Japão, China e Coreia do Sul.

Essa proximidade pode reduzir distâncias de transporte em algumas rotas. Porém, não elimina a concorrência internacional.

Qatar, Austrália e Estados Unidos continuam entre os grandes competidores no mercado global. Portanto, o Papua LNG precisará disputar compradores com preço, confiabilidade e contratos de longo prazo.

Acordo também prevê gás para o mercado doméstico

O pacote não trata apenas das exportações. Informações divulgadas sobre as negociações indicam condições para fornecimento de gás destinado à geração elétrica doméstica.

Além disso, comunidades proprietárias de terras em Caution Bay poderão receber gás para produzir até 1 MW de eletricidade com desconto, conforme os termos divulgados.

Embora pequena diante da escala total do empreendimento, essa capacidade possui importância local. O país ainda enfrenta desafios de acesso à eletricidade. Portanto, o governo tenta ligar parte dos benefícios do projeto às necessidades internas.

Comunidades continuam no centro das negociações

Ainda existem discussões sobre representação dos proprietários de terras e distribuição de benefícios. Essas questões podem influenciar diretamente o Development Forum.

O governo precisa negociar com autoridades provinciais, administrações locais e comunidades. Assim, precisa definir como os benefícios econômicos serão distribuídos.

Essa etapa explica por que a dimensão social permanece entre as condições anteriores à FID. Mesmo com engenharia avançada, divergências locais podem provocar atrasos.

Papua LNG passou anos entrando e saindo do calendário

O empreendimento não começou em 2026. Governo e parceiros assinaram o acordo original de gás em abril de 2019.

Depois disso, o projeto enfrentou revisões políticas, pandemia, inflação e aumento dos custos. Em 2023, a TotalEnergies iniciou novos estudos integrados de engenharia.

No ano seguinte, propostas de empreiteiras indicaram custos acima do esperado. Por isso, os parceiros voltaram a revisar contratos e desenho técnico.

Agora, o projeto chega novamente a uma etapa decisiva. Desta vez, porém, existe uma data-alvo concreta: 15 de dezembro de 2026.

Assinatura não significa que a obra de US$ 14,5 bilhões já começou

Essa diferença é fundamental. O Papua LNG ainda não recebeu a decisão final de investimento.

Portanto, os US$ 14,5 bilhões não correspondem a uma obra totalmente contratada e em construção. Atividades preparatórias, ambientais e de engenharia já avançaram, mas a grande mobilização depende da FID.

Assim, afirmar que as empresas já começaram uma obra de US$ 14,5 bilhões seria impreciso. O fato comprovado é que os novos acordos aproximam o projeto da decisão necessária para liberar o investimento.

Três acordos tentam resolver risco, participação e prazo

O novo pacote atua em três frentes. Primeiro, estabelece proteção temporária contra preços baixos do petróleo, reduzindo parte do risco econômico.

Depois, oferece ao Estado uma opção de mais 2,5% de participação. Dessa forma, sua fatia potencial poderá chegar a 25%.

Finalmente, os parceiros definiram um caminho para buscar a FID até 15 de dezembro. No entanto, financiamento, contratos comerciais e negociações locais ainda precisam avançar.

Assim, o acordo tenta equilibrar três interesses. Os investidores procuram retorno, o Estado busca receitas e participação, enquanto as comunidades esperam benefícios econômicos.

Papua LNG entra nos meses mais importantes desde 2019

Depois de anos de revisões, o Papua LNG chega a uma janela decisiva. Entre os acordos assinados em agosto e a meta de dezembro, governo e empresas precisam concluir as últimas condições.

Se conseguirem, uma FID positiva poderá liberar um investimento estimado em US$ 14,5 bilhões. Além disso, o projeto poderá mobilizar uma ampla cadeia industrial e criar capacidade de cerca de 5,6 milhões de toneladas de GNL por ano.

Por outro lado, problemas com financiamento, compradores ou negociações locais podem provocar outro adiamento. Portanto, os três acordos ainda não encerram a história.

Eles representam, porém, um avanço importante. Depois de reduzir um projeto que chegou à faixa de US$ 18 bilhões, a Papua-Nova Guiné tenta transformar Elk e Antelope em seu próximo grande corredor de exportação de gás.

Você acredita que governos devem dividir parte do risco com investidores para destravar megaprojetos ou as multinacionais deveriam assumir integralmente esse risco?

Fonte

PNG Haus Bung


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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