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Projeto de Lei 3328/26 define requisitos de segurança, privacidade e uso de imagens captadas nas áreas sanitárias externas das escolas
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/09/2026 às 16:39
Atualizado em 21/09/2026 às 16:54
Legislação e Direito
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Projeto determina videomonitoramento nos acessos a banheiros e vestiários, proíbe câmeras no interior desses espaços e limita o acesso às imagens, enquanto aguarda análise das comissões da Câmara e posterior votação no Senado Federal brasileiro.
Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende tornar obrigatória a instalação de câmeras de monitoramento nos acessos e nas áreas externas de banheiros e vestiários de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.
Conforme publicação da Agência Câmara de Notícias, divulgada em 21 de setembro de 2026, a medida está prevista no Projeto de Lei 3328/26, apresentado pelo deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA).
O texto estabelece que as câmeras não poderão ser instaladas dentro dos banheiros, vestiários ou de outras dependências sanitárias. A restrição busca impedir qualquer comprometimento da intimidade e da privacidade de estudantes, professores, funcionários e demais usuários.
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Pela proposta, o acesso às gravações ficará limitado à direção da instituição de ensino e às autoridades competentes. As imagens poderão ser utilizadas em investigações policiais, processos judiciais e procedimentos disciplinares internos.
O projeto também determina que estados, municípios e o Distrito Federal estabeleçam os prazos para adaptação das escolas, as especificações técnicas dos equipamentos e as eventuais penalidades administrativas aplicáveis em caso de descumprimento.
Medida inclui monitores e ações educativas
Além do videomonitoramento, a proposta prevê a presença de monitores escolares nas proximidades dos banheiros. Sempre que possível, esses profissionais deverão ser do mesmo sexo das pessoas que utilizam as respectivas instalações.
O texto ainda propõe ações educativas sobre o uso adequado desses espaços, comunicação direta entre escolas e órgãos de segurança pública e incentivo ao policiamento comunitário.
Segundo o autor, a intenção é reduzir crimes e episódios de violência em locais com menor circulação de adultos, incluindo agressões, bullying, tráfico de drogas e ofensas contra a dignidade sexual.
A proposta tramitará em caráter conclusivo por cinco comissões da Câmara. Para se transformar em lei, ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

