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Passeio de boia termina com equipamentos estourados em troncos, duas mulheres e menino passam três dias perdidos, bebem água do rio e comem cascas de árvores e flores até serem encontrados

Passeio de boia termina com equipamentos estourados em troncos, duas mulheres e menino passam três dias perdidos, bebem água do rio e comem cascas de árvores e flores até serem encontrados

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Passeio de boia termina com equipamentos estourados em troncos, duas mulheres e menino passam três dias perdidos, bebem água do rio e comem cascas de árvores e flores até serem encontrados

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 02/09/2026 às 18:40

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Boias foram destruídas durante a descida, celular deixou de funcionar e grupo acabou caminhando em círculos por uma área de vegetação tão fechada que os cortes cobriram praticamente toda a pele exposta

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Boias foram destruídas durante a descida, celular deixou de funcionar e grupo acabou caminhando em círculos por uma área de vegetação tão fechada que os cortes cobriram praticamente toda a pele exposta

O que deveria ser apenas um passeio pelo rio Muskegon terminou em três dias de sobrevivência em uma região isolada, sem comunicação e praticamente sem alimentos. Duas mulheres de 28 anos e um menino de apenas 9 viram as boias estourarem após sucessivos choques contra troncos, deixaram o rio tentando encontrar uma saída e acabaram completamente perdidos.

Sarah Vida, de 28 anos, seu filho Kayden Kovalcik, de 9, e a prima Jazmin Hock, também de 28, desapareceram durante o passeio realizado em 4 de agosto de 2026, no oeste do estado de Michigan, nos Estados Unidos. Quando finalmente foram encontrados, três dias depois, estavam cobertos de cortes, picadas e lama.

Com apenas alguns goles de água restantes em uma garrafa e um telefone que já não funcionava, os três tiveram de improvisar. Beberam água diretamente do rio e comeram cascas de árvores e flores, enquanto equipes de busca tentavam descobrir para onde o grupo havia seguido.

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Passeio começou no rio Muskegon e sucessivos choques contra troncos destruíram as boias

Vista aérea do rio Muskegon, em Michigan, região onde Sarah Vida, Jazmin Hock e Kayden Kovalcik desapareceram após as boias usadas no passeio serem danificadas e passarem três dias isolados. | Foto: Reprodução

O grupo entrou no rio pela região do Maple Island Boat Launch, em Newaygo County. De acordo com os relatos reunidos após o resgate, eles utilizavam infláveis semelhantes aos usados em piscinas para descer pelo Muskegon.

A situação começou a mudar quando encontraram acúmulos de troncos e galhos no curso do rio. Jazmin contou aos socorristas que eles atingiram esses obstáculos diversas vezes. Em uma das últimas colisões, os equipamentos não resistiram.

Segundo ela, aquele impacto “estourou tudo”. Sem as boias, continuar descendo pelo rio deixou de ser uma opção segura, e o grupo decidiu sair da água e procurar uma estrada ou algum ponto de acesso por terra.

A decisão, porém, colocou os três em outro problema. A vegetação era extremamente densa e dificultava qualquer tentativa de orientação. Eles começaram a caminhar, mas logo perceberam que estavam andando em círculos.

Sem conseguir encontrar uma estrada, os três passaram cerca de 72 horas no meio da vegetação

A partir daquele momento, o passeio se transformou em uma tentativa de sobrevivência. Sem conhecer bem o terreno e sem um telefone funcionando para indicar a localização, Sarah, Jazmin e Kayden passaram aproximadamente 72 horas isolados.

O pouco que carregavam começou a acabar. Imagens das câmeras corporais dos agentes que participaram do resgate mostram Kayden explicando que o grupo havia recorrido a cascas de árvores e flores para tentar comer alguma coisa.

Jazmin contou ainda que tiveram de beber água do próprio rio. Quando os socorristas chegaram, o grupo tinha uma garrafa contendo apenas alguns goles de água.

A vegetação também castigou os três. Segundo a agente de conservação Anna Cullen, havia plantas mais altas que os próprios socorristas, além de capim de folhas cortantes e urtigas capazes de provocar forte ardência ao tocar a pele.

Jazmin apresentava as pernas tomadas por cortes profundos e avermelhados. O agente de conservação Cameron Wright relatou que praticamente toda a pele que permanecera exposta estava coberta por cortes, picadas de insetos, lama e escoriações.

Família percebeu desaparecimento e começou uma grande operação de busca

Embarcações percorrem o rio Muskegon durante as buscas por Sarah Vida, Jazmin Hock e Kayden Kovalcik, desaparecidos após um passeio de boia terminar em uma área de difícil acesso. | Foto: Reprodução/Michigan DNR

O desaparecimento chamou a atenção quando o grupo não retornou. Uma das mulheres também deixou de comparecer a um compromisso previamente marcado, aumentando a preocupação dos familiares.

No dia seguinte ao início do passeio, familiares localizaram o veículo utilizado pelo grupo na área do Maple Island Boat Launch, mas não encontraram Sarah, Jazmin ou Kayden.

Começou então uma operação envolvendo a Michigan State Police, agentes de conservação do Michigan Department of Natural Resources e outras equipes de emergência. Durante dias, os profissionais percorreram o rio e áreas de mata tentando identificar qualquer sinal deixado pelo grupo.

O terreno dificultava a operação. Não bastava seguir o curso do Muskegon porque, depois que as boias foram destruídas, os três tinham abandonado a água e penetrado na vegetação.

A busca começou a avançar quando os socorristas localizaram uma das boias próxima ao rio. A partir dali, agentes passaram a procurar sinais muito menores no terreno.

Pegadas, galhos quebrados e capim dobrado levaram os agentes até o grupo

O resgate acabou dependendo de detalhes que poderiam facilmente passar despercebidos. Cameron Wright e os demais integrantes da equipe encontraram pegadas no solo, pequenos galhos quebrados e partes da vegetação dobradas, indicando que alguém havia caminhado naquela direção.

Os agentes avançaram pela mata seguindo esses sinais. Segundo a Associated Press, naquele momento as equipes já estavam ficando sem novas áreas e possibilidades claras para procurar.

Enquanto atravessavam a vegetação fechada, os socorristas começaram a gritar para verificar se alguém conseguiria ouvi-los.

Em determinado momento, um dos agentes pediu que as pessoas perdidas fizessem algum barulho. Segundos depois, o grito de uma criança surgiu à distância.

Era Kayden.

Os socorristas aceleraram o passo e, pouco depois, encontraram os três ainda vivos. Cameron Wright classificou posteriormente o resultado como algo próximo de um milagre, diante das condições e da dificuldade para localizar o grupo.

Grupo foi encontrado a cerca de 11 quilômetros do ponto onde havia entrado no rio

Momento em que agentes do Michigan Department of Natural Resources chegam até o grupo após três dias de buscas em uma área de mata fechada às margens do rio Muskegon. | Foto: Reprodução/Michigan DNR

Quando os agentes chegaram até eles na sexta-feira, 7 de agosto, Sarah, Jazmin e Kayden estavam aproximadamente 11 quilômetros distantes do ponto onde haviam iniciado o passeio, segundo Wright.

A condição física das duas mulheres já não permitia que simplesmente acompanhassem os agentes caminhando para fora da mata. Sarah e Jazmin não conseguiam mais andar e precisaram ser colocadas em macas especiais para atravessar o terreno.

Kayden também estava debilitado, e Cameron Wright carregou o menino nas costas durante parte da retirada.

Os próprios socorristas entregaram camisetas para proteger o grupo dos insetos que atacavam as áreas feridas. Luvas médicas chegaram a ser colocadas nas mãos e nos pés de alguns deles para reduzir o contato com a vegetação.

Jazmin tremia enquanto respondia às perguntas da equipe. Mais tarde, as duas mulheres disseram que, quando finalmente viram os agentes surgindo no meio da mata, chegaram a pensar que estavam tendo uma alucinação.

Depois de três dias pensando em sobreviver, menino saiu da mata falando sobre pizza e donuts

Os três foram encaminhados para atendimento médico e tratados por problemas como desidratação, infecções e irritações na pele. Posteriormente, todos conseguiram voltar para casa.

No caminho para fora da mata, entretanto, uma cena chamou a atenção de Cameron Wright.

Depois de passar cerca de 72 horas perdido, comendo o que encontrava pelo caminho e bebendo água do rio, Kayden começou a conversar com o agente sobre tudo o que queria consumir quando finalmente estivesse em segurança.

O menino falava animadamente sobre pizza, donuts, refrigerante root beer e bebidas congeladas.

Para Wright, a reação era difícil de conciliar com aquilo que o garoto acabara de enfrentar. O agente disse que, pela felicidade demonstrada durante a retirada, seria difícil imaginar que aquela criança havia acabado de passar três dias perdida no meio da mata.

O passeio iniciado em 4 de agosto terminou somente três dias depois, quando rastros quase imperceptíveis deixados entre a vegetação permitiram que as equipes finalmente chegassem aos três. O caso, que começou com algumas boias atingindo troncos no rio, terminou com duas mulheres retiradas em macas e um menino sendo carregado nas costas por um dos homens que o encontrou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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