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Pescadores passam uma semana procurando atum-vermelho no Mar do Norte e capturam gigante de 339 kg em Whitby, onde a espécie não era registrada havia quase 90 anos; no dia seguinte, outro exemplar de cerca de 320 kg sobe ao cais e reforça sinais de retorno às águas de Yorkshire

Pescadores passam uma semana procurando atum-vermelho no Mar do Norte e capturam gigante de 339 kg em Whitby, onde a espécie não era registrada havia quase 90 anos; no dia seguinte, outro exemplar de cerca de 320 kg sobe ao cais e reforça sinais de retorno às águas de Yorkshire

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Pescadores passam uma semana procurando atum-vermelho no Mar do Norte e capturam gigante de 339 kg em Whitby, onde a espécie não era registrada havia quase 90 anos; no dia seguinte, outro exemplar de cerca de 320 kg sobe ao cais e reforça sinais de retorno às águas de Yorkshire

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 15/09/2026 às 17:51

Atualizado em 15/09/2026 às 17:52

Ciência e Tecnologia

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Pescadores capturam atum-vermelho gigante de 339 kg em Whitby, o primeiro na região em quase 90 anos; no dia seguinte, outro de cerca de 320 kg subiu ao cais.

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Após cerca de uma semana de buscas no Mar do Norte, pescadores do Dominator-A desembarcaram em Whitby um atum-vermelho gigante de 339 kg, o primeiro na região desde 1939, acreditam especialistas. No dia seguinte chegou outro, de cerca de 320 kg. A recuperação do arenque ajuda a explicar o retorno.

A tripulação do barco de pesca Dominator-A, que tem entre seus integrantes o pescador Clive Easton, passou cerca de uma semana no Mar do Norte sem encontrar o peixe que procurava. Quando ele apareceu, era um atum-vermelho gigante, de cerca de 339 quilos, descarregado no porto de Whitby, na costa de Yorkshire, no nordeste da Inglaterra. No dia seguinte, o mesmo cais recebeu um segundo exemplar, de cerca de 320 quilos.

As informações foram publicadas pelo Diário do Litoral em 11 de setembro de 2026, em reportagem de Willian Porto, da Agência NextNews, a partir de relato do site rionegro.com.ar sobre o desembarque. Segundo o texto, é o primeiro atum-vermelho do Atlântico a chegar ao porto de Whitby em quase 90 anos, e especialistas atribuem a volta da espécie a mudanças no ecossistema e à recuperação do arenque.

Temporada comercial aberta em meados de julho permitiu a busca

A pesca aconteceu dentro da temporada comercial de atum-vermelho, reaberta para a frota a partir de meados de julho. A abertura tornou legal a pesca desses animais, mas ninguém podia garantir que algum barco os encontraria, segundo a reportagem.

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Clive Easton e os outros tripulantes do Dominator-A passaram cerca de sete dias percorrendo trechos de água fria, observando sinais de presa e de corrente, sem ver o peixe. A ansiedade crescia junto com o cansaço de dias seguidos sem captura, conforme o Diário do Litoral.

Primeiro atum-vermelho gigante subiu ao convés com cerca de 339 kg

Depois da semana de buscas, o primeiro atum-vermelho foi puxado pela linha até o Dominator-A e chegou perto dos 339 quilos. Um animal desse tamanho não sobe a bordo pela força de um homem só: a operação exigiu esforço coletivo da tripulação, com cordas e talha, segundo a reportagem.

Especialistas acreditam que é o primeiro registro na região desde 1939

Pescadores capturam atum-vermelho gigante de 339 kg em Whitby, o primeiro na região em quase 90 anos; no dia seguinte, outro de cerca de 320 kg subiu ao cais.

Especialistas citados na cobertura do episódio acreditam que o peixe descarregado em Whitby seja o primeiro atum-vermelho registrado na região desde 1939. Na cronologia do caso, esse é o último registro antes do longo desaparecimento da espécie naquela área.

Segundo o Diário do Litoral, o porto passou quase 90 anos sem receber o predador, até o desembarque do Dominator-A.

Clive Easton fala em muita ansiedade e em esforço de todos a bordo

Clive Easton contou como foi a expectativa no barco quando o primeiro peixe apareceu. Segundo o pescador, havia muita ansiedade, e foi o esforço de todos que colocou o gigante a bordo. No cais histórico de Whitby, a captura foi tratada como acontecimento raro, de acordo com a reportagem.

No dia seguinte, segundo atum de cerca de 320 kg subiu ao cais

Na saída seguinte, o mesmo cais recebeu o segundo atum-vermelho, com cerca de 320 quilos, também içado com esforço coletivo a bordo do Dominator-A. Somados, os dois peixes chegam a cerca de 659 quilos desembarcados em dois dias.

Com os dois exemplares, Whitby voltou a aparecer entre os grandes relatos de pesca do Atlântico Norte, segundo o Diário do Litoral. A captura, que parecia um caso único, se repetiu no dia seguinte e reforçou os sinais de retorno da espécie à costa de Yorkshire.

Nos anos 1930, o “tunny” fez da costa de Yorkshire destino de pesca esportiva

O atum-vermelho do Atlântico, chamado localmente de tunny, transformou a costa de Yorkshire em polo de pesca esportiva de grandes espécies na década de 1930. Pescadores vinham de longe, com varas longas, atrás de um peixe que testava o braço, o equipamento e a paciência, segundo a reportagem.

Atum de 386 kg registrado em 1933 segue como marca de referência

A marca daquela época que ainda aparece nas conversas de cais é de 1933, quando um exemplar de 386 quilos foi registrado na costa de Yorkshire. O número é lembrado como sinal de que o mar de então tinha mais peixes gigantes, conforme o Diário do Litoral. O atum de 339 quilos desembarcado em Whitby ficou 47 quilos abaixo da marca de 1933.

Até os anos 1960, espécie praticamente sumiu das águas britânicas

A presença do atum-vermelho nas águas britânicas praticamente desapareceu até a década de 1960. O desaparecimento foi lento, provocado por populações em queda, pressão da pesca em alto-mar e mudanças na quantidade das presas que mantinham a rota do peixe perto da costa, segundo a reportagem.

O tunny deixou de fazer parte do verão em Yorkshire e passou a existir em placas, fotografias de clubes de pesca e histórias contadas pelos mais velhos. Whitby seguiu como porto de outras espécies e de visitantes que sobem aos penhascos, conforme o Diário do Litoral.

Atlântico Norte seguiu como rota do atum-vermelho durante a ausência

O Atlântico Norte nunca deixou de ser corredor de migração do atum-vermelho, mesmo durante as quase nove décadas sem registros em Whitby, segundo o Diário do Litoral. O que mudou foi a frequência dos encontros e a chance de um barco comercial cruzar com um adulto de mais de 300 quilos perto da costa.

Quando as presas ficam escassas, o predador alonga a rota ou deixa de passar por aquela parte do mar. Quando os cardumes voltam a ficar densos, ele reaparece, explica a reportagem.

Recuperação do arenque ajuda a explicar a volta do atum-vermelho a Yorkshire

Especialistas atribuem o retorno do atum-vermelho a mudanças no ecossistema e à recuperação de presas importantes, como o arenque. Rápido e de cardumes densos, o arenque sustenta perseguições longas e, quando está abundante, faz a passagem pela costa de Yorkshire compensar em energia para o predador, segundo a reportagem.

O Diário do Litoral ressalta que mudanças no ecossistema raramente têm uma causa única. Variações de temperatura, correntes e pressão da pesca sobre os peixes pequenos que servem de alimento também pesam, e o retorno parece resultar desse conjunto, no qual o arenque tem papel de destaque, mas não explica tudo sozinho.

Pesca atual segue temporada, cotas e vigilância sobre o atum-vermelho

Na época do tunny, a pesca de atum na costa de Yorkshire era esportiva, feita por clubes e varas longas. Hoje, a frota comercial trabalha com regras de temporada, cotas e controle de conservação, segundo a reportagem.

O atum-vermelho do Atlântico carrega décadas de pressão em outras regiões do oceano e alertas de quase colapso em outras rotas, o que explica essa vigilância, conforme o Diário do Litoral. Cada gigante içado é, ao mesmo tempo, um sobrevivente e um sinal do estado de uma espécie monitorada, resume a reportagem.

Dois desembarques não fazem de Whitby a capital mundial do atum-vermelho

O retorno pontual à costa inglesa não apaga a história de escassez da espécie nem transforma Whitby automaticamente na capital mundial do atum-vermelho, pondera a reportagem. Para o Diário do Litoral, porém, os desembarques mostram que, com presa, temperatura e esforço humano favoráveis, o peixe ainda encontra motivo para atravessar o Mar do Norte.

Um atum de mais de 300 quilos indica que a cadeia alimentar ainda consegue sustentar um predador de topo perto da costa inglesa, pelo menos em certas épocas do ano e quando há presas em abundância, segundo o texto.

Continuidade dos encontros depende das próximas temporadas, do arenque e das cotas

Os dois exemplares de atum-vermelho gigante desembarcados pelo Dominator-A em dias seguidos, de cerca de 339 e 320 quilos, deram a Whitby uma história nova de tunny, com peixes de verdade no cais, e não apenas a lembrança de 1933. Segundo o Diário do Litoral, novos encontros dependem do acompanhamento das próximas temporadas, da saúde do arenque, do respeito às cotas e de condições favoráveis no ecossistema.

Para você, a volta do atum-vermelho a Whitby é sinal de que o ecossistema do Mar do Norte está se recuperando, com o retorno do arenque, ou um caso pontual que ainda precisa se repetir nas próximas temporadas? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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