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Plano Macro estreia na ROG.e 2026 com programas que revelam como a indústria de petróleo e gás monitora impactos ambientais e transformações nos territórios costeiros
Escrito por Corporativo
Publicado em 17/09/2026 às 16:24
Atualizado em 17/09/2026 às 16:25
Petróleo e Gás
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Iniciativa levará ao Riocentro soluções de comunicação, planejamento público, caracterização de trabalhadores e integração de dados sobre os efeitos das operações offshore nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo
O Plano Macrorregional de Gestão de Impactos Sinérgicos das Atividades Marítimas de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural, conhecido como Plano Macro, fará sua estreia na ROG.e 2026.
A iniciativa apresentará programas desenvolvidos para aprimorar o licenciamento ambiental federal e a gestão dos impactos socioambientais provocados pelas atividades offshore. As ações abrangem as bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.
Promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a ROG.e será realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento reunirá empresas, especialistas, autoridades e representantes de diferentes segmentos da cadeia energética.
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Durante a programação, coordenadores do Plano Macro mostrarão como dados, metodologias participativas e ferramentas digitais podem ampliar o conhecimento sobre as transformações provocadas pela indústria de petróleo e gás.
Plano Macro mostrará como informação e participação pública podem reduzir impactos socioambientais da indústria offshore
A participação do Plano Macro começa no dia 21, com apresentações dedicadas à comunicação, ao planejamento de políticas públicas e à caracterização dos profissionais ligados à indústria.
Bryan Araujo, representante do Programa Macrorregional de Comunicação Social (PMCS), discutirá o direito público à informação. O debate abordará o papel da comunicação na mitigação dos impactos socioambientais relacionados às operações de petróleo e gás.
A comunicação representa uma etapa relevante do licenciamento ambiental. Afinal, moradores, trabalhadores e gestores públicos precisam compreender como os empreendimentos podem afetar seus territórios, serviços públicos e atividades econômicas.
Também no dia 21, Sandra Miscali, do Programa Macrorregional de Apoio ao Planejamento Participativo de Políticas Públicas (Planeja+), apresentará metodologias destinadas ao fortalecimento da governança socioambiental.
A proposta busca apoiar a participação de diferentes grupos na elaboração de políticas públicas. Desse modo, municípios e comunidades podem analisar os efeitos da indústria offshore com informações mais organizadas e instrumentos de planejamento adequados.
Na mesma data, Eliza Barbosa, do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST), abordará o perfil dos profissionais da indústria na área atendida pelo Plano Macro.
Essa caracterização permite compreender onde os trabalhadores vivem, como se deslocam e quais serviços públicos utilizam. Além disso, os dados ajudam a identificar mudanças sociais e econômicas associadas à presença da indústria.
Inovação será apresentada como caminho para integrar dados e compreender efeitos que ultrapassam os limites municipais
No dia 23, a programação receberá Kamila Louzada Rangel, coordenadora executiva do Projeto de Implementação dos Instrumentos Técnicos de Integração Metodológica (ITIMs).
A especialista falará sobre a busca por inovação na gestão dos impactos da cadeia de petróleo e gás. O trabalho procura integrar metodologias e informações produzidas por diferentes programas.
Essa análise integrada ganha importância porque os impactos das atividades offshore não ficam restritos a um único empreendimento. Eles podem se acumular ao longo do tempo e atingir simultaneamente vários municípios e grupos sociais.
Segundo Kamila Louzada Rangel, a produção conjunta de conhecimento permite compreender de maneira mais ampla as transformações territoriais decorrentes das operações no mar.
Essas mudanças incluem efeitos sobre o orçamento dos municípios confrontantes e consequências ligadas à instalação, ampliação ou descomissionamento de unidades de produção.
O levantamento também considera estruturas que sustentam a atividade offshore, como portos, aeroportos, dutos e outras bases operacionais. Portanto, a análise ultrapassa a área marítima e alcança diferentes pontos da infraestrutura terrestre.
Portos, aeroportos, aeronaves e embarcações entram no mapa dos impactos provocados pelas operações de petróleo e gás
No dia 24, Thalita Furtado apresentará resultados relacionados ao Programa Macrorregional de Caracterização do Tráfego de Aeronaves e de Embarcações (PMCTA e PMCTE).
A exposição mostrará como a indústria utiliza bases aeroportuárias e portuárias nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Essas estruturas são essenciais para transportar trabalhadores, equipamentos e suprimentos até as unidades marítimas.
O aumento ou a redução dessas operações pode gerar consequências para aeroportos, portos, rodovias e municípios próximos. Por isso, conhecer os fluxos de aeronaves e embarcações ajuda a avaliar pressões sobre a infraestrutura regional.
A caracterização também permite observar como as operações se distribuem pelo território. Com isso, gestores e pesquisadores conseguem identificar áreas mais influenciadas pela cadeia offshore e acompanhar mudanças ao longo dos anos.
Banco de Dados Socioeconômicos promete transformar informações dispersas em ferramenta para decisões ambientais
Um dos principais destaques da estreia será o Banco de Dados Socioeconômicos (BDS), apresentado por Moises Fernandes como instrumento de transformação digital na gestão socioambiental.
A plataforma reúne e integra dados e indicadores produzidos pelos programas de Caracterização do Plano Macro. Assim, informações antes analisadas separadamente passam a formar uma base comum.
O banco sustenta estudos sobre os territórios afetados pelas atividades de produção e escoamento de petróleo e gás. Além disso, pode facilitar comparações entre municípios e apoiar a identificação de impactos cumulativos e sinérgicos.
Ao reunir diferentes indicadores, o BDS oferece uma visão mais ampla das áreas atingidas pelas operações. Essa integração pode apoiar o planejamento público e melhorar a qualidade das análises usadas na gestão ambiental.
A estreia do Plano Macro na ROG.e também aproxima o conhecimento produzido no licenciamento ambiental de empresas, pesquisadores e representantes do poder público.
ROG.e 2026 espera reunir milhares de participantes para discutir o futuro da energia no Brasil
A ROG.e 2026 combina congresso, feira de negócios, atrações culturais e eventos paralelos relacionados à cadeia de energia.
A programação inclui debates sobre transição energética, descarbonização, inovação e novos caminhos para o setor. A expectativa da organização é receber cerca de 75 mil participantes e 650 empresas expositoras durante os quatro dias do evento.
Nesse ambiente, o Plano Macro pretende mostrar que a expansão energética também exige acompanhamento dos efeitos sociais, econômicos e ambientais causados pelas operações.
O desafio envolve transformar grandes volumes de dados em decisões capazes de antecipar riscos, apoiar políticas públicas e proteger os territórios costeiros.
Você acredita que ferramentas como o Banco de Dados Socioeconômicos podem tornar o licenciamento ambiental da indústria offshore mais transparente e eficiente?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Corporativo.

