Durante visita do candidato ao governo do Acre Alan Rick (Republicanos) à sede da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), nesta quinta-feira (24), o presidente da entidade, Valdemiro Rocha, afirmou que o principal desafio enfrentado pelos produtores rurais do estado não está na capacidade de produzir, mas na falta de infraestrutura, assistência técnica, acesso ao crédito, agroindustrialização e comercialização.
Ao falar sobre as dificuldades enfrentadas no meio rural, Valdemiro citou problemas que vão desde as condições de pontes e ramais até a logística para o escoamento da produção.
“Mas o maior sofrimento é a falta de infraestrutura no meio rural, pontes, ramais, logística, assistência técnica, inovação, agroindustrialização. Muitos candidatos eu ouvi falar que dizem que o Acre precisa produzir, que vai resolver. Não é. Nós comprovamos através da nossa cooperativa que produzir, os nossos agricultores, os nossos extrativistas sabem coletar, todo mundo sabe fazer isso e muito bem”, afirmou.
Segundo o presidente da OCB/AC, a dificuldade aumenta quando o produtor não encontra condições para transformar e comercializar aquilo que produz.
“O que falta é acesso, assistência técnica, acesso ao crédito, agroindustrialização e comercialização. Se tiver a comercialização, já, por incrível que pareça, as outras coisas vão se arranjando, quando você tem garantido a comercialização”, disse.
Valdemiro defendeu que os próximos gestores públicos, tanto do Executivo quanto do Legislativo, compreendam que a cadeia produtiva precisa ir além da produção.
“Então o que falta o Acre não é produzir, é agroindustrializar, agregar valor e comercializar. Lembrando da assistência técnica, acesso ao crédito e tal. Então produzir todo mundo, e quem não sabe, temos bons técnicos formados no Instituto Federal, aqui no Acre, a Universidade Federal”, afirmou.
Durante a conversa com Alan Rick, o presidente da OCB/AC reforçou que a entidade pretende apresentar aos futuros gestores uma visão baseada na experiência das próprias cooperativas.
“Então o nosso problema não é produzir. A nossa ideia é convencer os nossos futuros gestores, seja no Poder Legislativo, Executivo, que o nosso problema não é produzir. É beneficiar e comercializar. Tendo essa parte, o resto se resolve.”
Como exemplo, Valdemiro citou a experiência da Cooper Café, em Mâncio Lima, que trabalha diferentes etapas da cadeia produtiva e, segundo ele, conseguiu superar dificuldades relacionadas à comercialização.
“A prova está na experiência que fizemos na Cooper Café. A Cooper Café, nós trabalhamos todas as cadeias e hoje eles não têm problema de comercialização”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

