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Pinguins no Chile ganham coletes de cobre feitos sob medida para proteger feridas, acelerar a recuperação e permitir que voltem a nadar durante o tratamento
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 08/09/2026 às 12:21
Atualizado em 08/09/2026 às 12:47
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Pinguins-de-Humboldt feridos no Chile usam coletes com fibras de cobre e zinco para acelerar a cicatrização e impedir que as aves bicuam os próprios machucados durante a reabilitação.
As peças de cor vermelha foram desenvolvidas a partir de medidas tiradas de animais no Buin Zoo, parque localizado nos arredores de Santiago. A técnica usada nos pinquins baseou-se em testes prévios realizados em cães e gatos.
Proteção e cicatrização com coletes com fibras de cobre nos pinquins
Os tecidos funcionam como uma barreira física que impede as aves de torcer o pescoço, bicar ferimentos ou arrancar pontos. A vestimenta mantém o material em contato direto com a pele lesionada dos pinguins.
O cobre e o zinco integrados às microfibras inibem o crescimento de fungos e bactérias, além disso, o zinco atua estimulando a formação de novos vasos sanguíneos, processo que acelera a recuperação tecidual.
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Primeiros resultados no tratamento de feridas
Os animais chegam a clínicas de reabilitação com cortes causados por hélices de embarcações, redes de pesca ou debilitados por falta de alimento. As vestimentas visam proteger essas lesões ao longo de todo o tratamento.
A organização Conservación Humboldt, que reabilita animais marinhos no norte chileno, informou que os primeiros testes indicam boa tolerância das aves ao vestuário. O veterinário Tomás Pino relatou melhora nas feridas de um dia para o outro.
Queda populacional e impacto do El Niño
A intervenção médica ocorre em um cenário de vulnerabilidade para o pinguim-de-Humboldt. O Chile concentra a maior população da espécie, mas levantamentos em colônias reprodutivas apontaram queda de 63% nos ninhos ativos entre 2024 e 2025.
As ameaças incluem emaranhamento em redes pesqueiras, poluição por plástico, surtos de doenças e disputa por alimento com a pesca. O aquecimento das águas pelo El Niño também dificulta a localização dos peixes de águas frias.
Com a escassez de alimento, os pais percorrem distâncias maiores e podem abandonar os ninhos. O diretor do Buin Zoo, Ignacio Idalsoaga, afirmou que o cenário deve gerar filhotes abandonados e feridos, que poderão utilizar as roupas.
Fonte: Revista Galileu
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

