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Seis caçadores de tempestades transmitiam ao vivo no YouTube quando um tornado se formou no Extremo-Oeste de Santa Catarina, por volta das 19h20 de domingo (30), no que o meteorologista da equipe classificou como registro inédito no Brasil dentro da caçada a tempestades

Seis caçadores de tempestades transmitiam ao vivo no YouTube quando um tornado se formou no Extremo-Oeste de Santa Catarina, por volta das 19h20 de domingo (30), no que o meteorologista da equipe classificou como registro inédito no Brasil dentro da caçada a tempestades

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Seis caçadores de tempestades transmitiam ao vivo no YouTube quando um tornado se formou no Extremo-Oeste de Santa Catarina, por volta das 19h20 de domingo (30), no que o meteorologista da equipe classificou como registro inédito no Brasil dentro da caçada a tempestades

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 02/09/2026 às 09:52

Ciência e Tecnologia

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Seis caçadores registraram ao vivo, no YouTube, a formação de um tornado em Campo Erê (SC) por volta das 19h20 de domingo (30). Meteorologista diz ser inédito.

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A supercélula passou pela região de Campo Erê, e o meteorologista Rafael José Claros Santana viu a circulação ao sul da área urbana, perto da rodovia rumo a Saltinho. A expedição começou em Santa Maria (RS) e já cruzava Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná no quarto dia

Uma equipe formada por seis caçadores de tempestades acompanhou e transmitiu ao vivo a formação de um tornado no Extremo-Oeste de Santa Catarina. O fenômeno foi registrado na noite de domingo (30), na região de Campo Erê, enquanto o grupo acompanhava a aproximação de uma supercélula.

As informações foram publicadas pelo ND Mais em 31 de agosto de 2026, às 12h47, em reportagem assinada por Marci Páz, de Chapecó, com relatos do fotógrafo Gregory Fenile de Castro e do meteorologista Rafael José Claros Santana.

Equipe reúne seis integrantes de três estados

Seis caçadores registraram ao vivo, no YouTube, a formação de um tornado em Campo Erê (SC) por volta das 19h20 de domingo (30). Meteorologista diz ser inédito.

A equipe é formada por Gregory Fenile de Castro, fotógrafo de natureza; Rafael José Claros Santana, mestre em meteorologia e doutorando em meteorologia; Maycon Zanata, caçador de tempestade; Gabriel Zaparolli, fotógrafo e caçador de tempestade; Carlos Eduardo Schmidt Freitas, graduando em meteorologia; e Daniel Lopes, também graduando em meteorologia.

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Paulo Nogueira

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Os integrantes são de diferentes regiões do país: Gregory é do interior de São Paulo, outro caçador é de Dourados, no Mato Grosso do Sul, e os demais são do Rio Grande do Sul.

Expedição saiu de Santa Maria e já estava no quarto dia

Seis caçadores registraram ao vivo, no YouTube, a formação de um tornado em Campo Erê (SC) por volta das 19h20 de domingo (30). Meteorologista diz ser inédito.

O grupo começou a expedição em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

No quarto dia de caçada, a equipe já havia percorrido áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

Caçadores se posicionaram antes de a supercélula chegar

Antes da formação do tornado, os caçadores acompanharam a chegada da supercélula e se posicionaram antecipadamente em um ponto escolhido para obter uma boa visão da tempestade.

“Estávamos muito bem posicionados e conseguimos avistar a tempestade se aproximando ao longe com bastante antecedência. Até que a tempestade chegou perto demais e precisamos mudar de posição”, relatou Gregory Fenile de Castro.

Chuva e granizo obrigaram o grupo a mudar de lugar

Seis caçadores registraram ao vivo, no YouTube, a formação de um tornado em Campo Erê (SC) por volta das 19h20 de domingo (30). Meteorologista diz ser inédito.

A chuva e o granizo obrigaram o grupo a se deslocar durante o avanço da tempestade.

Em alguns momentos, os integrantes precisavam se afastar; quando as condições melhoravam, voltavam a tentar acompanhar e registrar o fenômeno. Como o tornado ocorreu durante a noite, a percepção visual também foi limitada.

Tornado apareceu entre 19h20 e 19h30, ao sul de Campo Erê

Segundo o meteorologista Rafael José Claros Santana, o tornado foi observado por volta das 19h20 a 19h30, ao sul da área urbana de Campo Erê.

A circulação apareceu entre localidades próximas ao município e a rodovia em direção a Saltinho, conforme o relato dele.

Circulação ficou mais larga e lembrou o formato wedge

Rafael José Claros Santana explica que, inicialmente, a circulação apresentava uma aparência mais estreita e posteriormente ficou mais larga, assumindo um aspecto semelhante ao chamado wedge.

“Isso ocorre quando a base da nuvem está muito baixa e a corrente que alimenta a tempestade é bastante intensa, favorecendo uma circulação mais larga”, explicou o meteorologista.

Parte em contato com o solo era provavelmente menor

Apesar da aparência larga, o meteorologista avalia que a circulação que efetivamente estava em contato com o solo provavelmente era menor.

O fenômeno também teve curta duração, e, segundo Rafael, pouco depois de a equipe deixar o local o tornado já havia desaparecido, permanecendo apenas a nuvem-parede, estrutura associada à região de formação do tornado.

Intensidade F1, F2 ou F3 depende da avaliação dos danos

Ainda não é possível determinar a intensidade do tornado apenas pelo registro visual, aponta a reportagem. A classificação depende principalmente da avaliação dos danos provocados pelo fenômeno.

Por isso, a equipe ainda buscava informações e evidências em campo para verificar se houve danos associados diretamente ao tornado. De forma preliminar, Rafael avalia que se tratou de um tornado provavelmente fraco e breve.

Área urbana de Campo Erê não teria sido atingida diretamente

Outro fator apontado pelo meteorologista é que a área urbana de Campo Erê não teria sido atingida diretamente.

A trajetória observada ocorreu ao sul da região urbana, segundo o relato da equipe.

“Registro inédito aqui no Brasil”, diz o meteorologista

Para Rafael José Claros Santana, o registro representa algo inédito no país dentro desse contexto de caçada a tempestades.

“Em termos de caçada a tempestade e de live, foi um registro inédito aqui no Brasil. Algo sensacional”, destacou o meteorologista. O grupo transmitia a atividade pelo YouTube quando o tornado foi registrado.

Fotógrafo afirma que a imagem não passou por edição

Gregory Fenile de Castro reforçou que a imagem publicada nas redes sociais não passou por edição para alterar o fenômeno.

Segundo ele, a fotografia foi registrada diretamente pela câmera utilizada durante a caçada. “Saiu da minha câmera daquele jeitinho. Realmente impressiona”, afirmou.

Fotógrafo descreveu a cena como “lindo e perigoso”

Sobre a experiência de estar diante do tornado, Gregory afirmou: “A natureza é incrível, não deixa de me surpreender nunca. É algo difícil de explicar a sensação de estar perto de algo tão lindo e perigoso ao mesmo tempo.”

Ainda em campo após o registro, ele resumiu o momento ao portal ND Mais: “Emoção a mil.”

Tempo em contato com o solo não pôde ser medido com precisão

As primeiras imagens da equipe mostram os raios e a chegada da supercélula. Depois, os caçadores se deslocaram alguns quilômetros para acompanhar a aproximação da tempestade, e foi nesse novo posicionamento que conseguiram registrar o tornado.

A dinâmica da tempestade tornou difícil determinar com precisão quanto tempo o fenômeno permaneceu tocando o solo. “Tudo é muito dinâmico”, explicou Gregory, destacando ainda a chuva, o granizo e a baixa visibilidade durante a noite.

Grupo seguiu para Guarapuava e Ponta Grossa (PR)

A equipe ainda analisa os próximos passos da expedição. Segundo Gregory, havia possibilidade de novas tempestades nos dias seguintes, mas a definição das próximas áreas dependia da análise das condições meteorológicas.

O fotógrafo e caçador de tempestade Gabriel Zaparolli publicou em suas redes sociais que o grupo está novamente na estrada, em deslocamento para a região de Guarapuava e Ponta Grossa, no Paraná, onde o cenário pode favorecer mais uma rodada de tempo severo. Enquanto isso, os registros feitos em Santa Catarina devem ajudar na documentação do fenômeno e na avaliação dos possíveis danos associados à passagem do tornado.

Na sua opinião, transmissões ao vivo de caçadores de tempestades ajudam a alertar a população sobre fenômenos como o de Campo Erê, ou o risco de se aproximar de um tornado supera o valor do registro? Deixe sua opinião nos comentários.

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tornado em Campo Erê ao vivo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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