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Primeira fábrica de carro voador do interior de São Paulo deve começar a operar até 2028 e vai poder produzir até 480 aeronaves por ano, em unidade que já começa a sair do papel em Taubaté

Primeira fábrica de carro voador do interior de São Paulo deve começar a operar até 2028 e vai poder produzir até 480 aeronaves por ano, em unidade que já começa a sair do papel em Taubaté

5 min de leitura

Primeira fábrica de carro voador do interior de São Paulo deve começar a operar até 2028 e vai poder produzir até 480 aeronaves por ano, em unidade que já começa a sair do papel em Taubaté

Escrito por Carla Teles

Publicado em 11/09/2026 às 16:42

Atualizado em 11/09/2026 às 16:47

Construção

Canal

A fábrica de carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté (SP) avança para a etapa de construção e deve operar até 2028, com capacidade para produzir até 480 aeronaves por ano.

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A unidade da Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano, mas o projeto modular da fábrica permite chegar a 480 unidades anuais conforme a demanda do mercado.

A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility, em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação comercial até o fim de 2028.

Segundo a empresa, a unidade começará com cerca de 300 trabalhadores e capacidade inicial para 120 aeronaves por ano, número que pode chegar a 480 com a instalação de novos módulos, conforme a evolução da demanda. O projeto conta com financiamento de US$ 88 milhões do BNDES.

O que muda com o avanço da fábrica em Taubat

Até agora, o projeto da fábrica de Taubaté existia basicamente no papel, literalmente. Segundo a Eve, o projeto executivo da unidade já foi concluído, e a empresa entrou agora na etapa seguinte: a implantação física da primeira linha de produção, que inclui adequações na infraestrutura do terreno e a preparação para a instalação dos equipamentos.

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Esse avanço é o que torna concreto um projeto que, até então, vinha sendo tratado principalmente em termos de cronograma e planejamento. A Eve, no entanto, ainda não divulgou uma data específica para o início das obras propriamente ditas, o que existe, por ora, é a confirmação de que a fábrica saiu da fase de projeto para a fase de implantação, com a operação comercial do eVTOL prevista para até o fim de 2028.

Capacidade para até 480 aeronaves por ano

Imagem: Divulgação

A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa faz questão de separar os dois conceitos: esse número representa a capacidade técnica da unidade, não uma meta de produção imediata, ou seja, a fábrica não necessariamente vai sair fabricando 120 aeronaves já no primeiro ano de operação.

O que explica o salto para até 480 aeronaves anuais é o desenho modular do projeto. Conforme novos módulos forem instalados na planta de Taubaté, a capacidade de produção pode quadruplicar em relação ao patamar inicial. “A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility. Ou seja: os 480 modelos por ano não são um número fixo de largada, mas o teto que a fábrica pode alcançar caso a demanda justifique a expansão.

Como é o carro voador que vai sair da linha de produção

A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido especificamente para operações de mobilidade aérea urbana e regional, o segmento que, no jargão do setor, ficou conhecido como “carro voador”, ainda que a aeronave não tenha rodas nem trafegue por ruas.

O eVTOL utiliza uma configuração batizada de “lift-plus-cruise”, que combina três elementos: oito propulsores responsáveis pelo voo vertical (decolagem e pouso sem necessidade de pista), asas fixas que entram em ação durante o voo de cruzeiro, e um propulsor traseiro adicional. Na prática, a aeronave decolagem na vertical, como um helicóptero, e depois passa a voar horizontalmente, como um avião de asa fixa, aproveitando a eficiência desse formato híbrido. Cada unidade terá capacidade para transportar quatro passageiros além do piloto, com autonomia de até 100 quilômetros, distância suficiente para conectar, por exemplo, diferentes pontos de uma região metropolitana.

Protótipos serão produzidos antes em São José dos Campos

Antes de qualquer aeronave sair da linha de produção comercial de Taubaté, a Eve vai passar por uma etapa intermediária essencial: a fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer, em São José dos Campos. A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão usados diretamente na campanha de certificação da aeronave junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo a empresa, essa etapa em São José dos Campos cumpre uma dupla função: além de gerar as aeronaves necessárias para os testes de certificação, ela também serve para validar os processos de produção que, mais adiante, serão replicados na fábrica de Taubaté. “Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, detalhou Carmesini.

Paralelamente, a Eve afirma que segue trabalhando no detalhamento da linha de produção em série que ficará em Taubaté. Como resumiu o próprio vice-presidente da empresa: “Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa.”

Empregos, investimento e o caminho até a certificação

A operação inicial da fábrica de Taubaté deve empregar cerca de 300 trabalhadores, número que a Eve indica que pode crescer de forma gradual, acompanhando o ritmo da produção e da demanda pelo eVTOL. “A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou Carmesini, embora a empresa ainda não tenha detalhado quais cargos estarão entre as primeiras contratações, as necessidades específicas de mão de obra ainda estão sendo definidas conforme avança o desenvolvimento do veículo e do modelo de produção.

Do lado financeiro, a implantação da unidade conta com um financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recurso que a Eve descreve como parte da estrutura de capital usada para avançar no desenvolvimento industrial do programa. Já os investimentos necessários para ampliar a capacidade da fábrica, instalando os módulos extras que permitiriam chegar às 480 aeronaves anuais, serão graduais e dependem da evolução do mercado.

Por fim, há uma etapa que a Eve faz questão de manter separada de todo esse cronograma industrial: a certificação da aeronave pela Anac, sem a qual o eVTOL não pode entrar em operação comercial. “É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si.

O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028″, afirmou Carmesini, ou seja, mesmo com a fábrica pronta e funcionando, o carro voador só pode começar a operar comercialmente depois que a certificação for concluída, o que a empresa também projeta para aquele mesmo ano.

E você, acha que o carro voador vai mesmo decolar como meio de transporte no dia a dia das cidades brasileiras? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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