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Petrobras admite que petróleo não bastará: estatal terá de ampliar renováveis para manter 31% da energia do Brasil até 2050

Petrobras admite que petróleo não bastará: estatal terá de ampliar renováveis para manter 31% da energia do Brasil até 2050

RJ

14 min de leitura

Petrobras admite que petróleo não bastará: estatal terá de ampliar renováveis para manter 31% da energia do Brasil até 2050

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 21/09/2026 às 16:31

Atualizado em 21/09/2026 às 16:35

Petrobras reafirma expansão na África apesar da Foz do Amazonas: como a estatal equilibra reservas internacionais e fronteira equatorial/ Foto: Rafael Pereira/ Agência Petrobras

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Magda Chambriard afirma na ROG 2026 que apenas repor reservas de petróleo e gás não será suficiente e coloca fontes renováveis no centro da estratégia da Petrobras para 2050

A Petrobras terá de ampliar sua atuação em energias renováveis até 2050 caso queira continuar ocupando o espaço que possui atualmente na matriz energética brasileira. A avaliação partiu da própria presidente da estatal, Magda Chambriard, que reconheceu que encontrar novos campos de petróleo e gás será importante, porém insuficiente diante do crescimento esperado da demanda energética nacional.

A declaração foi feita nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, durante a abertura do congresso ROG.e, no Rio de Janeiro, segundo informações da Reuters. Chambriard afirmou que a Petrobras fornece atualmente aproximadamente um terço da energia primária consumida no Brasil e pretende preservar essa relevância nas próximas décadas.

O problema é que o Brasil de 2050 deverá consumir muito mais energia do que atualmente. Dessa forma, simplesmente manter a produção existente não permitirá que a companhia conserve a mesma participação dentro da matriz nacional.

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Recompor as reservas não é suficiente”, resumiu Chambriard ao explicar o tamanho do desafio.

Petrobras quer continuar fornecendo quase um terço da energia brasileira em 2050

A estratégia de longo prazo da companhia estabelece uma referência bastante objetiva. A Petrobras pretende continuar respondendo por aproximadamente 31% da oferta primária de energia brasileira até 2050, embora a composição dessa energia mude gradualmente.

Essa diretriz aparece oficialmente no Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, que mantém o petróleo e o gás como principais negócios da companhia, porém prevê uma participação crescente de fontes renováveis.

Confira o Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras

Portanto, a transformação planejada não significa abandonar o petróleo. Pelo contrário, exploração e produção continuam absorvendo a maior parcela dos recursos previstos pela empresa para os próximos anos.

O que muda é a necessidade de criar novas fontes de receita e produção energética capazes de crescer paralelamente ao óleo e ao gás.

Segundo Chambriard, a Petrobras precisará combinar a produção proveniente de reservas já descobertas, novas campanhas exploratórias dentro e fora do Brasil e uma expansão progressiva dos negócios ligados às energias renováveis.

Essa diversificação deverá determinar até que ponto a companhia conseguirá continuar entre os maiores fornecedores de energia do país nas próximas décadas.

Petróleo continuará sendo o maior negócio da Petrobras

Apesar da maior atenção às fontes limpas, os números mostram que o centro financeiro da Petrobras ainda permanece no petróleo.

O Plano de Negócios 2026–2030 prevê US$ 109 bilhões em investimentos totais. Desse montante, aproximadamente US$ 69,2 bilhões serão direcionados aos projetos de Exploração e Produção, segmento responsável principalmente pelo petróleo e pelo gás natural.

Dentro dessa carteira, 62% dos investimentos de E&P estão relacionados ao pré-sal, enquanto outros recursos serão destinados ao pós-sal, exploração de novas fronteiras e projetos terrestres.

Além disso, a estatal projeta atingir um pico de produção de aproximadamente 2,7 milhões de barris de petróleo por dia em 2028. Considerando petróleo e gás, a produção total poderá alcançar cerca de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2028 e 2029.

Esses números ajudam a explicar por que petróleo e renováveis não aparecem, neste momento, como estratégias excludentes.

Na prática, a Petrobras pretende utilizar a escala financeira criada pelos hidrocarbonetos enquanto desenvolve os negócios que poderão ganhar importância dentro de sua carteira nas próximas décadas.

Transição energética já movimenta US$ 13 bilhões no planejamento da estatal

Ao mesmo tempo, a transição energética começou a ocupar uma parcela relevante do orçamento da companhia.

Quando todas as iniciativas de baixo carbono são consideradas, a Petrobras prevê aproximadamente US$ 13 bilhões em investimentos ligados à transição energética entre 2026 e 2030. O montante corresponde a cerca de 12% de todos os investimentos previstos no período.

Nesse pacote entram projetos de baixo carbono, bioprodutos, redução das emissões das próprias operações e investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Somente o segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono possui US$ 4 bilhões previstos na carteira de implantação da companhia.

Entretanto, a estratégia não está concentrada em apenas uma tecnologia.

A empresa colocou no radar etanol, biodiesel, biometano, diesel renovável, combustível sustentável de aviação — SAF — e biobunker. Também mantém estudos relacionados à energia solar, eólica, captura de carbono, armazenamento de energia e hidrogênio de baixa emissão.

Esse movimento ajuda a explicar por que a fala de Chambriard vai além de uma declaração sobre sustentabilidade. Ela descreve uma mudança gradual no próprio modelo de negócios da maior empresa brasileira de petróleo.

Eólica, solar e hidrogênio começam a ganhar espaço nos projetos da Petrobras

Alguns desses movimentos já saíram do planejamento conceitual.

A Petrobras vem buscando parceiros para projetos de energia solar fotovoltaica e eólica onshore, principalmente para ampliar sua capacidade de geração renovável e avaliar oportunidades comerciais.

Além disso, a companhia também estuda o potencial da geração eólica no mar.

O Click Petróleo e Gás mostrou que a Petrobras abriu estudos técnicos relacionados a um projeto-piloto de energia eólica offshore no litoral do Rio de Janeiro, iniciativa que inclui levantamentos geofísicos e geotécnicos para avaliar futuras instalações.

Petrobras avança em estudos para energia eólica offshore no Rio de Janeiro

Outra frente está no hidrogênio.

Em junho de 2026, Petrobras e Finep anunciaram R$ 150 milhões para estimular o desenvolvimento nacional de eletrolisadores, equipamentos essenciais para a produção de hidrogênio por eletrólise. Metade dos recursos virá de cada instituição.

Petrobras e Finep destinam R$ 150 milhões ao desenvolvimento de eletrolisadores para hidrogênio verde

Portanto, embora muitas dessas tecnologias ainda representem uma parcela pequena diante do petróleo, a infraestrutura tecnológica necessária para a diversificação começa a ser construída.

O verdadeiro desafio da Petrobras aparece depois de 2030

Até o final desta década, a companhia ainda deverá depender fortemente da expansão do pré-sal e da entrada de novas plataformas para sustentar seu crescimento.

Entretanto, o horizonte posterior a 2030 exige outra estratégia.

Reservatórios de petróleo possuem ciclos naturais de produção. Mesmo campos gigantes entram em declínio depois de determinados períodos, tornando necessária uma combinação constante entre novas descobertas, recuperação de campos existentes e abertura de outras fronteiras exploratórias.

Por esse motivo, o Plano 2026–2030 reservou US$ 7,1 bilhões para atividades exploratórias, incluindo projetos nas bacias brasileiras, na Margem Equatorial e em ativos internacionais localizados em países como Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

Ainda assim, essa reposição possui limites.

É justamente nesse ponto que aparece a mensagem transmitida pela presidente da Petrobras durante a ROG.e: encontrar mais petróleo continuará sendo necessário, mas não resolverá sozinho o desafio energético de 2050.

Petrobras de 2050 deverá continuar produzindo petróleo, mas será uma empresa diferente

A trajetória projetada pela estatal aponta, portanto, para uma transformação gradual e não para uma substituição repentina dos combustíveis fósseis.

O petróleo continuará ocupando espaço importante porque financia investimentos, sustenta exportações, abastece refinarias e possui uma cadeia industrial construída ao longo de décadas.

Ao mesmo tempo, biocombustíveis, energia eólica, solar, hidrogênio, captura de carbono e outros negócios de baixa emissão deverão ganhar espaço conforme tecnologias amadureçam e novos mercados apareçam.

A Petrobras também mantém a ambição de alcançar a neutralidade de suas emissões operacionais até 2050. Até 2030, a companhia estabeleceu metas relacionadas à redução das emissões absolutas, eliminação da queima rotineira em flare e redução das emissões de metano.

Dessa forma, a discussão já não está concentrada apenas em quantos barris a Petrobras conseguirá produzir.

O desafio estratégico será descobrir quanto petróleo, gás, biocombustível, eletricidade renovável e novas moléculas de baixo carbono precisarão fazer parte do portfólio para que a companhia continue respondendo por quase um terço da energia brasileira em 2050.

E foi justamente esse ponto que Chambriard deixou claro: a Petrobras ainda pretende ser uma gigante do petróleo nas próximas décadas, porém somente o petróleo poderá não ser suficiente para manter o tamanho que a empresa possui hoje no setor energético brasileiro.

Presidente Magda Chambriard afirma que novas reservas de óleo e gás continuarão essenciais, mas crescimento do Brasil exigirá uma Petrobras maior e mais diversificada

A Petrobras terá de ampliar sua atuação em energias renováveis até 2050 se quiser continuar ocupando aproximadamente o mesmo espaço que possui hoje na matriz energética brasileira. A avaliação partiu da própria presidente da companhia, Magda Chambriard, ao reconhecer que encontrar e desenvolver novas reservas de petróleo e gás, isoladamente, não resolverá o desafio das próximas décadas.

A declaração foi feita nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, durante a abertura do congresso Rio Oil & Gas 2026 (ROG), no Rio de Janeiro com cobertura especial do CPG CLICK PETROLEO E GAS . Segundo Chambriard, a Petrobras responde atualmente por aproximadamente um terço da energia primária fornecida no Brasil e pretende preservar essa relevância em 2050, quando o país deverá ter uma demanda energética significativamente maior.

É justamente aí que aparece o tamanho do desafio.

Mesmo que a estatal consiga substituir as reservas consumidas pela produção de petróleo ao longo dos próximos anos, isso não significa que conseguirá acompanhar, na mesma proporção, o crescimento da necessidade energética brasileira.

Para Chambriard, a conta de 2050 exigirá outro componente: mais energias renováveis dentro da própria Petrobras.

Petrobras quer continuar fornecendo cerca de um terço da energia consumida pelo Brasil

O raciocínio apresentado pela presidente parte de uma diferença importante entre produção de petróleo e participação no mercado energético.

Uma companhia pode produzir a mesma quantidade de óleo durante anos e, ainda assim, perder participação caso o consumo total de energia do país cresça mais rapidamente.

É justamente esse cenário que a Petrobras tenta evitar.

A estatal já definiu uma estratégia de longo prazo na qual pretende continuar como uma empresa integrada de energia, combinando petróleo e gás com negócios de menor intensidade de carbono.

Essa transformação começou a ganhar números mais concretos no Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, que prevê US$ 109 bilhões em investimentos e mantém a exploração e produção de hidrocarbonetos como principal destino dos recursos.

Ao mesmo tempo, o planejamento abre espaço para biocombustíveis, geração renovável, descarbonização e outras tecnologias capazes de assumir uma parcela maior dos negócios no futuro.

A estratégia, portanto, não prevê uma substituição imediata do petróleo. O movimento planejado é de diversificação progressiva.

Petróleo continuará no centro da Petrobras por muitos anos

Apesar da nova mensagem sobre energias renováveis, os números deixam claro que petróleo e gás continuarão sustentando grande parte das operações da companhia.

Dos US$ 109 bilhões previstos entre 2026 e 2030, aproximadamente US$ 69,2 bilhões estão direcionados aos projetos de Exploração e Produção da carteira de implantação alvo.

Dentro desse volume, cerca de 62% serão destinados ao pré-sal, enquanto 24% estão relacionados a campos do pós-sal e 10% a atividades de exploração.

A Petrobras também prevê oito novos sistemas de produção até 2030. Sete deles já estavam contratados quando o plano foi divulgado, enquanto outros projetos deverão avançar após o fim desta década.

Esse movimento ocorre porque o petróleo ainda possui uma função central na estratégia financeira da companhia.

Os campos de elevada produtividade do pré-sal oferecem custos competitivos e grande geração de caixa, recursos que também podem ajudar a financiar projetos que hoje possuem escala muito menor.

A própria expansão das novas plataformas no pré-sal brasileiro mostra como a empresa continua aumentando sua capacidade produtiva enquanto prepara investimentos paralelos para uma matriz energética mais diversificada.

O plano atual estima um pico de aproximadamente 2,7 milhões de barris de petróleo por dia em 2028. Considerando óleo e gás, a produção poderá alcançar cerca de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2028 e 2029.

Ou seja: a transição energética da Petrobras deverá acontecer ao mesmo tempo em que a produção de petróleo permanece elevada.

Transição energética já recebe US$ 13 bilhões no planejamento da Petrobras

Embora o petróleo continue concentrando a maior parcela dos investimentos, os projetos de baixo carbono começaram a ocupar uma fatia relevante do orçamento.

Considerando diferentes iniciativas relacionadas à transição energética, a Petrobras prevê aproximadamente US$ 13 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030.

Esse volume equivale a cerca de 12% do investimento total previsto pela companhia no período.

Os recursos incluem projetos de energias de baixo carbono, bioprodutos, redução das emissões das próprias operações e atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Há ainda projetos e avaliações envolvendo energia solar fotovoltaica, eólica terrestre, captura, utilização e armazenamento de carbono, armazenamento de energia e hidrogênio de baixa emissão.

A amplitude dessas frentes ajuda a explicar por que a declaração de Chambriard não representa apenas um discurso ambiental.

Existe uma questão de escala empresarial envolvida.

Se a matriz energética brasileira se tornar mais diversificada, uma Petrobras concentrada quase exclusivamente em petróleo e gás poderia representar uma parcela menor do abastecimento total do país.

Para preservar sua atual dimensão no mercado energético, portanto, a companhia terá de participar também dos segmentos que crescerem ao redor dos combustíveis fósseis.

Hidrogênio e novas tecnologias começam a entrar na estratégia

Alguns movimentos já permitem observar essa transformação fora do planejamento teórico.

Uma das frentes envolve o desenvolvimento de tecnologias para produção de hidrogênio.

Petrobras e Finep anunciaram R$ 150 milhões para estimular o desenvolvimento nacional de eletrolisadores, equipamentos utilizados na separação das moléculas de água por eletrólise.

A tecnologia é considerada uma das peças necessárias para ampliar futuramente a produção de hidrogênio verde e de baixa emissão no Brasil.

A companhia também continua buscando oportunidades em geração solar e eólica terrestre, tanto para desenvolvimento de novos negócios quanto para ampliar sua própria geração de energia renovável.

Esses projetos ainda representam volumes pequenos quando comparados aos bilhões de dólares movimentados pelo petróleo.

No entanto, a estratégia de 2050 exige começar a construir hoje tecnologias, conhecimento, infraestrutura e parcerias que poderão assumir escala comercial ao longo das próximas décadas.

Petrobras ainda precisa encontrar muito petróleo antes de 2050

Diversificar a matriz não elimina outro problema: a Petrobras precisa continuar descobrindo petróleo.

Campos petrolíferos não produzem indefinidamente no mesmo ritmo. Conforme os reservatórios amadurecem, ocorre um declínio natural da produção, exigindo novos projetos para substituir os volumes perdidos.

Por isso, o Plano de Negócios 2026–2030 reservou aproximadamente US$ 7,1 bilhões para atividades exploratórias.

A carteira envolve as bacias brasileiras do Sul e Sudeste, projetos internacionais e uma das regiões consideradas mais importantes para o futuro exploratório da companhia: a Margem Equatorial.

A Petrobras vem concentrando atenção especialmente na Bacia da Foz do Amazonas.

A exploração ganhou ainda mais peso depois da campanha no poço Morpho. A região integra a estratégia da Petrobras para explorar o potencial petrolífero da Margem Equatorial e tentar construir uma nova frente de produção para as próximas décadas.

Nesta segunda-feira, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, afirmou que análises indicaram petróleo de “altíssima qualidade” no poço Morpho. Segundo a executiva, novas perfurações para delimitar a descoberta são esperadas posteriormente.

A companhia também está aumentando a presença internacional.

Em setembro, a Petrobras assinou contratos para participar da exploração de oito blocos offshore na Costa do Marfim, movimento que amplia a estratégia de busca por novas reservas fora do Brasil.

Tudo isso mostra que a transição energética não eliminou a corrida por novos barris.

Na realidade, as duas estratégias passam a acontecer simultaneamente.

O verdadeiro problema aparece quando a Petrobras olha para 2050

No curto prazo, novas plataformas do pré-sal ainda podem aumentar a produção brasileira.

No médio prazo, descobertas na Margem Equatorial e em outras fronteiras podem adicionar novas reservas ao portfólio.

Mas o horizonte de 2050 apresenta uma equação diferente.

Se a população, a economia e o consumo de energia crescerem nas próximas décadas, a quantidade absoluta de energia necessária para representar um terço da matriz brasileira também aumentará.

Foi exatamente essa diferença que Chambriard destacou durante a ROG.e.

Segundo a executiva, a Petrobras pretende continuar fornecendo aproximadamente um terço da energia demandada pelo país, mas estará diante de um Brasil maior. Por isso, apenas recompor as reservas consumidas de petróleo e gás não seria suficiente.

Isso significa que encontrar um barril para substituir cada barril produzido resolve apenas parte do problema.

Para manter sua participação relativa, a estatal também precisará crescer em outras fontes.

Petrobras de 2050 poderá continuar gigante no petróleo, mas dificilmente será apenas uma petroleira

O planejamento desenha uma empresa bastante diferente daquela construída ao longo do século XX.

Petróleo e gás deverão permanecer relevantes por muitos anos, principalmente porque os projetos brasileiros do pré-sal estão entre os ativos mais produtivos do portfólio da companhia.

Entretanto, biocombustíveis, eletricidade renovável, hidrogênio, captura de carbono e outras soluções poderão ocupar gradualmente uma parcela maior das receitas e investimentos.

A companhia também mantém a ambição de alcançar neutralidade das emissões operacionais até 2050.

Antes disso, estabeleceu compromissos para 2030 que incluem redução de 30% das emissões operacionais absolutas em relação a 2015, eliminação da queima rotineira em flare e redução da intensidade das emissões de metano nas operações de produção.

O desafio colocado diante da Petrobras, portanto, deixou de ser apenas descobrir onde estará o próximo grande campo de petróleo brasileiro.

A pergunta passa a ser mais ampla: qual combinação de petróleo, gás, biocombustíveis e energias renováveis permitirá que a Petrobras continue respondendo por aproximadamente um terço da energia brasileira em 2050?

A fala de Magda Chambriard mostra que a direção da companhia já reconheceu a resposta mais básica dessa equação: repor reservas continuará sendo indispensável, mas somente encontrar mais petróleo não será suficiente para preservar o tamanho da Petrobras em um mercado energético que deverá ser muito maior e mais diversificado.

Tags

Rio Oil & Gas

Fonte

infomoeny


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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