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Petrolíferas americanas passaram a seguir urubus por conselho de um ornitólogo nos anos 1960, as aves passam o dia sobrevoando os gasodutos atraídas pelo cheiro artificial do gás, e as equipes acham vazamentos escondidos só olhando onde o bando circula baixo

Petrolíferas americanas passaram a seguir urubus por conselho de um ornitólogo nos anos 1960, as aves passam o dia sobrevoando os gasodutos atraídas pelo cheiro artificial do gás, e as equipes acham vazamentos escondidos só olhando onde o bando circula baixo

4 min de leitura

Petrolíferas americanas passaram a seguir urubus por conselho de um ornitólogo nos anos 1960, as aves passam o dia sobrevoando os gasodutos atraídas pelo cheiro artificial do gás, e as equipes acham vazamentos escondidos só olhando onde o bando circula baixo

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 11/09/2026 às 11:40

Petróleo e Gás

Canal

Kenneth Stager provou que urubus-de-cabeça-vermelha acham carniça pelo olfato após um funcionário da Union Oil relatar aves reunidas em vazamentos de gasodutos.

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No fim dos anos 1950, o ornitólogo Kenneth Stager decidiu testar se urubus-de-cabeça-vermelha acham carniça pelo olfato e confirmou, após um funcionário da Union Oil relatar bandos reunidos nos vazamentos dos gasodutos. O gás recebe etil mercaptano, substância do cheiro da carniça que as aves detectam em partes por trilhão.

Urubus-de-cabeça-vermelha se reuniam nos pontos dos gasodutos onde havia vazamento de gás, e a observação de um funcionário da Union Oil ajudou o ornitólogo Kenneth Stager a resolver uma dúvida de décadas: essas aves acham carniça pela visão ou pelo olfato? O elo entre as duas coisas é o etil mercaptano, ingrediente fundamental do odor da carniça e a mesma substância que as empresas adicionavam ao gás natural, sem cheiro próprio, para detectar vazamentos.

A história foi contada no episódio “Urubus-de-cabeça-vermelha e gasodutos” do podcast BirdNote Daily, publicado em 30 de janeiro de 2023, escrito por Bob Sundstrom e narrado por Mary McCann. Segundo o programa, a resposta definitiva veio de um experimento de campo de Stager com uma máquina emissora de mercaptano.

Cientistas debatiam havia décadas se urubus acham carniça pela visão ou pelo olfato

Kenneth Stager provou que urubus-de-cabeça-vermelha acham carniça pelo olfato após um funcionário da Union Oil relatar aves reunidas em vazamentos de gasodutos.

No fim da década de 1950, o cientista e ornitólogo Kenneth Stager decidiu responder de uma vez a uma pergunta debatida havia décadas: os urubus detectam carniça pela visão ou pelo olfato? A questão vinha sendo discutida por muito tempo sem resposta definitiva, segundo o BirdNote.

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Paulo Nogueira

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Funcionário da Union Oil relatou urubus reunidos nos pontos de vazamento dos gasodutos

Conta-se que a grande descoberta de Stager começou com um relato de um funcionário da Union Oil. O trabalhador contou ao ornitólogo que urubus se reuniam nos pontos ao longo dos gasodutos onde ocorriam vazamentos de gás.

Etil mercaptano é ingrediente do cheiro da carniça e aditivo do gás natural

A explicação está no etil mercaptano, ingrediente fundamental do odor da carniça. A mesma substância era adicionada pelas empresas ao gás natural, que não tem cheiro, justamente para que os vazamentos pudessem ser percebidos pelo olfato.

Aves detectam o odor em concentrações de algumas partes por trilhão

Kenneth Stager provou que urubus-de-cabeça-vermelha acham carniça pelo olfato após um funcionário da Union Oil relatar aves reunidas em vazamentos de gasodutos.

Os urubus-de-cabeça-vermelha têm um dos olfatos mais aguçados da natureza, segundo o programa. Eles conseguem detectar o odor do mercaptano no ar em concentrações de até algumas partes por trilhão.

Stager levou uma máquina emissora de mercaptano ao campo

Stager montou uma máquina emissora de mercaptano, levou o equipamento para o campo e registrou os resultados, de acordo com o BirdNote. O teste reproduziu, longe dos gasodutos, o odor que o funcionário da Union Oil associara à concentração das aves.

Experimento provou que urubus encontram presas pelo cheiro

O resultado, segundo o programa, provou definitivamente que os urubus conseguem encontrar suas presas pelo cheiro. A conclusão que vale hoje é que as aves identificam carniça tanto pela visão quanto pelo olfato.

Episódio do BirdNote foi escrito por Bob Sundstrom e narrado por Mary McCann

O episódio foi oferecido pela Fundação Bobolink, com produção de John Kessler e produção executiva de Dominic Black. Os sons de pássaros vieram da Biblioteca Macaulay de Sons Naturais do Laboratório de Ornitologia de Cornell, em Ithaca, Nova York, e os efeitos sonoros foram gravados por Gordon Hempton, da QuietPlanet.com.

A música tema foi composta e interpretada por Nancy Rumbel e John Kessler. O texto, com direitos de 2015 da Tune In to Nature.org, teve versões em junho de 2017, em 2019 e em janeiro de 2023.

Hoje existem métodos mais sofisticados para detectar vazamentos em dutos

Atualmente existem métodos mais sofisticados para detectar vazamentos em dutos, lembra o BirdNote. Ainda assim, o programa sugere que, de vez em quando, um trabalhador atento pode olhar para o céu à procura de silhuetas circulando lentamente contra o azul.

Na sua opinião, observar o comportamento de animais como os urubus ainda tem lugar ao lado da tecnologia na inspeção de gasodutos, ou isso ficou no passado? Deixe sua opinião nos comentários.

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urubus-de-cabeça-vermelha


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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