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Produtor criava gado e produzia leite e queijos artesanais na fazenda comprada dois anos antes em Mato Grosso do Sul, recebeu de antigo funcionário a revelação de que havia uma caverna escondida na propriedade que ninguém lhe contou na negociação e decidiu transformar o achado em atração turística

Produtor criava gado e produzia leite e queijos artesanais na fazenda comprada dois anos antes em Mato Grosso do Sul, recebeu de antigo funcionário a revelação de que havia uma caverna escondida na propriedade que ninguém lhe contou na negociação e decidiu transformar o achado em atração turística

Produtor criava gado e produzia leite e queijos artesanais na fazenda comprada dois anos antes em Mato Grosso do Sul, recebeu de antigo funcionário a revelação de que havia uma caverna escondida na propriedade que ninguém lhe contou na negociação e decidiu transformar o achado em atração turística

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 18/09/2026 às 11:09

Atualizado em 18/09/2026 às 11:10

Curiosidades

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Imagem ilustrativa mostra Dalton Peres diante da caverna encontrada na propriedade rural onde produz leite e queijos artesanais e planeja desenvolver o agroturismo.

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Dalton Peres comprou uma fazenda em Bandeirantes, Mato Grosso do Sul, cerca de dois anos antes de janeiro de 2024. Um antigo funcionário revelou que havia uma caverna escondida na propriedade e o levou até a formação. O produtor procurou assistência técnica para unir a fabricação de queijos artesanais ao agroturismo

Quando comprou uma propriedade rural em Bandeirantes, Mato Grosso do Sul, o produtor Dalton Peres pretendia ampliar sua ligação com o agronegócio. Entretanto, uma revelação inesperada mostrou que o terreno escondia muito mais do que áreas destinadas à criação de animais.

Engenheiro mecânico de formação e integrante de uma família ligada ao campo, Dalton já havia trabalhado com a criação de touros nelore puro de origem. Na nova propriedade, decidiu investir na produção de leite e na fabricação de queijos artesanais.

De acordo com a publicação original do Sistema Famasul, o planejamento seguia normalmente até que um antigo funcionário mencionou a existência de uma caverna escondida dentro da fazenda. Dalton desconhecia completamente a formação natural, pois ela não havia sido informada durante a negociação do imóvel.

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A partir daquele momento, uma propriedade voltada à pecuária leiteira também ganhou potencial para entrar no mapa do agroturismo sul-mato-grossense.

Dalton Peres observa as formações rochosas da caverna encontrada na fazenda comprada em Bandeirantes, Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação/Senar MS.

Antigo funcionário revelou o segredo escondido na propriedade

Dalton havia adquirido a fazenda aproximadamente dois anos antes de sua história ser divulgada, em janeiro de 2024. Durante esse período, ele não imaginava que existia uma formação subterrânea em suas terras.

A descoberta somente ocorreu porque um trabalhador que conhecia a área decidiu conduzi-lo até o local. A reportagem do Campo Grande News também relata que o antigo funcionário mostrou o espaço ao produtor.

Dalton Peres e um visitante caminham pelo interior da formação rochosa que poderá integrar uma rota de agroturismo. Foto: Divulgação/Senar MS.

Ao entrar na caverna e observar suas características, o produtor percebeu que havia comprado algo muito diferente do que imaginava. Além da estrutura para desenvolver atividades rurais, a área apresentava uma atração natural capaz de despertar a curiosidade de visitantes.

O achado mudou a maneira como Dalton passou a enxergar a propriedade. A caverna poderia complementar as atividades já existentes e, ao mesmo tempo, abrir espaço para um novo projeto econômico.

Contudo, o produtor não pretendia explorar o local de maneira improvisada. Para receber visitantes, seria necessário desenvolver um planejamento que considerasse segurança, preservação ambiental e viabilidade financeira.

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Queijos artesanais poderiam fazer parte da experiência turística

Enquanto descobria o potencial da caverna, Dalton e a esposa, Sandra, avançavam na produção de queijos artesanais. As receitas desenvolvidas pelo casal começaram a ganhar reconhecimento na região.

Queijos artesanais produzidos por Dalton e Sandra poderão complementar a experiência turística oferecida na propriedade. Foto: Divulgação/Senar MS.

A combinação das duas atividades despertou uma possibilidade diferente. Os visitantes poderiam conhecer a fabricação dos alimentos, acompanhar parte da rotina da fazenda e, posteriormente, explorar a formação natural existente no terreno.

Dessa maneira, a propriedade deixaria de oferecer apenas produtos rurais. Ela passaria a proporcionar uma experiência ligada à gastronomia, ao meio ambiente e ao cotidiano do campo.

Segundo Dalton, Bandeirantes ainda não contava com uma estrutura consolidada de agroturismo naquele momento. Por isso, ele começou a considerar a possibilidade de se tornar um dos pioneiros dessa atividade no município.

O projeto também permitiria agregar valor à produção de leite e de queijos. Em vez de depender exclusivamente da venda dos alimentos, a família poderia criar uma fonte complementar de renda por meio das visitas controladas.

Fazenda recebeu planejamento técnico para explorar o turismo rural

Para transformar a ideia em uma atividade organizada, Dalton procurou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul. A propriedade começou a receber Assistência Técnica e Gerencial voltada ao agroturismo.

O trabalho incluiu uma análise das condições da fazenda, um diagnóstico socioeconômico e o planejamento das atividades que poderiam ser oferecidas ao público. Além disso, a equipe iniciou a elaboração de um plano de negócios.

Identificação da Caverna dos Bandeirantes em meio à vegetação da propriedade rural onde Dalton planeja receber visitantes. Foto: Divulgação/Senar MS.

O técnico Cristevan Veloso informou que a propriedade estava regularizada. A fazenda também possuía licença ambiental que contemplava tanto as atividades rurais quanto a futura operação turística.

Esse acompanhamento era importante porque a existência de uma caverna, por si só, não permitia a abertura imediata do local ao público. Antes de qualquer visita, seria necessário estabelecer rotas seguras, controlar o acesso e impedir danos à formação natural.

A estrutura também precisaria considerar as condições do terreno e a capacidade de receber visitantes sem comprometer a rotina produtiva da fazenda.

Caverna escondida pode se transformar em nova fonte de renda

O planejamento turístico não previa o abandono da produção de leite nem da fabricação dos queijos. Pelo contrário, a proposta buscava reunir as diferentes características da propriedade em uma única experiência.

Nesse modelo, a atividade rural continuaria funcionando como base econômica. A caverna, por sua vez, serviria como um atrativo adicional, capaz de aumentar o interesse do público e fortalecer a venda dos produtos artesanais.

A história mostra como uma característica desconhecida do terreno pode alterar completamente o planejamento de uma propriedade. Dalton comprou a fazenda pensando em desenvolver atividades ligadas ao agronegócio, mas acabou encontrando uma possibilidade que envolvia também turismo e preservação.

O antigo funcionário teve papel decisivo nessa transformação. Sem a revelação, a formação natural poderia ter permanecido escondida por mais tempo, sem participar dos planos econômicos da família.

Agora, o desafio consiste em conciliar a exploração turística com a segurança dos visitantes e a conservação ambiental. Caso o projeto avance conforme o planejamento, a propriedade poderá ajudar a inserir Bandeirantes em uma nova rota de turismo rural em Mato Grosso do Sul.

Você compraria uma propriedade rural sem saber que ela escondia uma caverna capaz de mudar completamente o uso e o potencial econômico do terreno?

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Caio Aviz

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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