O candidato ao Senado Federal pelo PSOL, Inácio Moreira, participou nesta quarta-feira (2) da sabatina promovida pelo ac24horas e apresentou propostas para a área de segurança pública no Acre.
Segundo Inácio, o combate à violência não deve ser atribuído exclusivamente aos policiais e aos órgãos responsáveis pela segurança. Para ele, a prevenção precisa envolver áreas como educação, cultura, assistência social e políticas comunitárias.
“Eu acho que a questão da segurança não pode ser colocada única e exclusivamente nas costas dos policiais, de quem trabalha na Secretaria de Segurança. Ela é uma política que envolve cultura, educação, um conjunto de políticas”, afirmou.
Policiamento comunitário
O candidato também defendeu o fortalecimento do policiamento comunitário e afirmou sentir falta de uma atuação mais próxima entre as forças de segurança e os moradores.“Eu sinto muita falta, por exemplo, da polícia comunitária. A polícia comunitária também tem que dar condições”, declarou.
Na avaliação de Inácio, o avanço tecnológico pode ser utilizado como ferramenta de prevenção e combate à criminalidade, desde que esteja voltado ao interesse da população.
Câmeras e reconhecimento facial
Entre as medidas citadas pelo candidato estão o uso de drones, câmeras de segurança e sistemas de reconhecimento facial em pontos estratégicos dos bairros.“A tecnologia chegou e ela tem que ser usada para beneficiar a população, não para aumentar o lucro dos empresários e diminuir emprego”, afirmou.
Inácio citou como exemplo as mudanças provocadas pela tecnologia no transporte coletivo, lembrando a extinção da função de cobrador em ônibus após a adoção de sistemas eletrônicos de pagamento.“Eu quero a tecnologia para ter drone filmando, para ter câmeras, igual nas entradas dos grandes condomínios. Por que não tem em pontos estratégicos dos bairros, principalmente onde tem indicadores de violência, uma câmera, o reconhecimento facial?”, questionou.
Parceria com igrejas e entidades
Inácio também defendeu uma maior aproximação do poder público com instituições religiosas e entidades que atuam na prevenção e recuperação de pessoas envolvidas com drogas e alcoolismo.
Segundo ele, igrejas evangélicas, católicas e de matrizes africanas, além de grupos como os Alcoólicos Anônimos (AA), conseguem chegar a locais onde o Estado muitas vezes não está presente.“Elas vão em locais que o Estado não vai e resgatam pessoas do mundo das drogas, do mundo do alcoolismo. O AA faz isso, resgata muita pessoa. Nós temos que fazer uma aliança com esses líderes religiosos para eles salvarem vidas”, afirmou.
O candidato, no entanto, fez uma ressalva sobre o uso político dessas instituições.“Não para transformar a igreja em currais eleitorais e fazer listinha para votar”, criticou.
Ao finalizar, Inácio fez uma crítica a políticos que, segundo ele, utilizariam espaços religiosos com finalidade eleitoral e afirmou que não cabe a ele fazer julgamentos sobre o destino dessas pessoas.“Tem alguns políticos que, com certeza, já estão no purgatório. Se vão para o inferno, não cabe a mim julgar. Mas, no purgatório, pelo que eu vejo, pode ter certeza que estão”, declarou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

