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Peixe-espada de 175 kg e 3,35 metros fisga a linha de uma dupla em Belize e inicia uma batalha de 4 horas, salta três vezes, mergulha novamente a mais de 360 metros e, depois de ser finalmente dominado, fica tão grande que não passa pelas portas do barco
Escrito por Carla Teles
Publicado em 04/09/2026 às 14:51
Atualizado em 04/09/2026 às 14:52
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O peixe-espada foi capturado em 22 de fevereiro de 2026 por Adrian Heusner e Emerson Vasquez, perto do Atol Turneffe, em Belize. Com 175 kg e 3,35 metros, o animal lutou por quatro horas, mergulhou repetidamente e exigiu ajuda extra para ser retirado do barco após a captura, em segurança.
O peixe-espada que Adrian Heusner e o auxiliar de convés Emerson Vasquez encontraram nas águas de Belize, em 22 de fevereiro de 2026, transformou uma pescaria com apenas dois homens em uma batalha de quatro horas. O animal seria pesado mais tarde em 386 libras, cerca de 175 kg, e medido em 132 polegadas, aproximadamente 3,35 metros da ponta do bico à cauda.
O relato foi publicado pela Belize Game Fish Association em 26 de fevereiro de 2026. Antes de a dupla descobrir o tamanho real do peixe, ele saltou pelo menos três vezes, voltou repetidamente às profundezas e resistiu até o fim, criando um problema inesperado depois da captura: suas dimensões impediam que passasse pelas portas traseiras da embarcação.
Pescaria começou com isca descendo a mais de 600 metros
Heusner e Vasquez saíram a bordo do Mad Storme, um Robalo 300 de 30 pés. A tripulação habitual havia sido reduzida por conflitos de agenda, deixando somente os dois para cuidar do barco, dos equipamentos e de qualquer peixe que pudesse aparecer durante a jornada perto do Atol Turneffe.
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Paulo Nogueira
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Pouco depois das 14h, eles começaram a pescar em uma área com cerca de 2.100 pés de profundidade, mais de 600 metros. A isca levou aproximadamente 15 minutos para chegar à zona escolhida, enquanto Heusner movimentava a embarcação para manter a linha o mais vertical possível.
O primeiro sinal foi apenas uma pequena curvatura na ponta da vara. Depois de recuperar cerca de 200 pés de linha, porém, o equipamento dobrou com força e a dupla percebeu que havia algo grande fisgado.
Por volta das 14h30, a captura estava efetivamente iniciada. Naquele momento, os pescadores ainda não tinham certeza se estavam enfrentando um tubarão ou um peixe-espada.
Primeiro salto revelou o peixe-espada preso à linha
A dúvida desapareceu quando o animal começou a subir pela coluna d’água e saltou. Segundo Heusner, foi nesse momento que a dupla confirmou que tinha um peixe-espada na outra extremidade da linha.
O comportamento do animal transformou a pescaria em uma disputa prolongada. Durante as quatro horas seguintes, o peixe-espada saltou pelo menos três vezes, enquanto os dois homens precisavam alternar tarefas no barco para controlar a embarcação e trabalhar na linha.
Os pescadores perceberam que o peixe parecia retornar com frequência à faixa de 1.100 a 1.200 pés de profundidade. Isso corresponde aproximadamente a 335 a 366 metros abaixo da superfície.
Em mais de uma ocasião, o peixe voltou a ultrapassar os 1.200 pés. Cada mergulho levava novamente o combate para mais de 360 metros de profundidade, obrigando a dupla a esperar que o animal perdesse força antes de tentar aproximá-lo outra vez.
Animal escapou do alcance do barco e mergulhou novamente
No primeiro salto, Heusner estimou que a captura talvez tivesse cerca de 150 libras, aproximadamente 68 kg. A avaliação estava muito abaixo do peso que seria registrado posteriormente.
Quando conseguiram trazer o peixe-espada pela primeira vez até a embarcação, Heusner deixou o comando para ajudar Vasquez. Ele chegou a agarrar o bico do animal, mas uma única reação violenta foi suficiente para fazê-lo soltar.
O peixe mergulhou novamente e prolongou a batalha por cerca de mais uma hora e meia. Quando voltou ao barco pela segunda vez, ainda demonstrava força suficiente para impedir que os dois homens encerrassem a captura imediatamente.
A situação revelou também uma limitação da preparação da dupla. Era o primeiro peixe-espada que eles conseguiam levar até aquela fase da captura e não havia arpão a bordo.
Terceiro mergulho levou peixe novamente ao fundo
O animal voltou a mergulhar para mais de 1.200 pés antes de ser trazido novamente à superfície. Com apenas dois homens disponíveis, cada tentativa exigia controlar simultaneamente a embarcação, a linha e um peixe de tamanho que eles ainda não haviam dimensionado corretamente.
Com o passar das horas, porém, o peixe-espada começou a demonstrar sinais de cansaço. Depois de quatro horas de combate, Heusner e Vasquez finalmente conseguiram mantê-lo junto ao barco e prender sua cauda com uma corda.
Sem o arpão, eles utilizaram outra amarração no bico para garantir o peixe. Somente então ficou evidente que o problema seguinte não seria mais impedir que ele escapasse.
O tamanho da captura dificultava até mesmo colocá-la dentro do Mad Storme.
Peixe era grande demais para passar pelas portas do barco
Assista o vídeo
A embarcação possuía portas traseiras destinadas a facilitar a entrada de grandes capturas, mas o peixe-espada simplesmente não cabia. Heusner e Vasquez tentaram duas vezes puxá-lo pelas portas do Mad Storme e falharam por causa das dimensões do animal.
As nadadeiras peitorais eram grandes demais para atravessar a abertura e não se recolhiam. Heusner relatou ainda que a cabeça do animal não conseguia sequer passar sobre a popa.
A dificuldade era ampliada pelo fato de haver apenas dois homens no barco. Mesmo depois de vencer a batalha na linha, eles não tinham força humana suficiente para manejar normalmente uma captura que mais tarde seria confirmada em 175 kg.
Heusner conseguiu telefonar para a esposa, Vanessa, avisando que chegaria depois do anoitecer. A notícia começou então a circular entre integrantes da comunidade de pesca esportiva de Belize, enquanto outros navegadores se organizavam para ajudar.
Outros pescadores precisaram ajudar a levar o gigante para casa
Os capitães Brendan Bouloy e Stefan Musa foram citados entre os primeiros a responder. Musa estava retornando de Caye Caulker e decidiu ir ao encontro da dupla para acrescentar mais pessoas à operação.
O St. George’s Caye Lodge também ofereceu apoio, embora sua embarcação não fosse adequada para chegar diretamente ao ponto onde estava o Mad Storme. Heusner e Vasquez rebocaram a captura por cerca de sete milhas até uma região externa ao recife de St. George’s.
Quando Stefan Musa chegou, três integrantes de sua família também embarcaram para fornecer a força adicional necessária. Só então o grupo conseguiu seguir de forma mais segura em direção a Belize City.
O episódio mostra que dominar o peixe na linha foi apenas uma parte da operação. O porte da captura continuou criando dificuldades mesmo depois de encerrada a disputa de quatro horas.
Balança marcou 386 libras e medição chegou a 3,35 metros
Quando o barco finalmente retornou a Belize City, a notícia já havia se espalhado. Pescadores se reuniram para acompanhar a chegada e descobrir quanto realmente pesava o peixe-espada.
Foi necessário o esforço de quatro ou cinco pessoas para retirar o animal do barco e colocá-lo na balança. O visor digital parou em 386 libras, aproximadamente 175 kg.
A medição realizada da extremidade do bico até a cauda alcançou 132 polegadas, ou 11 pés. Convertido para o sistema métrico, o comprimento corresponde a aproximadamente 3,35 metros.
O resultado explicou por que a dupla havia enfrentado tanta dificuldade para passar o animal pelas portas da embarcação. O peixe era muito maior do que a primeira estimativa feita durante os saltos.
Captura entrou entre as maiores registradas em Belize
A Belize Game Fish Association afirmou que, de acordo com os registros que conseguiu consultar, o peixe de Adrian Heusner e Emerson Vasquez está entre os maiores peixe-espada já desembarcados em Belize por pescadores recreativos.
Integrantes da associação, incluindo sua presidente, Madelyn Bowen, estavam presentes para acompanhar a confirmação do registro. A entidade é o organismo nacional ligado à pesca esportiva competitiva no país.
Heusner não era um iniciante no ambiente da pesca oceânica. Dentista profissionalmente e pescador em seu tempo livre, ele já havia participado da diretoria e da presidência da própria Belize Game Fish Association.
Apesar da experiência acumulada no mar, aquele foi o primeiro peixe-espada efetivamente capturado pela dupla, tornando ainda mais incomum o resultado de 386 libras.
Quatro horas terminaram com um peixe que nem cabia no barco
A pescaria de 22 de fevereiro começou com dois homens, algumas iscas e uma descida em águas profundas no Atol Turneffe. Terminou horas depois com um peixe-espada de cerca de 175 kg e 3,35 metros amarrado ao lado de uma embarcação pequena demais para recebê-lo pelas próprias portas.
No intervalo, o animal saltou pelo menos três vezes, voltou repetidamente a profundidades superiores a 360 metros e obrigou os pescadores a pedir reforços mesmo depois de encerrada a batalha na linha.
O resultado entrou para os registros da pesca esportiva de Belize e deixou uma imagem difícil de ignorar: quatro ou cinco pessoas foram necessárias apenas para levar o peixe da embarcação até a balança.
O que mais surpreende você nessa captura: os 175 kg, os 3,35 metros, as quatro horas de luta, os mergulhos a mais de 360 metros ou o fato de o peixe nem passar pelas portas do barco? Conte nos comentários qual desses números parece mais absurdo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

