O senador Marcio Bittar (PL) afirmou que ficou “surpreso positivamente” com o crescimento da governadora Mailza Assis (Progressistas) na disputa pelo governo do Acre e atribuiu parte da evolução da candidatura ao tamanho da aliança construída pela candidata, especialmente com a escolha de Jéssica Sales (MDB) para vice.
Durante sabatina ao ac24horas, Bittar afirmou que a composição formada por Mailza reúne partidos, candidatos e lideranças de diferentes setores e avaliou que a presença de Jéssica acrescentou força eleitoral à chapa. “Eu estou surpreso, positivamente, com o crescimento dela, da Mailza”, afirmou.
Segundo o senador, havia uma avaliação inicial de que Mailza poderia ter dificuldades por não possuir experiência anterior em eleições majoritárias. Para Bittar, entretanto, o estilo mais discreto da governadora teria contribuído para sua aproximação com o eleitorado.
“Talvez esse jeito dela calmo, que às vezes a gente diz assim, ‘poxa, falta mais empolgação’, agora a gente compreende que esse jeito é o jeito que agradou o povo acreano”, declarou.
Questionado se o crescimento de Mailza seria consequência do uso da máquina pública, Bittar reconheceu que candidatos que ocupam cargos no Executivo utilizam a estrutura de governo, mas disse que isso não seria suficiente para explicar o desempenho da governadora.
“O Luiz fala uma coisa e tem razão. Quem é que estando no governo não usa o governo? Todo mundo usa o que tem. E a Justiça está aí para coibir”, afirmou.
Bittar disse ainda que não conhece governador ou prefeito que deixe de utilizar os recursos e estruturas disponíveis no exercício do cargo durante uma disputa eleitoral. Na avaliação dele, porém, o principal diferencial de Mailza está no tamanho da aliança que conseguiu construir. “Então, nesse caso, na minha opinião, o tamanho da aliança que ela montou”, disse.
Para Bittar, a escolha de Jéssica Sales para vice foi um dos principais movimentos da candidatura de Mailza. Ele considera a ex-deputada federal uma liderança com capacidade de agregar votos e ampliar o alcance da chapa.
“Aí você faz uma baita aliança como essa. Aí a Mailza acaba fazendo uma aliança desse tamanho, levando a Jéssica para vice, que é um personagem muito forte, ela agregou muito na chapa”, afirmou.
Bittar também destacou que a candidatura conta com uma chapa completa para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, o que, segundo ele, aumenta a capacidade de mobilização eleitoral. “Isso, mais quem está no governo, você esvaziar candidaturas que estão no mesmo campo. Eu acho que é mais fácil do que esvaziar quando era na época da oposição entre nós e o PT”, avaliou.
Bittar afirmou ainda que pesquisas qualitativas realizadas por ele indicaram, desde o início do ano, uma receptividade positiva do eleitorado acreano à possibilidade de uma chapa formada por duas mulheres. Segundo ele, os levantamentos apontaram que o eleitorado não demonstrava resistência à composição feminina.
“O acreano, de forma geral, não tem preconceito, nem é machista. E a pesquisa qualitativa deste ano já dizia que o acreano via com simpatia duas mulheres de uma mesma chapa”, afirmou.
O senador disse que a candidatura passou a ser chamada informalmente de “chapa das meninas” em suas andanças pelo Estado e associou a receptividade à trajetória de Mailza e Jéssica. “Não são qualquer mulher. São mulheres preparadas, equilibradas. Estão demonstrando isso na campanha”, declarou.
Apesar de avaliar positivamente o desempenho de Mailza, Bittar descartou tratar como provável uma vitória da governadora já no primeiro turno. “Todo mundo quer, mas eu acho difícil”, afirmou.
O senador apontou Tião Bocalom (PSDB) como um dos principais obstáculos para uma eventual vitória de Mailza na primeira etapa da eleição. Segundo Bittar, o prefeito de Rio Branco possui um eleitorado fiel e mantém uma base própria construída ao longo de sua trajetória política. “Porque o Bocalom tem força. O Bocalom é uma pessoa que tem um eleitorado cativo”, disse.
Bittar relatou que esteve no comércio de Rio Branco e encontrou eleitores que continuam declarando voto em Bocalom. “Isso ali não tem tira. Votou nele para governo na época do auge da disputa nossa contra o PT”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

