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Porta-contêineres MSC Michela de 300 metros entra no canal de Itajaí-Navegantes com 11 metros de calado logo após reabertura do acesso, enfrenta correnteza forte provocada pela maré vazante e pelo excesso de chuva e precisa de quatro rebocadores para completar a manobra até a Portonave em um dos canais mais estreitos do Brasil

Porta-contêineres MSC Michela de 300 metros entra no canal de Itajaí-Navegantes com 11 metros de calado logo após reabertura do acesso, enfrenta correnteza forte provocada pela maré vazante e pelo excesso de chuva e precisa de quatro rebocadores para completar a manobra até a Portonave em um dos canais mais estreitos do Brasil

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Porta-contêineres MSC Michela de 300 metros entra no canal de Itajaí-Navegantes com 11 metros de calado logo após reabertura do acesso, enfrenta correnteza forte provocada pela maré vazante e pelo excesso de chuva e precisa de quatro rebocadores para completar a manobra até a Portonave em um dos canais mais estreitos do Brasil

Escrito por Carla Teles

Publicado em 15/09/2026 às 09:22

Atualizado em 15/09/2026 às 09:27

Logística e Transporte

Canal

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MSC Michela, porta-contêineres, entra no canal de Itajaí-Navegantes com correnteza forte e segue à Portonave após reabertura. Imagem: Reprodução/LEANDRO LS/YouTube.

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Com 300 metros de comprimento e construído em 2016, o MSC Michela avançou pelo canal de Itajaí-Navegantes no dia da reabertura do acesso, após muita chuva na região, enquanto a maré vazante intensificava a correnteza e quatro rebocadores acompanhavam a manobra até o terminal catarinense da Portonave, em Santa Catarina.

O MSC Michela, porta-contêineres de 300 metros de comprimento, entrou no canal portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, no mesmo dia em que o acesso havia sido reaberto à navegação. A embarcação seguia para atracação na Portonave em uma operação acompanhada por quatro rebocadores, sob correnteza forte e maré vazante.

Segundo o canal LEANDRO LS, no YouTube, em vídeo publicado em 14 de setembro de 2026, a chegada ocorreu depois de um período de muita chuva na região, que aumentou o volume de água escoando pelo rio Itajaí-Açu em direção à foz. Com aproximadamente 11 metros de calado, o navio avançou por um canal descrito no registro da manobra como um dos mais estreitos do Brasil, acrescentando um elemento técnico importante à operação.

MSC Michela encontrou correnteza forte logo depois da reabertura do canal

Imagem: Reprodução/LEANDRO LS/YouTube.

O canal portuário havia permanecido fechado e voltou a receber embarcações naquele dia. Durante a aproximação do MSC Michela, o vento era fraco, mas a situação na água era diferente. A maré estava em vazante e uma corrente intensa seguia em direção à saída do rio, cenário que exigia atenção durante a condução da embarcação.

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Segundo a explicação apresentada durante o registro da chegada, a correnteza é um dos fatores capazes de influenciar as condições operacionais do canal. Isso não significa, porém, que toda corrente forte seja necessariamente desfavorável. Dependendo da situação, os próprios elementos naturais podem ser considerados pela praticagem na execução da manobra.

O período de chuvas também podia ser percebido visualmente. A água apresentava forte tonalidade marrom, associada ao material carregado pelo escoamento superficial até o rio, como terra, argila e outros sedimentos.

O aumento da descarga do Itajaí-Açu transformava, portanto, o ambiente pelo qual o porta-contêineres precisava avançar, enquanto a corrente de vazante seguia em direção à foz.

Calado de 11 metros aumentava a área do navio exposta ao movimento da água

Imagem: Reprodução/LEANDRO LS/YouTube.

Construído em 2016, o MSC Michela chegou ao canal com aproximadamente 11 metros de calado. Na prática, a medida representa a distância vertical entre a linha d’água e a parte mais baixa submersa do casco.

Isso significa que uma parcela considerável da estrutura permanecia sob a superfície durante a navegação. No vídeo, a dimensão é descrita de maneira visual como cerca de 11 metros de “paredão” de aço abaixo da linha da água.

Esse dado ganha importância porque a interação entre água e casco varia conforme as dimensões da área submersa. Quanto maior essa superfície, maior pode ser a influência das forças hidrodinâmicas produzidas pelo movimento da água ao redor da embarcação.

O princípio também ajuda a explicar por que características como vento e corrente precisam ser consideradas de maneiras diferentes. Enquanto a área submersa recebe a ação da água, a grande superfície lateral acima da linha d’água pode responder à ação do vento. Na chegada registrada, entretanto, o vento era descrito como muito fraco, deixando a correnteza como o elemento natural mais evidente da operação.

Quatro rebocadores acompanharam o porta-contêineres durante a manobra

Imagem: Reprodução/LEANDRO LS/YouTube.

A aproximação do MSC Michela contou com quatro rebocadores, embarcações utilizadas para auxiliar grandes navios durante deslocamentos e manobras em áreas portuárias. As imagens registraram os equipamentos posicionados ao redor do porta-contêineres enquanto ele seguia pelo canal.

Em determinado momento, o vídeo chama atenção para um dos rebocadores trabalhando no que é descrito como ação indireta. Nesse tipo de operação, conforme a explicação apresentada no registro, o rebocador pode aproveitar forças hidrodinâmicas geradas sobre o próprio casco para produzir força sobre o navio por meio do cabo.

A técnica se diferencia da ação direta, na qual a tração resulta principalmente da força produzida pelo sistema de propulsão do próprio rebocador. Na ação indireta mostrada durante a passagem, o movimento do navio também participa da geração das forças hidrodinâmicas utilizadas no auxílio da manobra.

A presença simultânea de quatro rebocadores evidencia a estrutura mobilizada para acompanhar o porta-contêineres durante a entrada. O vídeo não afirma que o navio tenha ficado sem controle ou enfrentado uma emergência, mas mostra uma operação realizada em condições de corrente intensa e dentro de um canal de largura limitada.

Canal fechado faz navios aguardarem em área de fundeio

Imagem: Reprodução/LEANDRO LS/YouTube.

Quando o acesso de Itajaí-Navegantes é interrompido, os navios que ainda não podem entrar permanecem fora do canal em uma área de espera. O registro explica que esse local é conhecido como fundeadouro, onde as embarcações podem lançar âncora e permanecer fundeadas até terem autorização e condições para prosseguir.

Essa espera não ocorre exclusivamente durante fechamentos. Mesmo com o canal funcionando, embarcações que chegam à região podem permanecer no fundeadouro aguardando sua vez de acessar o complexo portuário.

No caso mostrado, o MSC Michela entrou justamente no dia em que o canal havia voltado a operar. A combinação entre reabertura do acesso, forte fluxo de água no rio e dimensões do navio criou uma chegada visualmente marcante.

A embarcação também apresentava uma característica que não estava presente quando havia sido filmada em 2024: um defletor de vento instalado na região do castelo de proa. O equipamento passou a ser observado em diferentes porta-contêineres que chegam ao complexo, segundo o autor do registro.

Navio de 300 metros completa passagem rumo à Portonave

Assista o vídeo

Com seus 300 metros de comprimento, o MSC Michela avançou pelo canal acompanhado pelos rebocadores e seguiu para a Portonave, onde a atracação seria realizada pelo lado de boreste, denominação náutica utilizada para o lado direito da embarcação.

A cena reuniu diferentes fatores de uma operação portuária de grande escala: um porta-contêineres com 11 metros de calado, quatro rebocadores, correnteza forte, maré vazante e um canal estreito que acabava de voltar a receber tráfego.

O registro também mostra como uma chegada que pode parecer rotineira vista de terra envolve cálculos, posicionamento de embarcações auxiliares e leitura constante das condições naturais. Nesse tipo de ambiente, correnteza, vento, dimensões do casco e espaço disponível interferem diretamente na forma como a operação precisa ser conduzida.

Para quem acompanha o movimento dos portos brasileiros, a passagem do MSC Michela oferece uma visão pouco comum da escala dessas operações e de tudo o que acontece ao redor de um grande navio antes da atracação.

Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa manobra: os 300 metros do porta-contêineres, os 11 metros de casco abaixo da água ou a atuação simultânea dos quatro rebocadores? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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