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Robô humanoide de 1,45 m que corre a 7,2 km/h e usa IA, LiDAR e câmeras será segurança do Rock in Rio
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 07/09/2026 às 22:22
Atualizado em 07/09/2026 às 22:42
Ciência e Tecnologia
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Robô com inteligência artificial será usado no Rock in Rio ao lado de drones, câmeras, cães e mais de 2 mil vigilantes durante os sete dias do festival.
Uma megastrutura de proteção que movimenta a economia e envolve milhares de pessoas promete transformar os bastidores do Rock in Rio. A estimativa oficial é que o evento receba cerca de 100 mil visitantes por dia de show, atraindo quase metade desse público de fora do estado.
O impacto financeiro também é expressivo, com previsão de injetar R$ 3,3 bilhões na economia do estado do Rio de Janeiro durante os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico.
No entanto, a grande novidade nos bastidores deste ano é um patrulhamento inovador: um androide de 1,45 metro de altura e cerca de 35 quilos atuará ao lado das equipes de proteção.
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O dispositivo, batizado de Yellow Pro, é um modelo humanoide G1Plug capaz de atingir uma velocidade de até 7,2 km/h, apresentando movimentações semelhantes às do corpo humano.
O equipamento já passou por testes na edição do Rock in Rio Lisboa 2026 antes de ser integrado à operação brasileira.
Cães de guarda e bodycams reforçam a estratégia híbrida
A estratégia adotada para garantir a ordem pública junta os recursos da computação moderna com métodos tradicionais de vigilância.
Ao mesmo tempo em que os agentes utilizarão 20 câmeras corporais (bodycams) acopladas ao uniforme, capazes de transmitir voz e imagens ao vivo para o centro de comando, a operação contará com a ajuda de dois cães de guarda conduzidos por vigilantes capacitados.
O conceito por trás dessa união é denominado pela empresa responsável, a SegurPro, como “Segurança Híbrida”.
A edição de 2026 marca duas décadas de parceria com o festival, iniciada na edição de Lisboa em 2006, além de completar 14 anos de atuação contínua da empresa nas edições brasileiras.
Monitoramento inteligente com recursos de última geração
Para alimentar essa estrutura, o ecossistema de proteção conta com 117 dispositivos de filmagem espalhados por pontos estratégicos.
Desse total, 40 unidades estão equipadas com algoritmos avançados capazes de processar dados em tempo real.
Os locais priorizados incluem os portões de acesso, entradas das atrações, praças de alimentação e áreas de grande adensamento.
As funcionalidades incluem medição de público em tempo real, categorização por gênero e faixa etária, acompanhamento por mapas de calor, identificação de objetos esquecidos e detecção de acessos indevidos.
No ar, quatro drones estarão em operação, incluindo um modelo equipado com dockstation, espécie de base de pouso fixa que permite decolagens autônomas para missões e retorno automático para recarga.
Radares de monitoramento também foram instalados para identificar preventivamente movimentações no perímetro e nas áreas do entorno.
A força de trabalho humana integrada à tecnologia digital
Apesar da presença desse aparato digital, o trabalho humano continua sendo a espinha dorsal da operação, mobilizando mais de dois mil vigilantes.
Toda a comunicação com a equipe de campo é feita pela Plataforma Operativa SegurPro (POPs). Uma das posições no centro de controle operacional será ocupada por um vigilante que utiliza cadeira de rodas, integrando a equipe responsável por distribuir as informações.
“A tecnologia não substitui o fator humano; ela potencializa a capacidade de quem está à frente da segurança. A complexidade desses eventos exige que a tecnologia esteja integrada à estratégia de prevenção e à tomada de decisão”, afirma Paulo Armário, gerente de operações de eventos e Risk Advisory da SegurPro.
O executivo avalia que esse modelo antecipa uma transformação inevitável no setor. “Estamos sempre atentos às novas tecnologias e às possibilidades que elas oferecem para aprimorar nossas operações. Mas incorporar uma nova ferramenta também exige preparo”, pontua.
“A tecnologia amplia nossa capacidade de monitoramento e nos permite acessar informações em tempo real, enquanto os profissionais utilizam esses recursos para analisar cenários e tomar decisões de forma mais ágil e assertiva”, acrescenta Paulo Armário.
O robô que percorrerá a área do festival funciona com o sistema LiDAR 3D, mapeando o entorno em tempo real e em 360 graus através da emissão de feixes luminosos.
Câmeras de profundidade acopladas calculam a distância exata até objetos e pessoas, enquanto 43 motores articulados garantem a movimentação.
Toda a rota e interações da máquina ocorrerão sob supervisão humana contínua a partir do Centro de Controle Operacional (CCO) instalado no Parque Olímpico.
Fonte
Exame
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

