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Pré-sal brasileiro pode atrair US$ 150 bilhões em investimentos e e elevar produção de petróleo a 5,2 milhões de barris por dia até 2032, conforme projeção da ANP

Pré-sal brasileiro pode atrair US$ 150 bilhões em investimentos e e elevar produção de petróleo a 5,2 milhões de barris por dia até 2032, conforme projeção da ANP

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Pré-sal brasileiro pode atrair US$ 150 bilhões em investimentos e e elevar produção de petróleo a 5,2 milhões de barris por dia até 2032, conforme projeção da ANP

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 29/09/2026 às 08:55

Petróleo e Gás

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Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

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Em meio à disputa global por energia, lideranças também discutem abastecimento de diesel, expansão do gás natural e combustível sustentável de aviação

O pré-sal brasileiro pode receber US$ 150 bilhões em investimentos nos próximos anos e alcançar uma produção de 5,2 milhões de barris por dia até 2032. A projeção foi apresentada pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, durante a ROG.e 2026. No encontro, lideranças do setor também discutiram o fornecimento de diesel, a expansão do gás natural e a entrada do combustível sustentável de aviação na matriz brasileira, conforme comunicado publicado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis em 23 de setembro de 2026.

A estimativa para o pré-sal foi um dos números centrais dos debates. No entanto, os US$ 150 bilhões representam uma perspectiva de investimentos, e os 5,2 milhões de barris diários são uma projeção para 2032. A concretização desse cenário depende do avanço dos projetos e da capacidade de atrair capital ao longo dos próximos anos.

O tema ganha força enquanto a produção atual já revela o peso da região para o setor. Em julho, por exemplo, o petróleo da União chegou a 328 mil barris por dia, segundo dados da Pré-Sal Petróleo. Para as lideranças reunidas na ROG.e, manter investimentos em águas profundas será essencial para ampliar a oferta brasileira.

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Setor vê fornecimento diversificado de diesel em meio à tensão internacional

Além da produção futura, o abastecimento de combustíveis entrou na pauta. O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, afirmou que o Brasil conta com diferentes fontes de fornecimento de diesel. Segundo ele, mesmo com a saída de alguns fornecedores do mercado durante conflitos recentes, não faltou combustível aos clientes da empresa.

A avaliação foi apresentada em um cenário de incerteza sobre o comércio internacional e as rotas de suprimento. Ainda assim, ela se refere à posição exposta pelo executivo no evento. A discussão acompanha o alerta sobre a pressão global nos estoques e no mercado de diesel.

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Durante outro debate, Steve Gassen, vice-presidente executivo da SLB, apontou oportunidades mundiais de mais de US$ 600 bilhões entre 2026 e 2030. Esse valor diz respeito ao cenário global apresentado pelo executivo, enquanto a estimativa de US$ 150 bilhões se refere ao pré-sal brasileiro.

Gás natural e combustível de aviação ampliam a agenda energética

Os participantes também discutiram como levar mais gás natural ao mercado brasileiro. A ANP destacou a revisão das tarifas de transporte das redes TAG e NTS. Já a Petrobras citou o avanço de projetos offshore, entre eles Rota 3, Raia e SEAP.

Além disso, a BRAVA Energia defendeu o potencial da produção em terra e da estocagem subterrânea. O objetivo debatido foi ampliar a oferta e tornar o insumo mais competitivo para a indústria. O custo do combustível já está no centro das discussões sobre o primeiro leilão de gás natural da União voltado a consumidores industriais.

Outra frente é o combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF. Representantes do governo e da indústria discutiram sua entrada na matriz brasileira a partir de 2027. Segundo o IBP, aeronaves atuais já podem operar com misturas de até 50% do combustível. Para ganhar escala comercial, porém, o setor ainda debate mecanismos regulatórios e de certificação.

Assim, a mensagem dos painéis reuniu oportunidades em diferentes etapas da cadeia energética. O pré-sal concentra as maiores projeções de investimento e produção. Ao mesmo tempo, diesel, gás natural e SAF mostram os desafios de abastecer o país e desenvolver novos mercados.

Fonte

IBPGB


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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