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Roberto Carlos viveu em uma casa simples de Cachoeiro de Itapemirim, viu os pais venderem o imóvel em 1961 e, quase quatro décadas depois, a prefeitura comprou e restaurou a propriedade; aberta ao público em 2000, a antiga casa do “Rei” virou patrimônio histórico e passou a receber milhares de fãs do Brasil e do mundo

Roberto Carlos viveu em uma casa simples de Cachoeiro de Itapemirim, viu os pais venderem o imóvel em 1961 e, quase quatro décadas depois, a prefeitura comprou e restaurou a propriedade; aberta ao público em 2000, a antiga casa do “Rei” virou patrimônio histórico e passou a receber milhares de fãs do Brasil e do mundo

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Roberto Carlos viveu em uma casa simples de Cachoeiro de Itapemirim, viu os pais venderem o imóvel em 1961 e, quase quatro décadas depois, a prefeitura comprou e restaurou a propriedade; aberta ao público em 2000, a antiga casa do “Rei” virou patrimônio histórico e passou a receber milhares de fãs do Brasil e do mundo

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 05/09/2026 às 19:36

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Casa onde Roberto Carlos nasceu e viveu até os 13 anos foi vendida pela família em 1961, comprada pela prefeitura em 1998 e virou centro cultural.

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Casa onde Roberto Carlos nasceu e viveu até os 13 anos foi vendida pela família em 1961, comprada pela prefeitura em 1998 e virou centro cultural.

Antes dos grandes palcos, dos especiais de televisão, dos discos vendidos em vários países e do título de “Rei”, Roberto Carlos Braga passou os primeiros 13 anos da vida em uma residência familiar de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. O imóvel pertenceu aos pais do cantor, Robertino Braga e Laura Moreira Braga, até 1961, quando foi vendido a outro proprietário. Quase quatro décadas depois, a prefeitura recuperou a casa que havia testemunhado a infância de um dos artistas mais conhecidos do Brasil.

Segundo o cadastro oficial do MuseusBr, a propriedade foi adquirida pelo município em 1998, restaurada para preservar suas características e aberta ao público como Casa de Cultura Roberto Carlos em 2000. Desde então, aquele endereço da Rua João de Deus Madureira deixou de ser apenas a antiga residência de uma família cachoeirense para receber milhares de fãs, turistas e admiradores vindos do Brasil e do exterior.

Roberto Carlos passou os primeiros 13 anos naquele endereço

A ligação entre Roberto Carlos e a casa começa no próprio nascimento do cantor. Fontes oficiais do município identificam o imóvel como o local onde ele nasceu e viveu até os 13 anos, acompanhado dos pais e dos irmãos Norma, Carlos Alberto e Lauro.

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A residência ficava na Rua João de Deus Madureira, no atual bairro Recanto. Diferentemente das grandes propriedades posteriormente associadas a estrelas da música, era uma casa de características familiares, integrada à vida cotidiana de Cachoeiro de Itapemirim.

Foi naquele ambiente que Roberto viveu sua primeira infância, muito antes de sua trajetória artística adquirir dimensão nacional.

O imóvel, portanto, guarda uma fase praticamente impossível de reconstruir em qualquer outro endereço: os anos em que Roberto Carlos ainda era apenas um menino de Cachoeiro.

Robertino e Laura mantiveram a propriedade até 1961

Mesmo depois de Roberto Carlos deixar de morar ali aos 13 anos, a propriedade continuou pertencendo à família. O MuseusBr informa que a casa permaneceu nas mãos de Robertino e Laura até 1961, quando foi vendida para Gil Matos.

O negócio aconteceu quando Roberto já começava a construir sua trajetória musical fora de Cachoeiro.

Naquele momento, naturalmente, ninguém poderia saber a dimensão que o antigo morador alcançaria nas décadas seguintes nem que aquela residência acabaria considerada parte do patrimônio cultural da cidade.

A venda poderia ter colocado um ponto final na ligação institucional entre o imóvel e a família Braga.

Não colocou.

Décadas depois, a história do cantor faria a prefeitura voltar os olhos justamente para aquela casa.

Prefeitura comprou a antiga residência em 1998

A reviravolta aconteceu 37 anos depois da venda realizada pelos pais de Roberto Carlos. Em 1998, durante a administração municipal de Theodorico de Assis Ferraço, o imóvel foi adquirido pelo poder público com o objetivo de preservar o local associado à infância do artista.

O registro do MuseusBr confirma tanto o ano da aquisição quanto a posterior transformação do endereço em equipamento cultural.

Foto: Youtube

A compra tinha um significado que ultrapassava o valor imobiliário da residência.

Roberto Carlos já havia se tornado uma das figuras mais reconhecidas da música popular brasileira. Cachoeiro de Itapemirim, por sua vez, incorporara definitivamente o cantor à identidade cultural e turística do município.

Preservar a casa significava conservar um pedaço físico de uma história que já havia ultrapassado as fronteiras do Espírito Santo.

Arquitetura original foi preservada durante a restauração

Depois da aquisição, a prefeitura restaurou o imóvel. Documentos municipais destacam que a intervenção buscou valorizar e preservar sua arquitetura original, permitindo que o visitante tenha contato não apenas com objetos relacionados ao cantor, mas também com a própria configuração da residência onde ele passou a infância.

Esse elemento é fundamental para o valor histórico da Casa de Cultura Roberto Carlos.

Se o edifício tivesse sido completamente reconstruído ou descaracterizado, permaneceria apenas como endereço simbólico. A preservação arquitetônica transformou a própria construção em parte do acervo.

Portas, cômodos, fachada e proporções da residência ajudam a transportar o visitante para o ambiente familiar vivido pelo cantor décadas antes da fama.

É um contraste marcante com a imagem pública construída posteriormente por Roberto Carlos, marcada por grandes apresentações, carros, roupas sofisticadas e uma carreira internacional.

Em 2000, a antiga casa finalmente abriu ao público

Dois anos depois de ser adquirida pela prefeitura, a propriedade iniciou uma nova fase.

A Casa de Cultura Roberto Carlos foi aberta ao público em 2000, segundo o cadastro nacional de museus.

A partir daquele momento, o endereço deixou definitivamente de funcionar como uma residência comum.

Passou a receber visitantes interessados em conhecer a origem do artista, transformando a memória particular da família Braga em patrimônio compartilhado pela cidade.

Conheça a casa onde Roberto Carlos cresceu!!

A importância cultural do espaço também recebeu reconhecimento oficial. Um Diário Oficial de Cachoeiro publicado em 2003 registrava a Casa de Cultura Roberto Carlos como Patrimônio Histórico e Cultural do Município, associando diretamente essa proteção ao fato de ter sido o lugar onde nasceu o cantor.

O imóvel também aparece no levantamento estadual de bens protegidos do Espírito Santo como a residência onde nasceu Roberto Carlos, com tombamento estadual registrado em 2009.

Quase 8 mil pessoas visitaram a casa somente em 2018

O imóvel também se transformou em atração turística efetiva. Dados divulgados pela prefeitura mostram que quase 8 mil pessoas passaram pela Casa de Cultura Roberto Carlos durante 2018. Entre elas estavam fãs originários de diferentes estados brasileiros e também visitantes estrangeiros.

O cadastro do MuseusBr registra ainda que o espaço já havia recebido aproximadamente 166 mil visitantes desde sua abertura, de acordo com o período contabilizado pela instituição.

Atualmente, a própria administração municipal continua descrevendo o local como um dos centros culturais mais visitados de Cachoeiro e afirma que milhares de fãs, curiosos e admiradores passam anualmente pela propriedade.

A antiga casa familiar conseguiu, portanto, algo que poucos imóveis ligados à infância de artistas alcançam: tornou-se destino turístico por mérito próprio.

Uma estátua de mármore passou a receber os visitantes na entrada

A homenagem a Roberto Carlos ultrapassou os limites internos da residência. Na praça situada diante da Casa de Cultura foi instalada uma estátua do cantor realizada em mármore branco, material diretamente ligado à identidade econômica de Cachoeiro de Itapemirim, município conhecido nacionalmente por sua indústria de rochas ornamentais. A prefeitura registra a escultura como parte do circuito turístico dedicado ao artista.

A obra reforça a mudança visual ocorrida naquele endereço.

Onde antes havia apenas a casa em que Robertino e Laura criavam os filhos, hoje existe um conjunto dedicado à memória de Roberto Carlos.

A própria rua passou a integrar roteiros turísticos relacionados ao cantor, conectando a residência a outros locais de sua infância e juventude.

O visitante pode seguir dali para lugares como a igreja onde Roberto foi batizado, a escola que frequentou e o Conservatório de Música de Cachoeiro.

Cidade criou um roteiro inteiro seguindo os passos do “Rei”

A importância da residência acabou estimulando um projeto turístico maior. Em 2022, a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim lançou um roteiro dedicado à trajetória de Roberto Carlos na cidade. A Casa de Cultura aparece como ponto central por ser justamente o lugar onde ele nasceu e viveu até os 13 anos.

O circuito inclui outros locais diretamente relacionados aos primeiros anos do cantor.

Entre eles estão a Igreja Nosso Senhor dos Passos, onde Roberto Carlos foi batizado; a Escola Jesus Cristo Rei, onde estudou; e o Conservatório de Música, instituição fundada em 1947 e frequentada pelo artista.

A estratégia transforma a biografia do cantor em geografia.

Em vez de conhecer apenas fotografias de sua infância, o fã pode percorrer fisicamente os mesmos pontos urbanos que fizeram parte dos primeiros capítulos daquela trajetória.

E a casa funciona como a origem natural desse caminho.

Aniversário do cantor transforma o endereço em ponto de celebração

A relação emocional entre os fãs e o imóvel aparece com força especialmente em torno de 19 de abril, aniversário de Roberto Carlos.

Documentos históricos da própria prefeitura registram festas realizadas junto à Casa de Cultura. Em 2002, quando o cantor completou 61 anos, a programação incluiu apresentações musicais, exposição organizada por fãs e até um bolo de 61 metros de comprimento montado na Rua João de Deus Madureira.

Duas décadas depois, a tradição continuava.

Casa onde Roberto Carlos nasceu e viveu até os 13 anos foi vendida pela família em 1961, comprada pela prefeitura em 1998 e virou centro cultural.

Em 2023, a programação municipal do aniversário do “Rei” novamente utilizou a Casa de Cultura para apresentações, recepção de visitantes e atividades musicais durante vários dias.

O endereço da infância, portanto, não funciona somente como museu estático. Tornou-se espaço onde a cidade continua celebrando publicamente seu morador mais famoso.

O imóvel continua recebendo investimentos mais de duas décadas depois

Mesmo depois de mais de 20 anos aberta ao público, a propriedade continua recebendo ações para preservação e melhoria.

Em 2025, a Secretaria da Cultura do Espírito Santo incluiu a Casa de Cultura Roberto Carlos entre os bens selecionados para receber recursos destinados à elaboração de projeto executivo, com investimento previsto de R$ 30,8 mil dentro do programa estadual de preservação.

Outro plano oficial prevê aquisição de equipamentos de acessibilidade, mobiliário e outros itens para o bem tombado entre 2025 e 2026.

Essas medidas mostram que a transformação iniciada em 1998 não terminou com a inauguração do centro cultural.

A casa precisa continuar sendo adaptada, mantida e conservada para que sua arquitetura histórica sobreviva ao fluxo permanente de visitantes.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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