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Rio a mais de 600 quilômetros da praia amanhece coberto por “maré” de plantas aquáticas em Minas Gerais, salvínias tomam áreas da represa de Miranda, dificultam a navegação entre gaiolas de tilápias e já obrigam força-tarefa a retirar quatro caminhões cheios, enquanto produtores temem queda de oxigênio e morte de peixes

Rio a mais de 600 quilômetros da praia amanhece coberto por “maré” de plantas aquáticas em Minas Gerais, salvínias tomam áreas da represa de Miranda, dificultam a navegação entre gaiolas de tilápias e já obrigam força-tarefa a retirar quatro caminhões cheios, enquanto produtores temem queda de oxigênio e morte de peixes

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Rio a mais de 600 quilômetros da praia amanhece coberto por “maré” de plantas aquáticas em Minas Gerais, salvínias tomam áreas da represa de Miranda, dificultam a navegação entre gaiolas de tilápias e já obrigam força-tarefa a retirar quatro caminhões cheios, enquanto produtores temem queda de oxigênio e morte de peixes

Escrito por Carla Teles

Publicado em 11/09/2026 às 11:45

Atualizado em 11/09/2026 às 11:50

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Em Minas Gerais, plantas aquáticas e salvínias tomam a represa de Miranda, no rio Araguari, cercam tilápias e dificultam a navegação. Imagem: Reprodução/TV Paranaíba/YouTube.

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No rio Araguari, em Indianópolis, plantas aquáticas do tipo salvínias avançaram sobre áreas da represa de Miranda, dificultaram o acesso de barcos às gaiolas de tilápias e levaram a uma força-tarefa que retirou quatro caminhões de material, enquanto piscicultores temem impactos futuros na oxigenação da água e nos peixes locais.

Uma concentração de plantas aquáticas transformou trechos do rio Araguari e da represa de Miranda, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, em uma paisagem que lembra uma maré verde, apesar de o litoral estar a mais de 600 quilômetros dali. As salvínias chegaram às áreas de piscicultura, cercaram gaiolas de tilápias e começaram a dificultar a passagem dos barcos.

Segundo reportagem publicada pelo canal TV Paranaíba, no YouTube, em 7 de setembro de 2026, moradores e produtores afirmaram nunca ter presenciado situação semelhante naquela proporção. Em um dos pontos atingidos, uma força-tarefa já havia retirado quatro caminhões cheios de plantas, enquanto autoridades informaram que especialistas monitoravam as áreas afetadas.

Plantas aquáticas transformaram a superfície em uma espécie de “maré”

Imagem: Reprodução/TV Paranaíba/YouTube.

Vista à distância, a camada que se espalhava sobre a água poderia lembrar uma concentração de algas. A reportagem, porém, identificou o material como salvínias, plantas aquáticas encontradas principalmente em ambientes de água parada ou de fluxo mais lento. Em determinados pontos, elas formavam extensas mantas sobre a superfície.

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A situação chamou especialmente a atenção de quem vive às margens da represa. Um produtor de tilápias ouvido pela TV Paranaíba afirmou estar havia 16 anos criando peixes no lago de Miranda e disse nunca ter visto aquela quantidade de plantas ocupando a água daquela maneira.

Salvínias chegaram até as gaiolas onde são criadas as tilápias

Uma das áreas mais atingidas fica justamente onde estão instaladas gaiolas utilizadas para criação de tilápias. O vento empurrava as plantas aquáticas em direção às estruturas, criando uma cobertura cada vez mais densa ao redor dos pontos aos quais os trabalhadores precisam chegar diariamente.

A equipe da reportagem percorreu o local de barco e encontrou trechos nos quais a navegação ficava extremamente difícil. Para os piscicultores, chegar às gaiolas deixou de ser uma tarefa simples, porque a vegetação flutuante passou a ocupar justamente os caminhos usados pelas embarcações.

Plantas podem entrar na hélice e deixar barco parado na represa

Imagem: Reprodução/TV Paranaíba/YouTube.

O produtor explicou que a principal dificuldade registrada até então estava na navegação. Quando uma embarcação passa sobre a manta formada pelas salvínias, parte das plantas pode alcançar a hélice e comprometer seu funcionamento, fazendo o motor perder força.

Isso significa que um barco pode acabar parado no meio da represa durante o deslocamento entre as gaiolas. Além de atrapalhar o manejo dos peixes, a situação preocupa pela possibilidade de acidentes envolvendo outras embarcações ou estruturas da piscicultura espalhadas pelo lago.

Quatro caminhões de plantas já foram retirados em força-tarefa

O problema não ficou restrito a uma única propriedade. Segundo a reportagem, as plantas aquáticas começaram a aparecer também na represa de Nova Ponte e depois avançaram sobre outros locais da região do rio Araguari.

Na área da balsa entre Uberlândia e Indianópolis, uma mobilização realizada pela prefeitura conseguiu retirar grande quantidade do material acumulado. Ao fim do trabalho, quatro caminhões estavam cheios das plantas retiradas da água, dando uma dimensão física da quantidade que havia se concentrado naquele ponto.

Autoridades passaram a monitorar as áreas atingidas

A TV Paranaíba procurou autoridades municipais e órgãos ligados ao meio ambiente para saber quais providências estavam sendo tomadas. Segundo as informações repassadas à emissora, especialistas identificaram as plantas e passaram a monitorar os locais onde elas estavam aparecendo.

Uma força-tarefa também estava sendo mobilizada com participação de diferentes órgãos e apoio do Ministério Público Estadual. O objetivo informado era atuar sobre o problema, que ainda era recente, enquanto moradores, pescadores e produtores tentavam entender até onde a expansão das salvínias poderia chegar.

Até agora, piscicultor diz não ter registrado morte de peixes

Imagem: Reprodução/TV Paranaíba/YouTube.

Apesar do impacto visual e das dificuldades para os barcos, o produtor entrevistado afirmou que, até aquele momento, não havia ocorrido mortalidade entre os peixes de criação nem entre espécies nativas associada à presença das plantas.

Esse dado é importante porque separa aquilo que já estava acontecendo daquilo que ainda era uma preocupação para o futuro. Naquele estágio, o efeito concreto relatado pelos piscicultores estava principalmente na navegação e no acesso às gaiolas, enquanto eventuais consequências para a qualidade da água ainda eram motivo de temor.

Medo é que grande quantidade de plantas afete a oxigenação

A principal preocupação do produtor está no que poderia acontecer se grandes volumes dessas plantas aquáticas morrerem, afundarem e se acumularem no fundo da represa. Ele teme que esse processo possa alterar as condições da água e reduzir a disponibilidade de oxigênio.

O piscicultor relacionou esse receio tanto às tilápias criadas comercialmente quanto aos peixes nativos da região, citando espécies como tucunaré, mandi e pacu-caranha. Até a data da reportagem, entretanto, esse cenário era uma preocupação do produtor, e não uma mortalidade já registrada.

Fenômeno preocupa também quem depende do rio para turismo e pesca

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A presença das salvínias passou a chamar atenção de outros moradores das margens do Araguari, incluindo pescadores e proprietários de chácaras. A preocupação vai além das gaiolas de tilápias porque a navegação, a pesca esportiva e outras atividades ligadas à represa dependem do acesso livre à água.

Para quem trabalha diretamente no lago, a falta de experiência anterior com um acúmulo dessa proporção aumenta a incerteza. O fenômeno surgiu rapidamente, espalhou-se por diferentes áreas e passou a exigir ações de retirada antes que seus efeitos de longo prazo fossem completamente conhecidos.

De uma aparência curiosa a um problema que exige monitoramento

À primeira vista, a superfície tomada pelas plantas aquáticas cria uma imagem incomum para um rio localizado a centenas de quilômetros do litoral. De perto, porém, a manta verde já interfere na rotina dos barcos, ocupa áreas próximas às gaiolas e mobiliza equipes para retirar toneladas de vegetação da água.

Quatro caminhões já saíram carregados de um dos pontos atingidos, enquanto especialistas acompanham a situação e produtores observam diariamente as condições da represa de Miranda. O que mais chamaria sua atenção ao encontrar um rio coberto dessa forma: a quantidade de plantas, a dificuldade para navegar ou o possível impacto sobre os peixes? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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