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Queda da ponte de Sena faz 3 meses; Governo ainda não contratou empresa para perícia

Há três meses, o município de Sena Madureira e todo o Acre vivia um susto com a queda da ponte Padre Paolino Baldassari. A estrutura desabou no dia 5 de junho em Sena Madureira e bloqueou o canal do rio, afetando o transporte e a rotina dos moradores.

Após meses, a empresa técnica especializada de fora do estado que deve realizar as análises dos materiais recolhidos ainda não foi contratada. Ao ContilNet, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, informou que o processo administrativo segue em andamento, ainda sem data fixa para conclusão.

“A contratação da empresa ainda não [aconteceu]. Não tem prazo disso ainda”, declarou. “Mas tem muita coisa para ser periciada até com relação à análise do material que nós já possuímos. É um processo muito extenso para ser analisado”, salientou.

O desabamento da ponte mobilizou equipes de segurança, socorristas e autoridades de todo o Estado do Acre. No acidente, quatro pessoas ficaram feridas: o juiz aposentado Edinaldo Muniz dos Santos, 54 anos; o engenheiro e irmão de Edinaldo, Ednei Muniz dos Santos, 51 anos; e moradores da região Antonio Morais Lima Filho, 36 anos; e Weverton Murieta, 34 anos.

A estrutura foi inaugurada no final de 2023 e estava interditada desde 4 de junho. Após três meses da queda, a apuração sobre as causas do colapso da ponte ainda é considerada uma das investigações de engenharia mais complexas da história recente do Acre.

Pela dimensão do desastre e pela ausência de maquinário específico para periciar estruturas desse porte na região, novos exames aprofundados dependem da contratação de empresas técnicas especializadas de fora do estado.

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