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Resíduos têxteis e plásticos viraram camisetas em três países europeus, com fibras recicladas tão resistentes e fáceis de tingir quanto as virgens

Resíduos têxteis e plásticos viraram camisetas em três países europeus, com fibras recicladas tão resistentes e fáceis de tingir quanto as virgens

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Resíduos têxteis e plásticos viraram camisetas em três países europeus, com fibras recicladas tão resistentes e fáceis de tingir quanto as virgens

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 29/09/2026 às 16:21

Atualizado em 29/09/2026 às 16:25

Indústria

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Os resíduos foram transformados em nova resina de poliéster, passaram por fábricas em Portugal, Espanha e França e chegaram a camisetas produzidas em equipamentos industriais convencionais.

Resíduos de roupas e plásticos complexos percorreram uma cadeia de fábricas europeias até se tornarem camisetas de poliéster reciclado. O material foi transformado em resina, depois em fios e tecido, antes de passar pelo tingimento e pela confecção.

A Carbios, empresa francesa que desenvolve tecnologias para reciclar plásticos e tecidos, anunciou o resultado em 29 de setembro de 2026. A produção reuniu a empresa, as marcas Patagonia, Puma e Salomon e parceiros industriais de três países. O teste mostrou que o material recuperado pôde passar pelas máquinas usadas nessas etapas de fabricação.

Como os resíduos voltaram a ser matéria prima para o poliéster

O processo começou com resíduos têxteis e plásticos difíceis de reciclar. Entre os desafios estão tecidos que misturam fibras diferentes e materiais com corantes, acabamentos ou outras substâncias.

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Os resíduos de roupas e plásticos complexos percorreram uma cadeia de fábricas europeias até se tornarem camisetas de poliéster reciclado.

A tecnologia da Carbios usa enzimas para quebrar o poliéster em componentes menores. Em termos simples, ela desfaz o material para que esses componentes possam ser usados na fabricação de uma nova resina. Isso permite acompanhar o caminho do resíduo até uma peça de roupa, passando novamente pelas etapas da indústria têxtil.

Portugal produziu mais de uma tonelada de resina reciclada

Na primeira etapa industrial descrita pela empresa, a Selenis, em Portugal, reuniu os componentes recuperados para produzir mais de uma tonelada de resina de poliéster reciclado. O material recebeu o nome comercial EnzyTex.

A quantidade divulgada refere-se à resina produzida, não ao peso das camisetas prontas. A distinção importa porque a resina ainda precisou passar por outras fábricas antes de se tornar tecido e roupa.

Da fiação na Espanha ao tingimento e à confecção na França

A resina seguiu para a Espanha, onde a ANTEX a transformou em fios em suas linhas industriais. Na França, a Henitex usou esses fios para produzir uma malha chamada interlock, empregada na fabricação de roupas.

O tecido foi tingido pela TAD em um banho industrial. Depois, a ToptexCube, do grupo Chamatex, confeccionou as camisetas. Fiação, fabricação da malha, tingimento e confecção ocorreram em condições industriais convencionais, o ponto central do teste para avaliar se o poliéster reciclado funcionaria nos equipamentos existentes.

A Carbios, empresa francesa responsável pela tecnologia de reciclagem enzimática, informou que as fibras obtidas apresentaram resistência, capacidade de receber corante e estabilidade da cor equivalentes às do poliéster virgem nas avaliações realizadas.

O que o teste comprova e o que ainda falta para ampliar a produção

As camisetas demonstram que foi possível concluir uma cadeia de fabricação com material recuperado, da nova resina à roupa pronta. O resultado também mostra que o desempenho observado nas fibras produzidas atendeu às exigências das etapas industriais percorridas.

A validação, porém, não equivale ao anúncio de produção comercial em massa. Para ampliar a oferta, será necessário levar a reciclagem e o fornecimento de resíduos adequados a volumes maiores. O comunicado apresenta a fabricação das camisetas como uma demonstração industrial, sem informar uma quantidade de peças à venda ou uma data para isso.

O avanço está em fazer um poliéster vindo de resíduos passar por máquinas de diferentes fábricas e chegar a uma camiseta com as características avaliadas pela indústria. A experiência reuniu etapas em Portugal, Espanha e França, após três anos de colaboração entre as empresas envolvidas.

Para você, qual etapa parece mais difícil de ampliar: recolher resíduos têxteis, reciclá-los ou transformar a nova resina em roupas? Conte nos comentários.

Fonte

Carbios


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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