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Pequeno gênio brasileiro aprende a ler aos 4, faz curso on-line de Harvard e cria o próprio jogo em inglês aos 7, coleciona diversos troféus e se torna o mais jovem a receber uma das principais honrarias do Rio, mas aos 10 vive em abrigo com a mãe até Luciano Huck divulgar campanha para tentar ajudá-los a conseguir uma casa

Pequeno gênio brasileiro aprende a ler aos 4, faz curso on-line de Harvard e cria o próprio jogo em inglês aos 7, coleciona diversos troféus e se torna o mais jovem a receber uma das principais honrarias do Rio, mas aos 10 vive em abrigo com a mãe até Luciano Huck divulgar campanha para tentar ajudá-los a conseguir uma casa

RJ

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Pequeno gênio brasileiro aprende a ler aos 4, faz curso on-line de Harvard e cria o próprio jogo em inglês aos 7, coleciona diversos troféus e se torna o mais jovem a receber uma das principais honrarias do Rio, mas aos 10 vive em abrigo com a mãe até Luciano Huck divulgar campanha para tentar ajudá-los a conseguir uma casa

Escrito por Ana Alice

Publicado em 05/09/2026 às 05:03

Atualizado em 05/09/2026 às 05:04

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Alvinho, de 10 anos, criou jogo após curso de Harvard, recebeu honrarias e hoje busca retomar os estudos enquanto vive com a mãe em abrigo. – Imagem: Montagem/Arquivo Pessoal/Guito Moreto/O Globo

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Aos 10 anos, Alvinho já criou jogo em inglês, participou de competições de xadrez e robótica e recebeu homenagens, mas enfrenta uma rotina marcada por acolhimento, mudanças de endereço e interrupções nos estudos.

Aos 10 anos, Adriano Álvaro Melo, conhecido como Alvinho, já reúne uma trajetória incomum: aprendeu a ler ainda pequeno, participou de atividades de xadrez e robótica, concluiu um curso on-line de programação oferecido pela Universidade de Harvard e, aos 7 anos, desenvolveu o próprio jogo em inglês.

Em agosto de 2026, porém, a rotina do menino estava distante das salas de aula.

Ele vivia com a mãe em uma unidade de acolhimento no Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro, depois de meses de dificuldades financeiras e mudanças de endereço.

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A situação começou a mudar depois que a história ganhou nova repercussão no fim de agosto.

Uma rede de solidariedade se formou para ajudar mãe e filho, surgiram ofertas relacionadas a estudo e moradia e a família passou a planejar a volta para Cabo Frio, onde Alvinho havia conseguido uma bolsa integral em uma escola particular.

Em 3 de setembro, o apresentador Luciano Huck também divulgou uma campanha para tentar ajudar os dois a conseguir uma casa.

Assim, o desafio mais imediato deixou de ser apenas mostrar do que Alvinho é capaz.

A prioridade passou a ser reconstruir uma rotina estável que permita ao menino voltar a estudar regularmente.

Aos 7 anos, ele já havia criado o próprio jogo

A história de Alvinho começou a chamar atenção pública em 2023, quando ele tinha 7 anos e morava no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

Depois de participar de um curso on-line de programação oferecido pela Universidade de Harvard, o menino desenvolveu seu primeiro jogo, chamado “Super Alvinho”.

Reportagem publicada na época pela Veja Rio registra que o certificado do curso foi obtido por meio do programa de assistência da universidade.

O jogo foi criado em inglês, idioma que, segundo as reportagens sobre sua trajetória, Alvinho vinha aprendendo por meio de aplicativos.

A história imaginada por ele também refletia outros interesses.

No jogo, o protagonista é um cientista que utiliza seus conhecimentos e superpoderes para construir robôs agrícolas e buscar maneiras de melhorar a produção e a distribuição de alimentos.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação chegou a destacar o projeto em seus canais oficiais em 2023.

Naquele mesmo período, Alvinho participou de um evento sobre Pedagogia Social na Universidade Federal Fluminense, a UFF, onde falou sobre sua experiência.

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Facilidade para aprender apareceu ainda na infância

Segundo Priscila Melo, mãe de Alvinho, os primeiros sinais de uma facilidade incomum para aprender surgiram quando o filho tinha aproximadamente 3 anos.

Aos 4, durante a pandemia de Covid-19, ele começou a ler e escrever utilizando o GraphoGame, aplicativo de alfabetização disponibilizado pelo Ministério da Educação.

Posteriormente, uma avaliação apontou altas habilidades.

O interesse não ficou restrito à programação.

Alvinho também passou por atividades de xadrez e robótica ligadas à Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, e participou de competições nessas áreas.

Com o passar dos anos, acumulou certificados, troféus e outros reconhecimentos.

Em dezembro de 2024, recebeu a Medalha Pedro Ernesto, homenagem concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Adriano “Alvinho” recebendo condecoração na Câmara do Rio ao lado da avó e mãeImagem: Reprodução/Redes Sociais

Reportagens publicadas sobre o menino registram que ele se tornou a pessoa mais jovem a receber a honraria.

O reconhecimento público, porém, não impediu que a situação familiar se tornasse progressivamente mais difícil.

Família perdeu a estabilidade de moradia

Priscila contou que perdeu o apartamento onde vivia em Itaboraí depois de ser vítima de um golpe imobiliário.

Mãe e filho passaram então a morar de favor no Complexo da Maré, enquanto ela tentava reorganizar a situação financeira da família.

Em outubro de 2025, um novo problema alterou os planos.

Priscila foi diagnosticada com tuberculose resistente a medicamentos e passou a precisar de tratamento especializado.

Mesmo enfrentando a doença, mudou-se com Alvinho no início de 2026 para Cabo Frio, na Região dos Lagos, em busca de uma oportunidade de trabalho.

A tentativa não deu certo.

Sem renda suficiente para manter as despesas, os dois passaram por unidades de acolhimento temporário.

Alvinho chegou a comemorar o aniversário de 10 anos, em abril de 2026, em uma dessas instituições em Cabo Frio.

Adriano Álvaro Melo, o Alvinho, ao lado da mãe, Priscila Melo. Aos 10 anos, o menino vivia com ela em uma unidade de acolhimento no Rio enquanto tentava retomar os estudos. Crédito: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Bolsa integral permitiu uma breve volta à escola

Durante a permanência em Cabo Frio, surgiu uma oportunidade importante.

Com auxílio da instituição onde estavam acolhidos, Alvinho conseguiu uma bolsa integral em uma escola particular e retomou os estudos.

A experiência durou cerca de dois meses.

Priscila precisou retornar ao Rio de Janeiro para continuar o tratamento na Fundação Oswaldo Cruz, e o filho a acompanhou.

A mudança interrompeu novamente a frequência escolar.

Mãe e filho passaram então a viver na Unidade de Reinserção Social Maria Tereza Vieira, no Grajaú.

Sem a rotina de uma escola regular, Alvinho continuou procurando formas alternativas de estudar e manter contato com seus interesses.

A situação chamou atenção justamente pelo contraste entre os reconhecimentos acumulados pelo menino e a instabilidade de moradia e educação enfrentada pela família.

Adriano Álvaro: menino soma mais de 40 certificados de cursos (Arquivo pessoal)

Repercussão gerou doações e ofertas de ajuda

Depois que a história foi publicada novamente pelo jornal O Globo em 31 de agosto de 2026, começaram a aparecer diferentes iniciativas de apoio.

Em pouco tempo, foram registradas doações em dinheiro, propostas para ajudar no aluguel e contatos de instituições interessadas em contribuir para que Alvinho pudesse continuar desenvolvendo suas habilidades.

Em 2 de setembro, uma reportagem local informou que as doações acumuladas haviam chegado a cerca de R$ 85,5 mil, enquanto a família avaliava retornar a Cabo Frio.

A Mensa Brasil também procurou Priscila.

A organização passou a avaliar formas de ajudar Alvinho e a possibilidade de viabilizar sua participação em um encontro nacional de crianças e adolescentes com altas habilidades, previsto para ocorrer na Bahia.

Uma organização com laboratório de robótica no Morro do Turano, no Rio, também demonstrou interesse em oferecer uma vaga ao menino.

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Luciano Huck entrou na mobilização por uma casa

A corrente ganhou mais visibilidade em 3 de setembro.

Luciano Huck publicou uma mensagem nas redes sociais pedindo apoio para Alvinho e Priscila e lançou uma mobilização voltada à obtenção de uma casa para os dois.

O apresentador afirmou que faria a primeira contribuição para a campanha.

Até 5 de setembro de 2026, contudo, não havia confirmação pública segura de que mãe e filho já tivessem deixado o abrigo ou de que Alvinho tivesse efetivamente retornado à escola.

O plano declarado por Priscila era voltar para Cabo Frio, pelo menos até o fim do ano letivo, para que o filho pudesse tentar retomar os estudos na instituição onde havia conseguido a bolsa.

Ela afirmou que Alvinho já estava adaptado aos professores e colegas e sentia falta da escola.

O sonho continua ligado à robótica

Mesmo atravessando sucessivas mudanças de endereço, Alvinho não abandonou os planos relacionados à tecnologia.

Em entrevista publicada em agosto de 2026, disse que gostaria de estudar na Europa e se tornar um grande construtor de robôs.

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A ideia guarda relação com interesses que aparecem desde seus primeiros projetos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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