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Santa Catarina opera desde 1989 um sistema antigranizo com 170 geradores de solo que queimam iodeto de prata em 13 municípios para encolher as pedras de gelo ainda nas nuvens, e prepara expansão de R$ 12 milhões para 26 cidades
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 03/09/2026 às 09:48
Atualizado em 03/09/2026 às 09:49
Ciência e Tecnologia
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A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária coordena o programa em parceria com prefeituras municipais. Em 2025, o governo repassou cerca de R$ 2,2 milhões em convênios às 13 cidades atendidas. A lista de novas beneficiadas inclui São Joaquim, Ituporanga e Joaçaba, com investimento estimado em R$ 12 milhões
Santa Catarina está ampliando o Sistema Antigranizo, tecnologia utilizada para reduzir os danos provocados por tempestades de granizo, principalmente em regiões com forte produção agrícola. O sistema opera no estado desde 1989 e funciona com geradores instalados em solo que queimam iodeto de prata, composto liberado na atmosfera para agir nas nuvens carregadas.
As informações foram publicadas pelo ND Mais em 9 de março de 2026, às 17h16, em texto assinado por Daiane Carolina, de Chapecó, com declarações do secretário estadual da Agricultura e Pecuária e do meteorologista responsável pela operação do sistema.
Iodeto de prata é queimado em geradores instalados no chão
O Sistema Antigranizo utiliza geradores instalados em solo que queimam iodeto de prata.
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O composto é liberado na atmosfera e atua diretamente nas nuvens carregadas, alterando a formação das pedras de gelo. A intervenção, portanto, não acontece durante a queda do granizo, e sim antes, dentro da própria estrutura da tempestade.
Objetivo é formar muitas pedras pequenas em vez de poucas grandes
A tecnologia faz com que o granizo se forme em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair em tamanho reduzido.
“O processo trabalha dentro da nuvem para diminuir ou impedir a formação de granizo. Em vez de pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que podem se dissolver durante a queda”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa responsável pela operação do sistema. A ressalva do verbo é relevante: as partículas podem se dissolver, e não necessariamente se dissolvem.
Estado tem 170 geradores em operação
Atualmente, Santa Catarina conta com 170 geradores em operação.
O número dimensiona a malha instalada no estado e é o que permite acionar o sistema em pontos distintos conforme a tempestade se forma, já que cada gerador atua a partir do solo em sua própria área de cobertura.
Sistema nasceu em 1989 para proteger a produção de maçã
O Sistema Antigranizo começou voltado principalmente à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva do setor, que sofre grandes prejuízos quando há tempestades de granizo.
A operação em Santa Catarina começou em 1989, o que dá ao programa mais de três décadas de funcionamento antes da ampliação em curso.
Resultados na maçã abriram caminho para outras culturas
Com a comprovação dos resultados positivos para os agricultores, a tecnologia foi expandida para outras culturas e regiões produtoras.
A trajetória explica por que o programa, hoje coordenado pelo Estado, nasceu de uma demanda privada de um único setor e acabou virando política pública de prevenção no campo.
Coordenação é da Sape, em parceria com as prefeituras
A iniciativa é coordenada pela Sape (Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária), em parceria com prefeituras municipais.
O modelo de convênio com os municípios é o que sustenta a operacionalização do sistema, com o Estado repassando recursos e as prefeituras assumindo a execução local.
Treze municípios já contam com o sistema
O Sistema Antigranizo está implantado em Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
A concentração dessas cidades em regiões produtoras é o que explica a distribuição atual da rede, montada onde as perdas por granizo têm maior impacto econômico.
R$ 2,2 milhões foram repassados em convênios em 2025
Em 2025, o Governo do Estado repassou cerca de R$ 2,2 milhões em convênios com as prefeituras para a operacionalização do sistema nessas cidades.
No ano passado, os municípios de Ibiam e Arroio Trinta passaram a integrar o programa, movimento que já indicava a tendência de ampliação da cobertura.
Expansão prevê mais 13 cidades a partir de 2026
Para 2026, estava prevista a instalação e operação do sistema em mais 13 municípios catarinenses.
A lista inclui São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. Somadas às 13 cidades já atendidas, elas levariam a cobertura a 26 municípios.
Investimento estimado é de aproximadamente R$ 12 milhões
O investimento estimado para essa ampliação é de aproximadamente R$ 12 milhões.
O valor vem acompanhado da atualização dos valores de manutenção para os municípios que já utilizam a tecnologia, ou seja, o pacote não se limita à instalação em novas cidades e também mexe no custeio da rede existente.
Secretário afirma que o estado é referência no sistema
Sobre a ampliação, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, declarou: “Santa Catarina é referência no sistema antigranizo”.
“Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado amplia a cobertura e garante mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destacou o secretário, ao tratar do reforço à política de prevenção no campo.
Especialistas apontam redução da área atingida e do tamanho do granizo
De acordo com especialistas citados na reportagem, o sistema tem se mostrado eficiente ao reduzir tanto a área atingida pelas tempestades quanto o tamanho das pedras de gelo.
Esse segundo ponto é apontado como fator fundamental para minimizar perdas na agricultura, já que o dano em lavouras varia conforme o tamanho do granizo que chega ao solo.
Situação atual: cobertura em 13 cidades e expansão planejada para 26
Quando a reportagem foi publicada, em 9 de março de 2026, o Sistema Antigranizo operava em 13 municípios catarinenses, com 170 geradores instalados e convênios de cerca de R$ 2,2 milhões repassados no ano anterior.
A previsão apresentada pelo Governo do Estado era levar a tecnologia a outras 13 cidades, com investimento estimado em aproximadamente R$ 12 milhões, o que dobraria a cobertura do programa iniciado em 1989 para proteger a produção de maçã. A publicação não informa a data de instalação dos novos equipamentos nem o cronograma de execução dos convênios.
Na sua opinião, investir R$ 12 milhões em um sistema que reduz o tamanho do granizo é a melhor forma de proteger as lavouras catarinenses, ou o dinheiro renderia mais em seguro agrícola para os produtores? Deixe sua opinião nos comentários.
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Sistema Antigranizo Santa Catarina
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

