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Perenco investirá US$ 110 milhões para eletrificar plataformas com cabo submarino de 80 km ligado ao Porto do Açu

Perenco investirá US$ 110 milhões para eletrificar plataformas com cabo submarino de 80 km ligado ao Porto do Açu

RJ

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Perenco investirá US$ 110 milhões para eletrificar plataformas com cabo submarino de 80 km ligado ao Porto do Açu

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 22/09/2026 às 19:52

Atualizado em 22/09/2026 às 19:55

Petróleo e Gás

Canal

O Porto do Açu e a Perenco assinaram carta de intenções para eletrificar plataformas na Bacia de Campos por meio de um cabo submarino de 80 km.

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O Porto do Açu e a Perenco assinaram carta de intenções para eletrificar plataformas na Bacia de Campos por meio de um cabo submarino de 80 km.

O Porto do Açu e a Perenco assinaram nesta terça-feira (22) uma carta de intenções para desenvolver um sistema capaz de levar eletricidade produzida em terra até plataformas dos polos Pargo e Cherne, na Bacia de Campos. O projeto, apresentado como o primeiro desse tipo na região, prevê substituir parte da geração feita com gás nas unidades offshore e começar a operar até o primeiro trimestre de 2028.

A iniciativa foi confirmada por Eugenio Figueiredo, CEO do Porto do Açu, em entrevista ao estúdio eixos durante a ROG.e 2026, no Rio de Janeiro. A demanda inicial prevista é de 35 MW, com possibilidade de alcançar 60 MW dentro de quatro anos, conforme informações divulgadas pelo próprio complexo portuário.

Perenco poderá receber energia por conexão submarina

A infraestrutura prevista inclui uma subestação em terra ligada às unidades marítimas por aproximadamente 80 quilômetros de cabo submarino. A eletricidade será transmitida a partir do complexo instalado em São João da Barra, no Norte Fluminense.

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Com essa configuração, equipamentos atualmente abastecidos por geração local poderão receber energia vinda do continente. O projeto atende plataformas da Perenco localizadas em águas rasas e ainda dependerá do avanço das etapas de desenvolvimento até sua entrada em serviço.

Em nota, Damien Szyszka, diretor-geral da Perenco Brasil, afirmou que a companhia espera utilizar a iniciativa como referência para projetos capazes de prolongar a vida produtiva de ativos enquanto reduzem emissões associadas à operação.

Figueiredo declarou ao eixos que o acordo foi estruturado a partir de uma solução desenvolvida em conjunto com o cliente, ajustada às necessidades das unidades marítimas atendidas.

Porto do Açu estuda completar reciclagem de plataformas dentro do complexo

Outra frente que vem ganhando espaço em São João da Barra envolve unidades offshore que chegaram ao fim de sua operação.

Segundo Figueiredo, o Porto do Açu mantém há cerca de três anos atividades relacionadas ao descomissionamento. Atualmente, o trabalho inclui limpeza de cascos e retirada de estruturas superiores das plataformas.

O Porto do Açu e a Perenco assinaram carta de intenções para eletrificar plataformas na Bacia de Campos por meio de um cabo submarino de 80 km.

A próxima etapa em estudo é realizar também o corte das unidades dentro do próprio complexo. Isso permitiria encaminhar o aço recuperado diretamente para reciclagem, reduzindo a distância percorrida pelo material.

Na entrevista ao eixos, o executivo comparou o envio de uma plataforma à Europa, viagem estimada por ele em aproximadamente 10 mil quilômetros, com o transporte até uma siderúrgica brasileira, que poderia ficar na faixa de 500 a 600 quilômetros.

A Gerdau aparece entre as empresas que mantêm conversas relacionadas ao aproveitamento dessa sucata.

Terminal de líquidos amplia estrutura para novos combustíveis

O complexo também prepara infraestrutura para armazenar produtos ligados à transição energética.

A primeira fase do Terminal de Líquidos está em construção e contará com 11 tanques, somando capacidade próxima de 39 mil metros cúbicos. O porto possui ainda licenciamento para uma área de até 5,5 milhões de metros quadrados destinada a projetos de hidrogênio.

Nesse espaço, poderão avançar iniciativas relacionadas à produção de amônia verde, e-metanol e SAF. Figueiredo disse ao eixos que a estratégia considera diferentes combustíveis convivendo durante a transformação do transporte marítimo.

O Porto do Açu também mantém parceria com o Porto de Antuérpia para estruturar um corredor verde entre o Brasil e a Europa, com possibilidade de utilizar a capacidade de armazenagem instalada no complexo fluminense.

Grãos ganham espaço com crescimento da movimentação

Enquanto amplia projetos relacionados a energia e indústria offshore, o porto acompanha o aumento das cargas agrícolas.

Milho, café e soja já passam pelo terminal multicargas, vindos principalmente de áreas produtoras de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. O avanço desses volumes levou a administração a estudar equipamentos dedicados especificamente ao carregamento de grãos.

A expansão logística também está ligada à EF-118. A ferrovia, que poderá conectar o Porto do Açu à malha da Vale no Espírito Santo, encontrava-se em fase final de análise pelo Tribunal de Contas da União, segundo Figueiredo.

Fonte

eixos


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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