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Petróleo da União chega a 328 mil barris por dia em julho enquanto contratos de partilha produzem 1,84 milhão de barris diariamente

Petróleo da União chega a 328 mil barris por dia em julho enquanto contratos de partilha produzem 1,84 milhão de barris diariamente

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Petróleo da União chega a 328 mil barris por dia em julho enquanto contratos de partilha produzem 1,84 milhão de barris diariamente

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 27/09/2026 às 08:12

Atualizado em 27/09/2026 às 08:50

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência rtificial

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Mero respondeu por 77% da parcela da União nos contratos de partilha, enquanto melhor desempenho de Sépia e novo poço da P-79 em Búzios ajudaram produção total a avançar 3%

A parcela de petróleo pertencente à União alcançou 328 mil barris por dia em julho de 2026, considerando nove contratos de partilha de produção e quatro acordos de individualização. Ao mesmo tempo, a produção total nos contratos sob regime de partilha, somando União e consórcios, atingiu 1,84 milhão de barris por dia. O resultado avançou 3% sobre o período anterior, impulsionado principalmente por Sépia e Búzios, segundo dados divulgados pela Pré-Sal Petróleo (PPSA) em 23 de setembro de 2026.

União recebeu parcela equivalente a 328 mil barris de petróleo por dia

Os números mostram a dimensão que o regime de partilha alcançou na produção brasileira de petróleo.

Em julho, a parcela pertencente à União chegou a 328 mil barris por dia. Entretanto, esse número reúne dois tipos de participação.

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Primeiro, estão os nove contratos de partilha de produção. Somente nesses contratos, a parcela da União alcançou 301 mil barris por dia.

Além disso, o cálculo incorpora quatro Acordos de Individualização da Produção, conhecidos como AIPs. Dessa forma, a soma das duas modalidades levou o volume aos 328 mil barris diários informados pela PPSA.

Entre os contratos de partilha, um campo teve participação especialmente relevante: Mero respondeu sozinho por 77% da parcela de petróleo da União.

Assim, considerando apenas os 301 mil barris diários provenientes dos contratos de partilha, a participação de Mero mostra o peso alcançado pelo campo no portfólio administrado pela PPSA.

O crescimento do pré-sal também está associado à entrada de novas unidades de grande capacidade. O CPG mostrou, por exemplo, que a Petrobras recebeu os FPSOs P-80 e P-82, que poderão acrescentar juntos até 450 mil barris por dia à capacidade instalada do campo de Búzios quando iniciarem a produção prevista para 2027.

Contratos de partilha produziram 1,84 milhão de barris por dia

A parcela destinada à União representa apenas uma parte do petróleo produzido nesses projetos.

Quando a PPSA considera a produção total dos contratos de partilha, incluindo União e empresas participantes dos consórcios, o volume alcança uma escala muito maior.

Em julho, esses contratos produziram em média 1,84 milhão de barris de petróleo por dia.

Além disso, o resultado ficou 3% acima do período anterior.

Segundo a PPSA, dois fatores contribuíram diretamente para esse avanço. O primeiro foi o melhor desempenho operacional de Sépia.

O segundo foi a entrada de um novo poço produtor conectado à plataforma P-79, no campo de Búzios.

Portanto, o aumento não ocorreu apenas por uma mudança na participação da União. Ele refletiu uma expansão efetiva da produção dos contratos acompanhados pela PPSA.

Búzios tende a continuar ganhando capacidade nos próximos anos. Afinal, além da P-79, novas plataformas estão sendo preparadas para o campo.

Nesse contexto, cada expansão de capacidade no pré-sal pode aumentar não somente a produção dos consórcios, mas também os volumes que posteriormente entram nos mecanismos previstos pelo regime de partilha.

Produção acumulada sob regime de partilha chega a 1,871 bilhão de barris desde 2017

Os dados acumulados ajudam a mostrar como esse modelo ganhou escala desde o início da produção.

Segundo a PPSA, desde 2017 os contratos em regime de partilha já produziram 1,871 bilhão de barris de petróleo.

Desse total, a parcela acumulada pertencente à União chegou a 158,40 milhões de barris.

Portanto, os 328 mil barris diários registrados em julho fazem parte de uma trajetória que já reúne mais de oito anos de produção sob esse regime.

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência rtificial

Na partilha, a União participa da produção de acordo com as regras estabelecidas nos contratos. A PPSA atua como representante da União nesses projetos e acompanha a execução dos acordos.

Por isso, é importante diferenciar essa produção daquela registrada diretamente por uma única companhia.

Os 328 mil barris por dia não correspondem à produção da Petrobras. Da mesma forma, eles não representam toda a produção brasileira de petróleo.

O indicador mostra especificamente a parcela de óleo pertencente à União dentro dos contratos e acordos considerados pela PPSA.

Parcela de gás natural da União cresce cerca de 43% em apenas um mês

O boletim também trouxe um avanço expressivo no gás natural.

Em julho, a parcela de gás pertencente à União alcançou 569 mil metros cúbicos por dia.

Esse volume considera cinco contratos de partilha de produção, além dos AIPs de Tupi e Jubarte.

Em comparação com junho, portanto, houve um crescimento de aproximadamente 43%.

Ao mesmo tempo, a exportação de gás natural dos contratos de partilha, considerando União e consórcios, chegou a 9,635 milhões de metros cúbicos por dia.

Nesse caso, o aumento foi ainda maior: 80% em relação ao período anterior.

Segundo a PPSA, o avanço ocorreu principalmente devido ao aumento da exportação de gás dos campos de Búzios e Sépia.

Além disso, o retorno operacional do gasoduto Rota 3 teve papel decisivo. A infraestrutura transporta gás produzido no pré-sal da Bacia de Santos até a unidade de processamento localizada em Itaboraí, no Rio de Janeiro.

Consequentemente, a recuperação dessa rota permitiu ampliar o volume de gás efetivamente escoado pelos projetos.

PPSA espera novos avanços e prepara primeiro leilão de gás natural da União

Os números podem continuar aumentando nos próximos períodos.

A própria PPSA afirma que a projeção é de crescimento, enquanto se aproxima da realização do primeiro Leilão de Gás Natural da União.

Além disso, novos sistemas de produção deverão ampliar a capacidade instalada nos grandes campos do pré-sal nos próximos anos.

Búzios é um dos exemplos mais evidentes. As plataformas P-80 e P-82 possuem capacidade projetada de 225 mil barris de petróleo por dia cada. Assim, juntas poderão adicionar até 450 mil barris diários à capacidade instalada do campo quando entrarem em operação.

Esse movimento faz parte de uma expansão mais ampla da produção brasileira em águas profundas e ultraprofundas. Além disso, projetos de grande porte continuam avançando em outras regiões produtoras.

O CPG também mostrou que a indústria internacional de petróleo e gás mantém grandes projetos em desenvolvimento, como o Papua LNG de US$ 14,5 bilhões e capacidade prevista de 5,6 milhões de toneladas de GNL por ano, evidenciando a escala dos investimentos globais no setor.

No Brasil, entretanto, os números de julho mostram uma evolução já concreta. A União recebeu uma parcela equivalente a 328 mil barris de petróleo por dia, enquanto a produção completa dos contratos de partilha atingiu 1,84 milhão de barris diariamente.

Ao mesmo tempo, o avanço de Sépia, a entrada de um novo poço na P-79 em Búzios e a recuperação do Rota 3 ajudaram a elevar tanto a produção de petróleo quanto o escoamento de gás. Dessa forma, o pré-sal continua ampliando seu peso dentro da produção energética brasileira.

Para mais informações, acesse o BOLETIM MENSAL.

Fonte

PPSA


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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