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Pix pode ganhar sua primeira conexão internacional após Banco Central e Banco Central Europeu iniciarem estudos para integrar o sistema brasileiro ao TIPS, plataforma de pagamentos instantâneos da Europa, enquanto equipes técnicas avaliam a viabilidade de um projeto-piloto que poderá começar em 2028

Pix pode ganhar sua primeira conexão internacional após Banco Central e Banco Central Europeu iniciarem estudos para integrar o sistema brasileiro ao TIPS, plataforma de pagamentos instantâneos da Europa, enquanto equipes técnicas avaliam a viabilidade de um projeto-piloto que poderá começar em 2028

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Pix pode ganhar sua primeira conexão internacional após Banco Central e Banco Central Europeu iniciarem estudos para integrar o sistema brasileiro ao TIPS, plataforma de pagamentos instantâneos da Europa, enquanto equipes técnicas avaliam a viabilidade de um projeto-piloto que poderá começar em 2028

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 04/09/2026 às 09:18

Atualizado em 04/09/2026 às 09:50

Economia

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anco Central e BCE estudam integrar o Pix ao TIPS, sistema europeu de pagamentos instantâneos, em projeto que poderá marcar a primeira conexão internacional do Pix e ter piloto a partir de 2028.

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Banco Central do Brasil e BCE estudam conectar o Pix ao TIPS, sistema europeu de pagamentos instantâneos. A iniciativa poderá representar a primeira expansão transfronteiriça do Pix. Equipes técnicas avaliam a viabilidade da interconexão e, se o projeto avançar conforme o planejado, um piloto inicial poderá ser lançado em 2028.

O Banco Central do Brasil e o Banco Central Europeu começaram a analisar uma possível integração entre o Pix e o TARGET Instant Payment Settlement, o TIPS, plataforma europeia de pagamentos instantâneos. Caso a iniciativa avance, a conexão poderá representar a primeira expansão transfronteiriça do sistema brasileiro.

Segundo reportagem da Reuters, publicada em 3 de setembro de 2026, duas pessoas com conhecimento direto das discussões afirmaram que equipes técnicas dos dois lados estão avaliando se a interconexão é viável. As fontes falaram sob condição de anonimato, e uma delas afirmou que um projeto-piloto poderá ser lançado em 2028 se os trabalhos avançarem conforme o planejado.

BC e BCE ainda estão na fase de avaliação técnica

anco Central e BCE estudam integrar o Pix ao TIPS, sistema europeu de pagamentos instantâneos, em projeto que poderá marcar a primeira conexão internacional do Pix e ter piloto a partir de 2028.

A integração entre Pix e TIPS ainda não foi definida nem anunciada como projeto fechado.

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As discussões refletem, segundo as fontes ouvidas pela Reuters, a disposição das equipes técnicas do Banco Central e do BCE de estudar a viabilidade de uma conexão entre os dois sistemas.

Projeto-piloto poderá começar em 2028

Uma das fontes indicou uma possível janela para a próxima etapa.

Segundo essa pessoa, um projeto-piloto poderá ser lançado em 2028, desde que a iniciativa continue avançando conforme o planejamento.

A data, portanto, não representa um cronograma definitivo.

TIPS é a plataforma instantânea do Banco Central Europeu

A conexão em estudo envolve o TARGET Instant Payment Settlement, o TIPS.

A plataforma pertence à infraestrutura europeia de pagamentos instantâneos e aparece como o sistema que poderia ser interligado ao Pix em uma futura operação transfronteiriça.

BCE confirmou investigação preliminar sobre a conexão

O Banco Central Europeu confirmou oficialmente que existe uma análise em andamento.

Em comunicado à Reuters, o BCE informou que conduz uma investigação preliminar para explorar a possibilidade de interconectar o TIPS e o Pix.

Pix já havia sido citado pelo BCE em junho

A possibilidade de conexão não surgiu apenas nas conversas relatadas em setembro.

Em junho, o BCE já havia identificado o Pix como um “corredor de moeda em fase de exploração” para o TIPS, sinalizando interesse técnico anterior no sistema brasileiro.

Banco Central brasileiro preferiu não comentar

A Reuters procurou o Banco Central do Brasil para comentar as discussões.

O BC se recusou a comentar, segundo a reportagem.

As informações sobre a possível conexão, portanto, vieram das fontes conhecedoras do assunto e da confirmação do BCE sobre a investigação preliminar.

Folha de S.Paulo noticiou discussões primeiro

As conversas entre as duas instituições foram inicialmente divulgadas pela Folha de S.Paulo na manhã daquela quinta-feira.

Posteriormente, a Reuters confirmou a existência das discussões com duas fontes que afirmaram ter conhecimento direto da iniciativa.

Conexão poderá marcar primeira expansão internacional do Pix

O sistema brasileiro funciona atualmente como uma infraestrutura nacional de pagamentos instantâneos.

Se a conexão com o TIPS for efetivamente implementada, a iniciativa poderá representar a primeira expansão transfronteiriça do Pix, segundo a Reuters.

Esse cenário, porém, ainda depende da análise de viabilidade e das etapas futuras do projeto.

Pix domina pagamentos no mercado brasileiro

Desde sua criação, o Pix ganhou participação relevante no sistema de pagamentos do país.

Segundo a reportagem, a plataforma já domina os pagamentos no Brasil e oferece custos de transação significativamente menores para comerciantes em comparação com partes da estrutura tradicional de cartões.

Sistema foi lançado no fim de 2020

O Pix entrou em operação no final de 2020.

Desde então, transformou o mercado brasileiro de pagamentos, ampliando o acesso de dezenas de milhões de pessoas ao sistema financeiro e modificando a participação de diferentes meios de pagamento.

Cartões de débito e crédito perderam participação

A expansão do Pix também atingiu a utilização dos cartões.

Segundo a Reuters, o crescimento do sistema reduziu a participação de cartões de débito e crédito, afetando redes globais como Mastercard e Visa.

Banco Central já estuda conexões com sistemas estrangeiros

O interesse europeu faz parte de um movimento mais amplo observado no Brasil.

No mês anterior à publicação da reportagem, o Banco Central havia informado que estava avaliando ligações entre o Pix e sistemas de pagamento semelhantes existentes no exterior.

O anúncio indicava um avanço mais concreto das discussões sobre integração internacional.

BC assinou acordos com 65 contrapartes estrangeiras

O Banco Central também ampliou o intercâmbio institucional relacionado ao sistema.

Segundo a Reuters, o BC já assinou acordos de compartilhamento de informações sobre o Pix com 65 contrapartes estrangeiras.

Esses entendimentos não significam, por si só, que existam 65 integrações internacionais em desenvolvimento.

Tensão com Washington também aparece no contexto

A expansão internacional do Pix ocorre em meio a discussões entre Brasília e Washington.

Segundo a reportagem, o sistema tornou-se um ponto de atrito porque o governo Trump busca proteger empresas americanas diante da crescente adoção do modelo brasileiro e de sistemas semelhantes em outros países.

Pix foi citado pelos EUA entre “práticas desleais”

A Reuters informou que o Pix apareceu entre as chamadas “práticas desleais” citadas pelos Estados Unidos para justificar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros em julho.

A referência integra um contexto mais amplo de disputas econômicas e comerciais entre os dois países.

Discussões também ocorrem em meio ao debate sobre o dólar

O movimento de integração internacional acontece enquanto grandes economias emergentes discutem maneiras de diminuir a dependência do dólar norte-americano.

Segundo a Reuters, o avanço de conversas sobre conexões do Pix com sistemas estrangeiros aumentou o desconforto em Washington nesse ambiente.

Integração com TIPS ainda depende de comprovação de viabilidade

A possível conexão entre o Pix e o TIPS permanece em estágio preliminar.

O BCE confirma a investigação, fontes apontam que equipes técnicas dos dois bancos centrais estão avaliando a interconexão e uma delas considera possível um projeto-piloto em 2028, mas nenhuma integração foi oficialmente aprovada ou colocada em operação.

Na sua opinião, uma conexão entre o Pix e o sistema europeu de pagamentos instantâneos teria maior impacto para turistas, empresas ou brasileiros que enviam e recebem recursos do exterior? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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