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Passageira cega aceita corrida com motorista surdo, dupla utiliza celular e gestos para se comunicar, adaptam a comunicação e ele ainda busca um segurança para acompanhar a passageira até a entrada

Passageira cega aceita corrida com motorista surdo, dupla utiliza celular e gestos para se comunicar, adaptam a comunicação e ele ainda busca um segurança para acompanhar a passageira até a entrada

5 min de leitura

Passageira cega aceita corrida com motorista surdo, dupla utiliza celular e gestos para se comunicar, adaptam a comunicação e ele ainda busca um segurança para acompanhar a passageira até a entrada

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 12/09/2026 às 18:06

Atualizado em 12/09/2026 às 18:07

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A viagem de Aishwarya T. V. Pillai mostrou como uma passageira cega e um motorista surdo conseguiram adaptar a comunicação durante uma corrida da Uber, usando mensagens, gestos e iniciativa para completar o trajeto com segurança e autonomia.

Uma passageira cega entrou em um carro conduzido por um motorista surdo e, durante alguns segundos, chegou a pensar em cancelar a corrida. Aishwarya T. V. Pillai decidiu seguir viagem e encontrou, junto com o condutor, maneiras simples de manter a comunicação.

A experiência foi publicada em 9 de abril de 2026 por The Indian Express, jornal indiano de notícias e análise. Aishwarya, cofundadora da Grailmaker Innovations, contou que os dois recorreram ao celular, a gestos e a instruções objetivas durante o percurso.

O momento mais marcante aconteceu no destino. O motorista não apenas encerrou a corrida. Ele saiu do veículo, procurou um segurança e voltou acompanhado para que Aishwarya tivesse ajuda até a entrada.

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Paulo Nogueira

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Uma corrida que exigiu adaptação dos dois lados

Aishwarya havia solicitado normalmente uma corrida pela Uber. Depois da confirmação, percebeu que o motorista designado era surdo. Ela própria é uma pessoa com deficiência visual e utiliza bengala branca.

Por alguns instantes, considerou cancelar. Em vez disso, decidiu continuar. A partir daquele momento, a questão deixou de ser quem conseguia ouvir ou enxergar e passou a ser como os dois poderiam trocar as informações necessárias.

A viagem de Aishwarya T. V. Pillai mostrou como uma passageira cega e um motorista surdo conseguiram adaptar a comunicação durante uma corrida da Uber.

Quando entrou no carro, não houve uma conversa falada entre os dois. Ainda assim, isso não impediu a identificação da corrida nem o início do trajeto.

A comunicação foi adaptada às possibilidades que estavam disponíveis dentro do próprio veículo.

Celular e gestos permitiram confirmar a corrida sem uma conversa falada

Um dos primeiros passos era transmitir o código de confirmação da viagem. Como Aishwarya não podia simplesmente falar o número para o motorista, encontrou outra maneira.

Ela mostrou o código usando os dedos. O recurso permitiu que a informação fosse entendida sem depender da fala ou da audição.

As mensagens no celular também passaram a cumprir uma função importante. Quando precisava transmitir uma orientação ao motorista, Aishwarya podia digitar a informação para que ele lesse na tela.

A tecnologia não eliminou todas as barreiras, mas ofereceu uma alternativa imediata para uma situação em que a comunicação verbal não atendia às necessidades dos dois.

Passageira pediu que o desembarque fosse exatamente na entrada

Durante a viagem, Aishwarya enviou uma mensagem com um pedido específico: ela precisava ser deixada diretamente na entrada do destino, e não apenas em algum ponto próximo.

Para uma pessoa com deficiência visual, a diferença entre estar diante da entrada e estar apenas nas proximidades pode mudar completamente o trecho final do deslocamento. A orientação precisava ser compreendida com precisão.

O motorista recebeu a mensagem e realizou o trajeto normalmente. A corrida transcorreu sem que a diferença entre as formas de comunicação impedisse a chegada ao endereço.

A experiência registrada por Aishwarya mostra que uma instrução simples e clara pelo celular conseguiu substituir uma orientação que, em outra corrida, provavelmente seria dada por voz.

Motorista percebeu que chegar ao endereço ainda não encerrava a necessidade de ajuda

Depois que a corrida terminou e o pagamento foi concluído, o motorista saiu por alguns instantes. Aishwarya não sabia o motivo daquela movimentação.

Ele retornou acompanhado por um segurança. A intenção era fazer com que ela tivesse alguém disponível para orientá la no trecho entre o carro e a entrada.

The Indian Express, jornal indiano de notícias e análise, registrou que esse foi o momento que mais chamou atenção no relato. O motorista havia compreendido o pedido feito durante a corrida e buscou uma forma prática de completar aquela necessidade.

O aplicativo permitiu chegar ao destino, mas a iniciativa do condutor foi além do funcionamento básico da plataforma. Ele procurou outra pessoa que pudesse oferecer a orientação visual necessária naquele último trecho.

Recursos comuns de um smartphone podem diminuir algumas barreiras de mobilidade

No caso de Aishwarya, os recursos mencionados diretamente foram simples. Houve mensagens digitadas no celular, apresentação do código com os dedos e uso de uma corrida solicitada por aplicativo.

Smartphones também podem contar com leitores de tela, ferramentas que transformam em voz as informações exibidas no aparelho e ajudam pessoas cegas a utilizar aplicativos. O relato de Aishwarya, porém, não informa se esse recurso foi utilizado naquela corrida.

Pagamentos feitos pelo celular e recursos de localização também podem diminuir etapas durante deslocamentos. No caso relatado, a informação segura é apenas que a corrida e o pagamento foram concluídos e que a comunicação pelo aparelho teve papel importante.

Recursos comuns de um smartphone podem diminuir algumas barreiras de mobilidade.

Essa diferença é importante porque a tecnologia disponível não significa, automaticamente, que todos os recursos foram usados naquela viagem. O que ficou registrado foi uma combinação de ferramentas simples, comunicação adaptada e cooperação entre passageira e motorista.

Viagem mostra que acessibilidade também depende de entender a necessidade da outra pessoa

A experiência começou com uma situação que poderia parecer complicada: uma passageira que não enxergava e um motorista que não ouvia precisavam realizar juntos uma corrida. Nenhuma dessas condições impediu que o trajeto fosse concluído.

O celular criou uma ponte para as informações essenciais. Os gestos permitiram transmitir o código. As mensagens esclareceram o ponto correto de desembarque. No final, a iniciativa do motorista garantiu que Aishwarya encontrasse alguém capaz de acompanhá la até a entrada.

Mais do que uma história sobre duas deficiências, o episódio mostra como ferramentas já presentes no cotidiano podem funcionar quando as pessoas encontram maneiras diferentes de se comunicar.

E, no trecho final, foi uma decisão humana que completou aquilo que o aplicativo sozinho não faria: perceber que chegar ao endereço não significava necessariamente que toda a necessidade da passageira havia terminado.

Você teria imaginado uma solução parecida para manter a comunicação durante essa corrida? Conte nos comentários e compartilhe a história com quem se interessa por tecnologia, mobilidade e acessibilidade.

Tags

corrida Ubermotorista surdo

Fonte

The Indian Express


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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