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Piloto faz pouso forçado após avião perder potência, escapa antes de a aeronave pegar fogo e passa 36 dias sozinho na floresta amazônica, sobrevivendo com ovos de aves, frutas e água; mesmo depois de as buscas serem encerradas, continua caminhando pela mata até encontrar coletores de castanha e finalmente conseguir pedir ajuda

Piloto faz pouso forçado após avião perder potência, escapa antes de a aeronave pegar fogo e passa 36 dias sozinho na floresta amazônica, sobrevivendo com ovos de aves, frutas e água; mesmo depois de as buscas serem encerradas, continua caminhando pela mata até encontrar coletores de castanha e finalmente conseguir pedir ajuda

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Piloto faz pouso forçado após avião perder potência, escapa antes de a aeronave pegar fogo e passa 36 dias sozinho na floresta amazônica, sobrevivendo com ovos de aves, frutas e água; mesmo depois de as buscas serem encerradas, continua caminhando pela mata até encontrar coletores de castanha e finalmente conseguir pedir ajuda

Escrito por Carla Teles

Publicado em 10/09/2026 às 21:24

Atualizado em 10/09/2026 às 21:25

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O piloto faz pouso forçado após pane no avião, sobrevive na floresta amazônica por 36 dias e encontra coletores antes do resgate.

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Antônio Sena desapareceu em 28 de janeiro de 2021 após decolar de Alenquer, no Pará. O piloto realizou pouso forçado, saiu antes do incêndio e permaneceu 36 dias na mata, buscando água, ovos de aves e frutas, até localizar uma trilha usada por coletores de castanha e finalmente conseguir ajuda.

O piloto Antônio Sena desapareceu em 28 de janeiro de 2021 durante um voo que havia partido de Alenquer com destino à comunidade Califórnia, na região do Baixo Amazonas, no Pará. A aeronave parou de funcionar durante o trajeto, obrigando-o a procurar em poucos instantes um lugar onde pudesse tentar um pouso forçado em plena floresta.

Sena conseguiu colocar o avião no solo e sair do cockpit antes que a aeronave pegasse fogo. O acidente, porém, seria apenas o começo. Sem comunicação e cercado pela mata, ele passaria 36 dias tentando encontrar água, alimento e uma saída, enquanto as buscas aéreas iniciadas pela Força Aérea Brasileira acabariam encerradas sem localizar qualquer vestígio.

Avião parou de funcionar durante voo que havia partido de Alenquer

Imagem: Divulgação

O voo começou em Alenquer e tinha como destino a comunidade Califórnia. Durante o percurso, Sena percebeu que a aeronave havia parado de funcionar. Em relato concedido após o resgate e reproduzido pelo UOL em março de 2021, ele explicou que ainda tentou fazer o avião voltar a operar, mas não conseguiu.

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Com serras pela frente e pouco tempo para decidir, o piloto começou a procurar uma área onde fosse possível descer. A prioridade naquele momento deixou de ser completar o trajeto e passou a ser encontrar, entre árvores e relevo irregular, um ponto que oferecesse alguma possibilidade de sobrevivência ao impacto.

Sena encontrou um vale entre duas serras e começou a desviar das árvores maiores durante a aproximação. A manobra precisava ser feita com a aeronave já sem funcionamento normal e sem a possibilidade de escolher uma pista preparada.

O pouso terminou dentro da vegetação. Segundo seu relato, o avião atingiu açaizeiros e entrou de frente em um igarapé. Mesmo depois de conseguir chegar ao chão, o piloto ainda precisava sair rapidamente da aeronave e se afastar do local.

Piloto saiu do cockpit e retirou o que conseguiu antes do incêndio

Logo após o impacto, Sena deixou o cockpit. Em meio à rapidez daqueles primeiros minutos, viu sua mochila próxima e conseguiu recuperar alguns objetos que poderiam ajudá-lo na mata.

Entre os itens estavam a mochila, um saco com pão e uma corda. Havia também grande quantidade de combustível na aeronave, o que aumentava o risco de permanecer próximo ao avião. Sena recolheu o que conseguiu e se afastou antes que o cenário mudasse novamente.

Pouco tempo depois, a aeronave começou a pegar fogo. Parte do avião foi consumida pelas chamas, eliminando qualquer possibilidade de voltar a utilizá-lo como meio de transporte e deixando o piloto definitivamente isolado na floresta.

Ainda assim, ele havia conseguido sair vivo do acidente e preservar alguns recursos. O próximo desafio seria descobrir se alguém conseguiria localizar a área da queda.

GPS marcou localização do acidente e Sena permaneceu uma semana no local

Antes de começar a se deslocar pela mata, Antônio Sena registrou pelo GPS a posição onde o avião havia caído. Nos primeiros dias, permaneceu nas proximidades do ponto do acidente, esperando que as equipes de busca pudessem encontrá-lo.

Ele contou que ficou aproximadamente uma semana naquela região. Durante esse período, chegou a ouvir aeronaves passando, mas elas estavam distantes. O som indicava que havia procura acontecendo no céu, sem que isso significasse que os tripulantes tivessem conseguido identificar o piloto ou os destroços.

Essa espera tinha uma lógica evidente: sair do ponto onde o avião havia caído também significava se afastar do local que, em princípio, seria uma referência para as equipes envolvidas na operação.

Mas os dias passaram sem contato. Enquanto Sena aguardava na floresta, a mobilização oficial seguia tentando encontrar algum sinal do desaparecimento.

FAB procurou avião durante cinco dias, mas encerrou as buscas sem encontrar vestígios

A Força Aérea Brasileira iniciou a procura logo depois do desaparecimento, em 28 de janeiro. Segundo o UOL, as buscas duraram cinco dias e terminaram sem que fossem localizados o avião ou o piloto.

O fim dessa operação criou uma situação que Sena não tinha como acompanhar em tempo real na mata. Enquanto permanecia isolado, as equipes já haviam encerrado a fase de procura sem saber que ele estava vivo.

A dificuldade de localização fica evidente pelo próprio relato de Sena: embora tenha ouvido aviões durante a primeira semana, nenhuma aeronave teria passado suficientemente perto para estabelecer contato ou identificá-lo.

A partir dali, permanecer parado indefinidamente também significava depender de uma possibilidade de resgate que não se concretizava. A sobrevivência passou cada vez mais a depender das decisões tomadas pelo próprio piloto dentro da floresta.

Água virou prioridade antes mesmo da busca por alimento

Imagem: Divulgação

Depois do acidente, Sena estabeleceu duas necessidades básicas como prioridades: encontrar água e conseguir alguma coisa para comer. O piloto contou ao programa Fantástico que orientou sua rotina diária em torno dessas duas buscas.

A água vinha primeiro. Sem saber por quanto tempo permaneceria na mata, ele precisava localizar fontes durante o deslocamento e preservar energia para continuar procurando uma saída.

A comida também se tornou um problema constante. O saco de pão retirado da aeronave poderia ajudar apenas no início, enquanto a permanência por várias semanas exigiria outras fontes de alimento encontradas dentro da própria floresta.

Foi então que Sena passou a consumir o que conseguia localizar pelo caminho. O cardápio improvisado incluiu frutas e ovos de aves, recursos que ajudaram a mantê-lo durante o período de isolamento.

Ovos de aves e frutas passaram a fazer parte da rotina de sobrevivência

Sem suprimentos suficientes para várias semanas, o piloto precisou adaptar a alimentação ao que encontrava na floresta. Ovos de aves e frutas estão entre os itens mencionados por Sena depois do resgate.

A procura por comida não era uma tarefa separada do deslocamento. Encontrar alimento e água fazia parte do mesmo esforço diário para continuar vivo e avançar pela mata, sem saber exatamente quando apareceria uma oportunidade de contato com outras pessoas.

Não havia garantia de que o próximo dia traria comida ou de que uma rota levaria a algum lugar habitado. Por isso, o ritmo de caminhada também precisava considerar a necessidade de preservar forças.

O episódio se estendeu por mais de um mês. Cada novo dia aumentava a distância temporal entre o acidente e uma eventual descoberta, enquanto Sena continuava seguindo pela floresta.

Piloto caminhava da manhã até parte da tarde e depois parava para descansar

Antônio Sena relatou que estabeleceu uma rotina para atravessar a mata. Ele começava a caminhar pela manhã e seguia até aproximadamente o meio da tarde, quando interrompia o deslocamento para descansar.

A estratégia dividia os dias entre movimento, procura por recursos e recuperação física. Em uma floresta extensa, sem estrada definida para seguir, cada avanço dependia também de reconhecer alguma indicação de presença humana.

O piloto continuou fazendo isso mesmo sem saber que as buscas oficiais já haviam terminado. A possibilidade de encontrar alguém, alguma trilha ou qualquer sinal de atividade humana passou a ser o caminho para deixar a região.

Além das necessidades físicas, Sena contou posteriormente que pensar nos familiares teve importância durante o isolamento. A vontade de reencontrar pais e irmãos permaneceu como uma referência enquanto os dias se acumulavam na mata.

Depois de semanas na floresta, um objeto branco mudou o rumo da caminhada

Após semanas de deslocamento, Sena caminhava pela mata quando avistou algo branco. Em vez de seguir adiante, aproximou-se para entender o que havia encontrado.

Sob uma lona, identificou um paneiro com castanhas e ferramentas utilizadas na abertura dos ouriços. Depois de tantos dias encontrando apenas elementos naturais da floresta, aqueles objetos indicavam que pessoas haviam passado por ali.

O achado oferecia algo que até então faltava: uma pista concreta de atividade humana. Se havia castanhas reunidas, ferramentas e uma lona naquele ponto, era provável que trabalhadores estivessem circulando pela região.

Sena passou então a procurar o caminho usado por essas pessoas. A atenção deixou de estar apenas em avançar pela floresta e passou a se concentrar em seguir os sinais deixados pelos coletores.

Trilha dos coletores de castanha levou ao primeiro contato depois de 36 dias

A partir dos objetos encontrados, o piloto identificou uma trilha e começou a segui-la. O caminho finalmente o levou até os homens que trabalhavam com a coleta de castanha na região.

Foi esse encontro que encerrou 36 dias de isolamento na floresta. Pela primeira vez desde o acidente, Sena estava diante de pessoas capazes de comunicar que ele havia sobrevivido e precisava ser retirado daquele ponto.

Segundo a reportagem do UOL publicada em 7 de março de 2021, o encontro com os coletores ocorreu no fim daquele período de sobrevivência. A localização do piloto estava em uma área de mata entre os municípios paraenses de Alenquer e Almeirim.

O desaparecimento que havia terminado, para as equipes de busca, sem qualquer vestígio do avião ou de seu ocupante ganhou então um desfecho completamente diferente. Sena estava vivo.

Dois aviões e um helicóptero participaram da operação de resgate

Depois que o piloto conseguiu encontrar os coletores e pedir ajuda, começou a etapa necessária para retirá-lo da região. Conforme informação do governo do Pará reproduzida pelo UOL, dois aviões e um helicóptero foram utilizados no resgate de Antônio Sena.

A operação encerrou uma sequência iniciada mais de um mês antes, com a decolagem em Alenquer. Entre um ponto e outro houve a pane da aeronave, o pouso forçado, o incêndio e semanas de caminhada.

Sena foi encontrado vivo depois de 36 dias na mata. A notícia colocou fim à incerteza sobre o destino do piloto, cujo desaparecimento havia mobilizado inicialmente a Força Aérea Brasileira.

O resgate também revelou algo que as buscas encerradas dias depois do acidente não haviam conseguido demonstrar: ele havia sobrevivido à queda e permanecido todo aquele período tentando encontrar uma saída por conta própria.

Acidente, espera e caminhada formaram três etapas diferentes da sobrevivência

A trajetória de Sena dentro da Amazônia pode ser dividida em momentos muito diferentes. O primeiro foi imediato: controlar a aeronave sem funcionamento normal, encontrar um vale, realizar o pouso e conseguir sair antes do incêndio.

Depois veio a espera. O piloto marcou a posição pelo GPS e permaneceu aproximadamente uma semana na região do acidente, ouvindo aeronaves à distância e esperando que alguém chegasse até ele.

A terceira etapa foi marcada pelo deslocamento. Sem o resgate chegar ao ponto onde estava, Sena passou a caminhar pela floresta, buscar água, procurar comida e tentar encontrar sinais de outras pessoas.

Foi justamente durante essa caminhada que o paneiro de castanhas e as ferramentas apareceram. Aqueles objetos deram origem à pista que faltava e levaram ao encontro com os coletores.

36 dias terminaram quando sinais de trabalho humano apareceram na floresta

No começo, Antônio Sena tinha diante de si uma emergência aérea. Depois do pouso, o problema passou a ser outro: sobreviver tempo suficiente para voltar a ter contato com alguém.

Durante 36 dias, o piloto precisou administrar água, alimentação, deslocamento e descanso. Ovos de aves e frutas ajudaram a compor a alimentação, enquanto a caminhada diária mantinha aberta a possibilidade de encontrar uma rota para fora da área isolada.

O desfecho não veio de uma aeronave que identificou os destroços durante as buscas iniciais. Veio quando Sena percebeu um pequeno sinal no meio da mata, encontrou materiais usados por coletores de castanha e decidiu seguir a trilha.

Do avião em chamas ao encontro com os trabalhadores, a história reuniu acidente aéreo, operação de busca e uma longa tentativa individual de sair da floresta. Na sua opinião, qual foi o momento mais decisivo para a sobrevivência do piloto: conseguir pousar, encontrar água e alimento ou reconhecer os sinais deixados pelos coletores de castanha? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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