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Royal Enfield Classic 650 chega ao Brasil por R$ 34.490, estreia motor bicilíndrico de 648 cc na clássica, entrega cerca de 47 cv e câmbio de 6 marchas

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Royal Enfield Classic 650 chega ao Brasil por R$ 34.490, estreia motor bicilíndrico de 648 cc na clássica, entrega cerca de 47 cv e câmbio de 6 marchas

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 28/09/2026 às 23:25

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Foto: Divulgação/Royal Enfield

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Royal Enfield Classic 650 estreia no Brasil por R$ 34.490 com motor bicilíndrico de 648 cc, cerca de 47 cv, câmbio de seis marchas e ABS.

O motor ganhou vida e, pela primeira vez, uma Classic vendida no Brasil passou a pulsar com dois cilindros e quase 650 cc. Segundo a Royal Enfield Brasil, a nova Classic 650 estreia no mercado nacional com preço a partir de R$ 34.490 e leva para uma das linhas mais tradicionais da marca o conhecido motor bicilíndrico paralelo de 647,95 cc. A motocicleta começou a ser apresentada ao público brasileiro em abril de 2026 e amplia uma família que até então tinha na Classic 350 sua principal representante de desenho retrô.

O salto não fica apenas na cilindrada. A Classic 650 entrega cerca de 47 cv e pouco mais de 5 kgfm de torque, usa câmbio de seis marchas, freios a disco nas duas rodas com ABS de dois canais e suspensão fornecida pela Showa. O conjunto vem acompanhado de tanque de 14,8 litros, farol de LED, painel que mistura velocímetro analógico com tela digital, entrada USB-C e um assento traseiro que pode ser retirado para transformar a moto em uma clássica monoposto.

Classic 650 estreia no Brasil partindo de R$ 34.490

A Royal Enfield colocou a Classic 650 no mercado brasileiro com três opções de acabamento. A Vallam Red abre a gama por R$ 34.490, enquanto a Teal sobe para R$ 34.990 e a Black Chrome chega a R$ 35.490.

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Foto: Divulgação/Royal Enfield

As diferenças entre elas estão concentradas principalmente nas cores e no acabamento. A base mecânica permanece a mesma, com motor de 648 cc, câmbio de seis velocidades e o mesmo conjunto de chassi, freios e suspensões.

No lançamento, a marca abriu as reservas em 11 de abril de 2026. A Classic 650 também passou a aparecer no catálogo oficial brasileiro e já pode ser encontrada na rede da fabricante para agendamento de test ride.

Motor bicilíndrico de 648 cc muda completamente a Classic

O maior salto aparece quando o motor é ligado. Sai a proposta monocilíndrica associada à Classic 350 e entra o conhecido bicilíndrico paralelo da família 650 da Royal Enfield.

São exatos 647,95 cc distribuídos entre dois cilindros em linha. O motor trabalha com comando simples no cabeçote, quatro tempos, injeção eletrônica e refrigeração a ar e óleo.

A potência fica perto de 47 cv, entregue em rotações mais altas do que nos motores menores da marca. O torque gira em torno de 5,3 kgfm, dando à moto mais força para retomadas, ultrapassagens e viagens em velocidade de estrada.

Câmbio de seis marchas acompanha o salto de potência

A transmissão também sobe de nível para acompanhar o novo motor. A Classic 650 usa um câmbio de seis velocidades, associado a uma embreagem multidisco banhada a óleo.

A sexta marcha ajuda principalmente em deslocamentos rodoviários, permitindo que o motor trabalhe em uma relação mais longa quando a velocidade aumenta. É uma diferença importante para uma moto que agora tem força suficiente para passar muito mais tempo fora do trânsito urbano.

O conjunto é conhecido dentro da própria Royal Enfield. Versões do mesmo motor bicilíndrico já aparecem em outros modelos da marca, como Super Meteor 650, Shotgun 650 e Bear 650.

Peso chega a 243 kg em ordem de marcha

A potência cresceu bastante em relação às Classics menores, mas o tamanho e o peso também aumentaram. A fabricante informa 243 kg em ordem de marcha considerando óleo e aproximadamente 90% do combustível.

Foto: Divulgação/Royal Enfield

É um número que coloca a Classic 650 entre as motos mais pesadas da atual família Royal Enfield. Essa massa aparece principalmente em manobras de baixa velocidade, ao tirar a moto do descanso ou ao movimentá-la parada.

A altura do banco é de 800 mm. O número ajuda a reduzir parte da dificuldade causada pelo peso, pois permite que muitos motociclistas apoiem os pés no chão com mais facilidade.

Tanque de 14,8 litros mantém desenho em forma de gota

O tanque continua sendo um dos elementos mais reconhecíveis da família Classic. Na 650, ele mantém o formato arredondado em forma de gota, mas agora comporta 14,8 litros de combustível.

A Royal Enfield preservou ainda outras referências visuais das motos antigas. O conjunto frontal continua dominado pelo farol redondo e pela cobertura metálica característica da Classic.

Ao lado do farol aparecem as pequenas luzes conhecidas como “tiger eyes”. Elas fazem parte da identidade histórica da linha e foram mantidas mesmo com a adoção de iluminação principal em LED.

Dois escapamentos denunciam que esta não é uma Classic 350

Se a moto estiver passando de lado, há outro detalhe que entrega rapidamente a mudança de motor. A Classic 650 usa dois escapamentos cromados, um de cada lado.

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A solução está diretamente ligada à arquitetura bicilíndrica e também reforça a aparência simétrica da motocicleta. A Royal Enfield chama o desenho dos escapamentos de “peashooter”, formato longo e estreito inspirado em motos clássicas.

Os cromados aparecem ainda em várias partes da carroceria. Na Black Chrome, esse contraste se torna ainda mais evidente porque o acabamento escuro do tanque divide espaço com superfícies metálicas brilhantes.

Assento traseiro pode ser retirado da motocicleta

A Classic 650 sai preparada para levar piloto e passageiro, mas não precisa permanecer assim. O banco traseiro pode ser removido, e o projeto permite retirar também parte do suporte destinado à garupa.

Foto: Divulgação/Royal Enfield

Com isso, a traseira fica limpa e a moto ganha aparência de monoposto. A transformação combina com o desenho clássico e permite mudar visualmente a motocicleta sem alterar sua estrutura principal.

É uma solução que também amplia as possibilidades de personalização. A Royal Enfield trabalha com acessórios originais para a linha, seguindo uma estratégia já utilizada em outros modelos da fabricante.

Suspensão Showa usa garfo de 43 mm

Na dianteira, a Classic 650 utiliza garfo telescópico de 43 mm com 120 mm de curso. Atrás aparecem dois amortecedores com 90 mm de curso.

A suspensão traseira é fornecida pela Showa. O desenho de dois amortecedores mantém a aparência tradicional da moto, em vez de esconder um monoamortecedor no centro do chassi.

A distância entre os eixos chega a 1.475 mm. Já a altura livre em relação ao solo é de 154 mm, deixando claro que a Classic foi projetada principalmente para asfalto e não para enfrentar trilhas ou obstáculos altos.

Freio dianteiro tem disco de 320 mm e ABS

Os 243 kg precisam ser controlados por um sistema de freios mais robusto. Na dianteira, a Royal Enfield instalou um disco hidráulico de 320 mm com pinça flutuante de dois pistões.

Atrás há outro disco, desta vez com 300 mm. O conjunto trabalha com ABS de dois canais, que atua nas duas rodas para reduzir o risco de travamento durante uma frenagem forte.

A roda dianteira usa pneu 100/90-19. Atrás, a medida aumenta para 140/70 R18, criando a combinação de roda maior na frente e menor na traseira típica de várias motocicletas de desenho clássico.

Painel mistura ponteiro tradicional com informações digitais

Não há uma grande tela TFT dominando o guidão. A Royal Enfield manteve um velocímetro circular de aparência analógica, mas colocou uma pequena tela LCD dentro do conjunto.

O visor mostra informações como nível de combustível, marcha engatada e distância percorrida. Assim, a Classic 650 adiciona informações modernas sem abandonar o formato visual das motocicletas antigas.

Os comandos também receberam acabamento trabalhado, com seletores giratórios e peças que seguem o estilo retrô. Há ainda uma conexão USB tipo C para carregar celular ou outros dispositivos durante o percurso.

Farol redondo agora utiliza tecnologia LED

A carcaça do farol continua parecendo saída de outra época, mas a iluminação não. O farol principal é de LED, assim como a lanterna traseira.

Esse contraste resume boa parte da proposta da Classic 650. O formato tenta preservar a imagem de uma motocicleta antiga, enquanto componentes elétricos, injeção eletrônica, ABS e iluminação moderna trabalham por baixo dessa aparência.

Os piscas seguem formato simples e ficam afastados do farol. Na traseira, para-lama curvo e lanterna compacta completam a linguagem visual da família Classic.

Classic 650 fica próxima de outras Royal Enfield bicilíndricas no preço

O preço de R$ 34.490 coloca a novidade muito perto de outros modelos da própria marca. A Bear 650 parte de R$ 33.990, enquanto a Super Meteor 650 começa atualmente em R$ 35.490 no catálogo brasileiro.

Foto: Divulgação/Royal Enfield

A Shotgun 650 também circula nessa faixa, dependendo da pintura escolhida. Isso significa que o comprador não escolhe apenas pela cilindrada ou potência, já que boa parte dessas motos divide a mesma família mecânica.

O que muda é a proposta. A Bear segue uma linha scrambler, a Super Meteor assume posição cruiser, a Shotgun aposta em uma aparência custom e a Classic 650 tenta reproduzir a silhueta mais tradicional da Royal Enfield.

Classic 650 leva o desenho histórico para uma moto bem maior

A carroceria mede 2.318 mm de comprimento, 892 mm de largura e 1.137 mm de altura. A moto, portanto, ocupa mais espaço físico e exige mais esforço em baixa velocidade que uma Classic de menor cilindrada.

Esse crescimento não aparece por acaso. Motor, chassi, freios, suspensão e rodas precisaram acompanhar a nova proposta de desempenho, principalmente para permitir viagens e deslocamentos rodoviários com mais folga.

Mesmo assim, a Royal Enfield evitou transformar a Classic em uma moto esportiva. A posição de pilotagem continua relaxada, o desenho do tanque permanece tradicional e o banco largo mantém a proposta de condução mais tranquila.

A Classic mais forte chega sem abandonar o desenho que a tornou reconhecível

A chegada da Classic 650 mexe justamente na parte que estava escondida sob um dos desenhos mais tradicionais da Royal Enfield. O tanque em forma de gota, o farol redondo, os para-lamas curvos e os cromados continuam ali, mas agora cercam um motor bicilíndrico de 647,95 cc.

Por R$ 34.490 na versão Vallam Red, a moto entrega cerca de 47 cv, torque próximo de 5,3 kgfm, câmbio de seis marchas, ABS nas duas rodas, suspensão Showa, tanque de 14,8 litros e iluminação de LED. A Black Chrome eleva o preço para R$ 35.490, mas preserva exatamente a mesma base mecânica.

A Classic deixou de ser apenas a opção retrô de menor cilindrada da marca. Agora há uma versão de 243 kg, dois escapamentos e quase 650 cc ocupando o mesmo desenho que a Royal Enfield vem carregando por gerações. Para quem olhava para a Classic, mas queria mais motor para pegar estrada, a chegada da 650 muda o que aquela silhueta conhecida é capaz de fazer?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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