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Range Rover mantém aparência do SUV que virou símbolo de luxo, elimina o motor a combustão pela primeira vez em 55 anos e estreia elétrico de 550 cv, 600 km de autonomia e recarga de 10% a 80% em apenas 22 minutos

Range Rover mantém aparência do SUV que virou símbolo de luxo, elimina o motor a combustão pela primeira vez em 55 anos e estreia elétrico de 550 cv, 600 km de autonomia e recarga de 10% a 80% em apenas 22 minutos

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Range Rover mantém aparência do SUV que virou símbolo de luxo, elimina o motor a combustão pela primeira vez em 55 anos e estreia elétrico de 550 cv, 600 km de autonomia e recarga de 10% a 80% em apenas 22 minutos

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 03/09/2026 às 09:23

Atualizado em 03/09/2026 às 09:36

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Primeiro Range Rover 100% elétrico usa bateria de 118,5 kWh e dois motores de 260 kW, entrega 850 Nm, atravessa até 90 cm de água e preserva quase intacto o desenho do modelo tradicional enquanto inaugura nova fase da marca britânica

O Range Rover acaba de atravessar uma das maiores mudanças de sua história sem parecer ter mudado quase nada por fora. O luxuoso SUV britânico ganhou sua primeira versão 100% elétrica, com dois motores, até 550 cv, bateria de 118,5 kWh e autonomia de até 600 km no ciclo WLTP, mas mantém deliberadamente a silhueta e grande parte do desenho que tornaram o modelo reconhecível. A novidade foi destacada nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, pela Forbes Brasil, que chamou atenção justamente para a decisão da marca de eletrificar seu modelo mais luxuoso sem transformá-lo visualmente em um carro futurista. A própria JLR confirmou as especificações e abriu os pedidos do novo Range Rover Electric.

A transformação é muito maior sob a carroceria. No lugar do conjunto tradicional a combustão, aparecem dois motores elétricos de ímãs permanentes de 260 kW cada, instalados nos eixos dianteiro e traseiro. Juntos, entregam 550 PS — aproximadamente 542 hp — e 850 Nm de torque. A arquitetura elétrica trabalha com 800 volts, enquanto a bateria de dois níveis permite carregar de 10% a 80% em 22 minutos em condições ideais.

A estratégia da fabricante é incomum justamente porque tenta fazer o motorista perceber a eletrificação principalmente quando dirige, e não quando olha para o carro. Enquanto várias montadoras criaram desenhos específicos para seus elétricos, o Range Rover preservou praticamente intacta a identidade visual de um SUV cuja história começou em 1970.

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Depois de 55 anos, Range Rover tira o motor a combustão sem abandonar o desenho que construiu sua identidade

O primeiro Range Rover surgiu em 1970 e ajudou a consolidar a ideia de combinar capacidade fora de estrada com conforto e, posteriormente, níveis cada vez maiores de luxo.

Agora, mais de meio século depois, a marca realiza uma mudança que seria impossível esconder tecnicamente: o Range Rover Electric não possui motor a gasolina nem diesel.

Visualmente, porém, a história é diferente.

A carroceria mantém as proporções conhecidas, as superfícies minimalistas, o teto característico e a aparência do modelo atual.

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As alterações aparecem principalmente onde a aerodinâmica exige.

Grade, rodas e detalhes inferiores receberam ajustes para diminuir a resistência ao ar, mas sem criar um veículo que pareça pertencer a outra família.

É uma decisão importante em um momento no qual o mercado de carros elétricos cresce, mas fabricantes ainda procuram descobrir quanto seus clientes realmente querem que um elétrico pareça diferente de um automóvel convencional.

No caso do Range Rover, a resposta foi clara: mudar o sistema de propulsão sem abandonar a identidade do carro.

Dois motores de 260 kW entregam força comparável à de um V8

Debaixo da aparência familiar existe um sistema completamente novo.

A JLR instalou um motor elétrico de 260 kW em cada eixo.

O conjunto entrega até 550 PS e 850 Nm de torque, números que a própria fabricante descreve como equivalentes ao nível de potência de um V8.

Além da potência, a configuração mantém tração nas quatro rodas.

Entretanto, motores elétricos permitem controlar a entrega de força de maneira muito mais rápida do que um conjunto mecânico tradicional.

Segundo a fabricante, o sistema de gerenciamento de tração consegue responder em apenas 50 milissegundos.

Isso representa uma resposta 100 vezes mais rápida do que a solução equivalente utilizada em um veículo a combustão, segundo os dados divulgados pela JLR.

A diferença ganha importância principalmente fora do asfalto, onde mudanças rápidas de aderência podem acontecer entre uma roda e outra.

SUV de luxo chega a 60 mph em apenas 4,3 segundos

O peso e as dimensões de um Range Rover não impedem números de desempenho típicos de automóveis esportivos.

O novo elétrico acelera de 0 a 60 mph, cerca de 96 km/h, em 4,3 segundos.

O desempenho acontece praticamente sem o ruído mecânico associado aos motores de grande cilindrada que historicamente equiparam SUVs desse porte.

E essa ausência de ruído não aparece apenas como consequência da eletrificação.

A marca decidiu utilizá-la como elemento de luxo.

Segundo a JLR, o Range Rover Electric é mais silencioso, mais responsivo e possui mais torque do que qualquer Range Rover anterior.

Nesse caso, o motor elétrico combina com uma característica que o fabricante já perseguia: reduzir vibrações e ruídos dentro da cabine.

Bateria de 118,5 kWh fica empilhada em dois níveis sob o carro

Para movimentar um SUV desse tamanho por centenas de quilômetros, a fabricante desenvolveu uma bateria igualmente grande.

O conjunto possui 118,5 kWh de capacidade utilizável e utiliza células organizadas em uma configuração de dois níveis.

Essa disposição permite acomodar grande quantidade de energia dentro da plataforma sem alterar radicalmente as proporções externas do Range Rover.

A bateria trabalha em conjunto com uma arquitetura elétrica de 800 volts.

Essa característica permite alcançar potências elevadas durante carregamentos rápidos e reduzir o tempo necessário para recuperar uma parcela significativa da autonomia.

A combinação entre baterias cada vez maiores e carregamento de alta potência se tornou um dos principais campos da evolução dos veículos elétricos.

No Range Rover, a solução precisa atender um desafio adicional: alimentar um veículo grande, pesado, luxuoso e com capacidade fora de estrada.

De 10% a 80% em 22 minutos: recarga tenta diminuir espera de uma bateria gigantesca

Uma bateria de 118,5 kWh poderia exigir muito tempo de carregamento sem uma arquitetura de alta potência.

Por isso, o novo SUV utiliza tecnologia de 800 volts com carregamento dividido.

Em um carregador rápido compatível, a JLR afirma que a bateria pode passar de 10% a 80% em 22 minutos.

Outra maneira de visualizar a velocidade é pela autonomia recuperada.

Segundo o ciclo WLTP, 10 minutos conectados ao carregador podem adicionar até 220 km de alcance.

Nos Estados Unidos, usando a estimativa EPA, a fabricante informa até 125 milhas, aproximadamente 201 km, adicionadas no mesmo período.

Naturalmente, esses números dependem de condições adequadas e de um carregador capaz de fornecer a potência necessária.

Ainda assim, mostram como a fabricante tentou compensar o tamanho da bateria com velocidades elevadas de recarga.

Autonomia oficial chega a aproximadamente 600 km no ciclo europeu

No ciclo europeu WLTP, o Range Rover Electric alcança até 372 milhas, equivalentes a aproximadamente 600 km.

A própria fabricante também apresenta uma estimativa mais conservadora para utilização real.

Nesse cenário, o alcance pode chegar a aproximadamente 333 milhas, ou 535 km.

Nos Estados Unidos, a estimativa divulgada pela marca também chega a 333 milhas no padrão EPA para determinadas configurações.

A diferença entre os números ocorre porque ciclos de homologação utilizam metodologias diferentes.

Por isso, não se deve tratar 600 km como uma distância garantida em qualquer condição.

Velocidade, temperatura, terreno, uso do ar-condicionado e estilo de condução influenciam o alcance real.

Mesmo elétrico, Range Rover continua capaz de atravessar 90 centímetros de água

A eletrificação não eliminou uma das características históricas do Range Rover: a capacidade fora de estrada.

O novo modelo consegue atravessar áreas alagadas com profundidade de até 900 milímetros, ou 90 centímetros.

É um número particularmente interessante em um automóvel elétrico porque a bateria de alta tensão ocupa grande parte da região inferior do veículo.

Imagem Ilustrativa

Isso exige isolamento e proteção adequados para que o conjunto suporte situações muito diferentes das encontradas por um automóvel urbano comum.

O sistema de tração também utiliza a resposta praticamente instantânea dos motores para administrar pisos de baixa aderência.

Assim, a JLR tenta demonstrar que trocar o motor não significa transformar o Range Rover em um SUV exclusivamente urbano.

Controle eletrônico reage em 50 milissegundos quando uma roda perde aderência

Nos sistemas tradicionais, motor, transmissão, diferenciais e freios precisam trabalhar juntos para controlar a força enviada às rodas.

Com dois motores elétricos, parte dessa resposta pode acontecer eletronicamente.

O Range Rover Electric monitora a aderência e consegue ajustar a entrega de torque em 50 milissegundos.

A JLR afirma que a reação acontece 100 vezes mais rápido que em um sistema equivalente de combustão.

Isso permite redistribuir força quase instantaneamente quando o piso muda.

Areia, lama, pedras, neve e superfícies molhadas estão entre as situações nas quais esse tipo de controle pode fazer diferença.

Ou seja, uma característica que inicialmente parece destinada apenas à eficiência energética também se torna ferramenta de desempenho fora de estrada.

A marca passou anos desenvolvendo o elétrico e registrou mais de 300 patentes

A aparência conhecida pode transmitir a impressão de que a fabricante simplesmente retirou o motor tradicional e colocou baterias no lugar.

O desenvolvimento foi muito mais complexo.

Segundo informações divulgadas durante o lançamento, o programa resultou em mais de 300 patentes e exigiu anos de engenharia.

A JLR também submeteu o veículo ao programa de testes mais extenso já aplicado a um Range Rover.

Segundo a empresa, os testes percorreram distância equivalente a 38 voltas ao redor do planeta.

Além disso, aproximadamente 10.500 funcionários receberam treinamento adicional relacionado ao projeto e à nova produção.

Portanto, a simplicidade visual esconde uma transformação industrial muito maior.

Fábrica ganha 13 linhas para baterias e motores e 9 km de esteiras transportadoras

A eletrificação também exigiu mudanças nas fábricas britânicas da JLR.

O centro de fabricação de sistemas de propulsão em Wolverhampton passou a produzir baterias e unidades de acionamento elétrico ao lado de motores de combustão interna.

A primeira etapa da transformação ocupa 40 mil metros quadrados.

Segundo a fabricante, foram necessárias mais de 2 milhões de horas de planejamento, engenharia, construção e comissionamento durante quatro anos.

O complexo recebeu 13 linhas de fabricação de baterias e unidades elétricas, além de aproximadamente 9 quilômetros de esteiras transportadoras.

Há ainda 182 quilômetros de cabos de energia e dados dentro da infraestrutura modernizada.

São números que mostram como trocar o tipo de motor exige transformar muito mais do que o automóvel.

Inteligência artificial entra até na inspeção dos motores elétricos

A nova linha também utiliza sistemas automatizados para verificar componentes.

A JLR instalou câmeras de escaneamento habilitadas por inteligência artificial no processo de controle de qualidade das unidades elétricas.

Esses equipamentos verificam o encaixe de componentes críticos durante a fabricação.

A empresa também testa individualmente as células antes de colocá-las nos conjuntos de baterias.

Depois da montagem, cada bateria passa novamente por avaliações de integridade e desempenho antes de seguir para o veículo.

Essa atenção ganha importância porque uma bateria de alta tensão reúne centenas de componentes que precisam trabalhar de maneira uniforme durante anos.

Produção continua em Solihull, casa do Range Rover desde 1970

Mesmo com toda a mudança tecnológica, a fabricante decidiu manter outro elo com a história do modelo.

O Range Rover Electric será produzido em Solihull, na Inglaterra, local associado ao Range Rover desde seu nascimento, em 1970.

A fábrica receberá baterias e sistemas elétricos produzidos pela rede industrial britânica da JLR.

Assim, o automóvel que simboliza a entrada definitiva do Range Rover na era elétrica sairá do mesmo complexo histórico ligado ao modelo original.

É uma combinação que resume a estratégia inteira do lançamento:

mudar profundamente a tecnologia sem romper visualmente e industrialmente com a história da marca.

Preço parte de £154.070 no Reino Unido e US$ 138 mil nos Estados Unidos

O primeiro Range Rover elétrico permanece claramente dentro do segmento de luxo.

No Reino Unido, os pedidos abriram com preço inicial de £154.070.

Nos Estados Unidos, a JLR anunciou preço sugerido a partir de US$ 138 mil, antes de encargos adicionais.

Versões superiores elevam consideravelmente esse valor.

A gama inclui configurações SE, HSE, Autobiography, SV, SV Ultra e SV Black, além de uma First Edition.

O consumidor também poderá escolher carrocerias de entre-eixos curto ou longo.

Portanto, a eletrificação não aparece como uma versão isolada ou experimental.

A marca criou uma família extensa para o modelo.

No Brasil, Range Rover SV atual já ultrapassa R$ 2,1 milhões antes mesmo da chegada do elétrico

Ainda não é correto converter simplesmente o preço britânico ou americano e tratá-lo como valor brasileiro.

Impostos, homologação, logística, equipamentos e estratégia comercial podem alterar significativamente o preço de um automóvel importado.

Entretanto, o posicionamento atual da marca ajuda a dimensionar o segmento.

No site brasileiro da Range Rover, o Range Rover SV 2026 aparecia anunciado a partir de R$ 2.137.950 antes do lançamento global do novo elétrico.

Isso não significa que o Range Rover Electric custará esse valor no Brasil.

Serve apenas para mostrar o nível de preço ocupado atualmente pelas configurações mais sofisticadas da linha no mercado nacional.

Elétrico chega sem tentar parecer uma nave espacial

Talvez a decisão mais curiosa do lançamento não esteja na bateria nem nos motores.

Está no desenho.

Durante a primeira onda de carros elétricos modernos, várias fabricantes tentaram tornar seus modelos imediatamente identificáveis.

Grades fechadas, carrocerias extremamente aerodinâmicas, interiores minimalistas e proporções diferentes passaram a funcionar quase como um aviso visual: este carro é elétrico.

O Range Rover segue outra direção.

À distância, será difícil perceber que existe uma bateria de 118,5 kWh e dois motores elétricos debaixo daquela carroceria.

Para clientes que já gostam do desenho tradicional, isso pode representar justamente o principal atrativo.

Estratégia tenta conquistar quem quer eletrificação, mas não quer abandonar o carro que já conhece

Essa escolha ganha relevância porque o mercado de elétricos de luxo enfrenta uma situação diferente daquela imaginada há alguns anos.

Nem todos os compradores de veículos premium migraram para elétricos na velocidade esperada.

Alguns modelos de luxo movidos a bateria enfrentaram demanda abaixo das projeções, enquanto fabricantes passaram a recalibrar estratégias.

O Range Rover tenta reduzir uma possível barreira.

O cliente não precisa aceitar um design completamente novo para abandonar o motor a combustão.

A carroceria permanece reconhecível.

A posição de dirigir permanece associada ao modelo.

A capacidade fora de estrada continua.

O que muda radicalmente é aquilo que movimenta o veículo.

Carregamento rápido ganha importância em um SUV com bateria de 118,5 kWh

Autonomia é apenas metade da equação de um elétrico.

A outra metade aparece quando a bateria precisa receber energia novamente.

Uma bateria enorme pode oferecer grande alcance, mas também pode transformar uma parada em espera prolongada quando o sistema não aceita carregamento rápido.

Por isso, os 22 minutos entre 10% e 80% se tornam uma das especificações mais relevantes do novo Range Rover.

No Brasil, essa discussão se torna especialmente importante conforme a procura por carregadores de carros elétricos avança e prédios, casas, estacionamentos e rodovias precisam adaptar a infraestrutura elétrica.

Um veículo capaz de receber enorme potência só aproveita essa capacidade quando encontra infraestrutura compatível.

Elétrico preserva luxo, capacidade off-road e até versões SV

A eletrificação também não significa abandonar as versões mais sofisticadas.

A linha inclui SV, SV Ultra e SV Black.

Além delas, a First Edition terá combinações específicas de acabamento e três opções de pintura selecionadas pela marca.

O serviço de personalização amplia ainda mais as possibilidades.

A estratégia deixa claro que a JLR não posiciona o elétrico como uma alternativa ecológica simplificada.

Ele precisa ocupar o mesmo território de exclusividade do Range Rover convencional.

Isso inclui materiais sofisticados, acabamento personalizado, versões de entre-eixos longo e alto nível de customização.

Range Rover elétrico chega com 550 cv sem apagar 55 anos de história

O resultado final cria um contraste incomum.

Por fora, o Range Rover Electric poderia facilmente ser confundido com uma versão convencional.

Por baixo, praticamente toda a lógica de propulsão mudou.

São dois motores de 260 kW, até 550 PS, 850 Nm, bateria de 118,5 kWh, arquitetura de 800 volts, autonomia WLTP de aproximadamente 600 km e carregamento de 10% a 80% em 22 minutos.

Ainda assim, o SUV consegue atravessar 90 centímetros de água, mantém tração integral e continua saindo da histórica fábrica de Solihull.

É justamente esse contraste que define a estreia.

Depois de mais de 55 anos construindo Range Rovers com motores a combustão, a marca finalmente retira o combustível da equação — mas faz de tudo para que o carro continue parecendo, antes de qualquer outra coisa, um Range Rover.

Fonte

Forbes


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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