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Por menos de R$ 68 mil, Renault Duster Dakar 2.0 4×4 entrega 148 cv, porta-malas gigante de 475 litros, tração integral e até 11,4 km/L para quem ainda quer um “SUV raiz de verdade”
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 07/09/2026 às 23:48
Atualizado em 07/09/2026 às 23:52
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Renault Duster Dakar II 2.0 4×4 2018 custa R$ 67,9 mil na Fipe, tem 148 cv, câmbio manual de 6 marchas e tração integral.
A Renault Duster Dakar II 2.0 4×4 manual 2018 custa R$ 67.947 na Tabela Fipe de setembro de 2026, colocando um SUV com motor aspirado de até 148 cv, câmbio manual de seis marchas e sistema de tração integral selecionável abaixo da barreira dos R$ 68 mil. A média nacional apontada pela Webmotors está ainda ligeiramente abaixo, em R$ 67.599,67, com anúncios encontrados entre R$ 60.900 e R$ 75 mil.
Segundo a Quatro Rodas, a série Dakar II foi lançada no Brasil com três configurações, sendo justamente a 2.0 4×4 manual de seis marchas a mais robusta da linha, então tabelada em R$ 87.220. Além do conjunto mecânico, ela recebeu identidade visual inspirada no Rally Dakar, central multimídia, câmera de ré, piloto automático e elementos exclusivos de acabamento.
Duster Dakar II 4×4 cai para R$ 67.947 na Fipe
O valor atual altera completamente o posicionamento do modelo. Em setembro de 2026, a referência Fipe da Duster Dakar II 2.0 16V Hi-Flex 4WD manual 2018 é de R$ 67.947, enquanto a média nacional calculada pela Webmotors aparece em R$ 67.599,67.
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Paulo Nogueira
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A própria plataforma registra uma faixa de anúncios entre aproximadamente R$ 60,9 mil e R$ 75 mil. Isso significa que algumas unidades já aparecem pelo preço de automóveis compactos usados bem menos preparados para enfrentar estradas ruins, terrenos de baixa aderência ou trajetos rurais.
Quando foi apresentada, em abril de 2017, como parte da linha que chegaria ao mercado como modelo 2018, a configuração 2.0 4×4 custava R$ 87.220. A diferença nominal para a Fipe atual é de R$ 19.273, sem correção pela inflação.
Motor 2.0 entrega até 148 cv e 20,9 kgfm
Sob o capô está o conhecido 2.0 16V flex de quatro cilindros e 1.998 cm³. O motor desenvolve 143 cv com gasolina e até 148 cv quando abastecido com etanol, com potência máxima a 5.750 rpm.
O torque chega a aproximadamente 20,2 kgfm com gasolina e 20,9 kgfm com etanol, disponível a 4.000 rpm. É uma configuração aspirada, portanto bastante diferente dos pequenos motores turbo atuais que concentram torque em rotações muito inferiores.
A Duster 4×4 pesa aproximadamente 1.362 kg, segundo teste da Quatro Rodas. Essa relação entre massa e potência permitia desempenho suficiente para a proposta, embora o modelo nunca tenha pretendido assumir comportamento esportivo.
Em medição da publicação com gasolina, a aceleração de 0 a 100 km/h foi cumprida em 11,7 segundos. A prioridade estava muito mais na versatilidade, robustez e capacidade de enfrentar pisos difíceis do que na aceleração absoluta.
Câmbio manual de seis marchas é parte importante da receita 4×4
Enquanto outras versões da Duster Dakar II utilizavam câmbio automático ou transmissão manual mais simples, a configuração 4×4 recebeu câmbio manual de seis velocidades.
A escolha tem relação direta com a proposta do veículo. A primeira marcha relativamente curta ajuda em situações que exigem força em baixa velocidade, enquanto as demais relações permitem administrar o giro do motor durante o uso rodoviário.
Para compradores acostumados aos SUVs compactos atuais, dominados por CVTs, transmissões automatizadas ou caixas automáticas com conversor de torque, encontrar um utilitário 4×4 manual de seis marchas abaixo dos R$ 68 mil tornou-se relativamente incomum.
Essa também é uma característica que exige atenção na compra. Embreagem, acionamento do câmbio e sistema de transmissão precisam ser inspecionados, principalmente em unidades que tenham sido utilizadas com frequência em trilhas, estradas rurais ou terrenos de baixa aderência.
Sistema permite escolher entre 4×2, 4×4 automático e bloqueio
O principal diferencial mecânico do modelo está no sistema de tração. O motorista pode selecionar modos de funcionamento adequados a diferentes condições, incluindo tração dianteira, distribuição automática para as quatro rodas e bloqueio do sistema 4×4.
Em uso normal sobre asfalto seco, manter a operação em 4×2 reduz a necessidade de enviar força ao eixo traseiro. Quando o piso apresenta perda de aderência, o modo automático permite que o sistema distribua torque entre os eixos conforme a necessidade.
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Já o modo de bloqueio é destinado a situações específicas de menor velocidade nas quais é importante manter atuação dos dois eixos. Essa arquitetura coloca a Duster bem distante da enorme maioria dos SUVs compactos atuais de entrada, que utiliza exclusivamente tração dianteira.
A Quatro Rodas destacou também a geometria fora de estrada do modelo, com ângulo de entrada de 30 graus, saída de 34,5 graus, vão livre de aproximadamente 21 centímetros e ângulo de rampa de 20 graus.
Porta-malas muda na versão 4×4 por causa da transmissão traseira
A Duster dessa geração ficou conhecida pelo porta-malas de 475 litros nas versões 4×2, um dos maiores números entre os SUVs compactos de sua época. Na configuração 4×4 abordada nesta pauta, entretanto, existe uma diferença técnica importante.
A presença do sistema de tração traseira e da suspensão específica reduz o compartimento da Duster 4×4 para aproximadamente 400 litros. Portanto, os famosos 475 litros associados à família Duster correspondem às versões de tração dianteira, enquanto a Dakar II 4WD sacrifica parte dessa capacidade para acomodar o conjunto integral.
Mesmo com 400 litros, continua existindo espaço suficiente para bagagem de utilização familiar, e o banco traseiro bipartido permite aumentar a área quando nem todos os lugares estão ocupados.
A diferença mostra também o custo físico de transformar um SUV compacto em um veículo com sistema 4×4 funcional: eixo de transmissão, diferencial traseiro e suspensão independente ocupam espaço que nas versões 4×2 pode ser utilizado para ampliar o compartimento de carga.
Suspensão traseira independente diferencia a Duster 4×4
Outra particularidade aparece debaixo da carroceria. Na dianteira, a Duster utiliza suspensão independente do tipo McPherson. Na versão 4×4, a traseira adota arquitetura multibraço independente, em vez do eixo de torção empregado nas configurações de tração dianteira.
A mudança é necessária em parte pela própria arquitetura do sistema integral e também altera o comportamento do veículo sobre superfícies irregulares.
As dimensões ajudam a manter a Duster relativamente compacta. São aproximadamente 4,329 metros de comprimento, 1,822 metro de largura, 1,683 metro de altura e 2,674 metros entre os eixos.
O modelo utiliza pneus 215/65 R16 na configuração testada pela Quatro Rodas. O perfil relativamente alto favorece absorção de impactos em buracos e estradas de terra, característica coerente com a proposta mais robusta do veículo.
Consumo chegou a 11,4 km/l em teste rodoviário
Um motor 2.0 aspirado, carroceria alta e sistema 4×4 naturalmente não transformam a Duster Dakar em referência absoluta de economia. Ainda assim, os números obtidos em testes mostram que o resultado em estrada pode ser razoável para a proposta.
Em avaliação da Quatro Rodas com uma Duster 2.0 4×4 de conjunto equivalente, o modelo registrou 7,7 km/l no ciclo urbano e 11,4 km/l no rodoviário com gasolina.
Outras referências de consumo do modelo variam de acordo com metodologia, ano e condições de utilização, motivo pelo qual os 11,4 km/l devem ser entendidos como resultado de teste, não como consumo garantido em qualquer situação.
A Duster possui tanque de aproximadamente 50 litros. Utilizando os 11,4 km/l apenas como exercício teórico, isso representaria até 570 km com toda a capacidade nominal utilizada. Na prática, velocidade, relevo, pneus, combustível, carga, condições mecânicas e acionamento frequente da tração integral alteram o resultado.
Série Dakar II trouxe equipamentos e visual exclusivos
A designação Dakar II não foi apenas um adesivo colocado sobre uma Duster convencional. A Renault criou elementos visuais específicos para ligar a série à identidade aventureira da marca e ao histórico associado ao famoso rali.
Externamente, havia faixas laterais com a inscrição Dakar Spirit, logotipos específicos, capas dos retrovisores em preto e rodas de liga leve de 16 polegadas com acabamento diamantado em preto e prata.
No interior, o modelo recebeu painel em dois tons, bancos com revestimento específico e encostos de cabeça personalizados com referência ao Dakar.
A lista de equipamentos incluía ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, sensor traseiro de estacionamento, computador de bordo, faróis de neblina, piloto automático com limitador de velocidade, câmera de ré e central multimídia Media Nav com tela sensível ao toque de 7 polegadas.
Segurança mostra a idade do projeto
Embora a capacidade mecânica ainda chame atenção em 2026, a Duster Dakar II pertence a uma geração desenvolvida sob padrões de segurança diferentes dos encontrados nos SUVs novos atuais.
O modelo saiu de fábrica com airbags frontais para motorista e passageiro, freios ABS, distribuição eletrônica de frenagem e assistência em frenagens de emergência. Dependendo da configuração e do ano, também aparecem sistemas eletrônicos adicionais associados à linha 4×4.
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Ainda assim, compradores acostumados com seis airbags, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo não encontrarão esse nível de tecnologia em um projeto lançado muitos anos antes.
Esse é um dos principais contrapontos ao preço atual. A Duster oferece muita capacidade mecânica pelo dinheiro, mas quem prioriza sistemas eletrônicos modernos de assistência ao motorista pode encontrar opções mais recentes e menos preparadas para o fora de estrada.
Por R$ 68 mil, poucos SUVs combinam 148 cv, 4×4 e seis marchas
É justamente aqui que a Duster Dakar II volta a chamar atenção. A Fipe de R$ 67.947 em setembro de 2026 coloca o modelo em uma região dominada por SUVs de entrada com tração dianteira, motores menores ou versões automáticas sem qualquer pretensão fora de estrada.
A Duster oferece uma receita diferente: motor 2.0 aspirado de até 148 cv, 20,9 kgfm, câmbio manual de seis marchas, tração 4×4 selecionável, suspensão traseira independente e 21 centímetros de vão livre do solo.
Há concessões. O consumo urbano não é baixo, a cabine denuncia a idade do projeto, o pacote de segurança está distante dos automóveis atuais e a versão 4×4 reduz o porta-malas de 475 para aproximadamente 400 litros.
Em compensação, quem realmente precisa enfrentar estrada de terra, acesso rural, lama ou trechos de baixa aderência encontra capacidades que desapareceram de muitos utilitários modernos vendidos apenas com tração dianteira.
A combinação explica por que a Renault Duster Dakar II 2.0 4×4 manual 2018 permanece uma das opções mais peculiares abaixo dos R$ 70 mil: enquanto boa parte do mercado adotou SUVs cada vez mais urbanos, ela preserva motor aspirado grande, câmbio manual de seis marchas e um sistema integral que permite ao motorista escolher quando as quatro rodas precisam entrar em ação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

