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Seis pescadores saem para uma viagem de pesca no litoral do Ceará, perdem contato com a costa por uma semana e são encontrados vivos à noite após avião da FAB usar infravermelho para localizar o barco no escuro

Seis pescadores saem para uma viagem de pesca no litoral do Ceará, perdem contato com a costa por uma semana e são encontrados vivos à noite após avião da FAB usar infravermelho para localizar o barco no escuro

Seis pescadores saem para uma viagem de pesca no litoral do Ceará, perdem contato com a costa por uma semana e são encontrados vivos à noite após avião da FAB usar infravermelho para localizar o barco no escuro

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 04/09/2026 às 18:29

Atualizado em 04/09/2026 às 18:30

Aeronave de busca e salvamento da FAB auxiliou na localização dos seis pescadores que estavam à deriva no litoral do Ceará. Foto: Divulgação

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Barco havia deixado Itarema para uma viagem prevista para durar cerca de 30 dias, mas uma avaria na propulsão deixou a embarcação à deriva; operação mobilizou Marinha, FAB e dezenas de embarcações

Seis pescadores que saíram de Itarema, no litoral oeste do Ceará, para uma viagem de pesca prevista para durar aproximadamente 30 dias passaram uma semana sem conseguir manter contato com terra firme depois que o barco S.E. Pescados apresentou uma avaria e ficou à deriva.

O grupo havia partido em 17 de agosto. O último contato conhecido ocorreu dez dias depois, em 27 de agosto, desencadeando uma operação de busca e salvamento que terminou com os seis homens encontrados vivos em 3 de setembro.

A localização teve participação direta de uma aeronave SC-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), equipada com sistema infravermelho capaz de auxiliar buscas mesmo em condições de escuridão ou baixa visibilidade.

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Uma viagem de pesca de 30 dias virou sete dias à deriva

O S.E. Pescados saiu de Itarema abastecido para permanecer aproximadamente um mês no mar. A embarcação levava seis tripulantes e seguia sua atividade pesqueira normalmente até perder comunicação com o responsável pela operação.

Segundo informações divulgadas pelo Diário do Nordeste, um dos pescadores relatou posteriormente que o problema começou no motor, que teria entrado em contato com água. O mestre do barco tentou fazer o equipamento funcionar novamente, mas não conseguiu.

Sem propulsão normal e sem comunicação, os pescadores permaneceram durante sete dias dentro da embarcação.

O fato de o barco estar preparado para uma viagem longa acabou sendo importante naquele momento. Havia mantimentos suficientes para cerca de 30 dias, o que evitou que a falta de comida se transformasse em outro problema imediato durante o período à deriva.

O desafio passou a ser outro: fazer alguém perceber onde eles estavam.

Pescadores queimavam objetos durante a noite para tentar chamar atenção

Enquanto as equipes de busca tentavam localizar o barco, os próprios pescadores improvisavam formas de pedir ajuda.

Marciel dos Santos Souza, um dos tripulantes, relatou à família que o grupo queimava objetos durante as noites na tentativa de produzir sinais que pudessem ser percebidos por outras embarcações ou aeronaves.

Depois de vários dias sem contato, a expectativa de serem encontrados já havia diminuído. Segundo o relato repassado pela família, os homens chegaram a acreditar que talvez o resgate não acontecesse.

A situação mudou quando ouviram o som de uma aeronave.

Ao perceberem que um avião se aproximava, os pescadores utilizaram os sinalizadores disponíveis no barco para indicar sua posição.

Era o SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, unidade especializada em missões de Busca e Salvamento da FAB. A aeronave havia sido acionada durante a operação coordenada pelas forças brasileiras.

Avião da FAB usou infravermelho para procurar o barco mesmo no escuro

Representação de operação de busca e salvamento no litoral do Ceará, com barco pesqueiro à deriva, aeronave da FAB e navio da Marinha.

Um dos elementos mais importantes da busca foi a capacidade tecnológica da aeronave empregada pela FAB.

O avião conta com sistema infravermelho capaz de detectar diferenças de temperatura e produzir imagens mesmo quando há pouca ou nenhuma iluminação.

Na prática, esse tipo de recurso permite que uma tripulação de busca continue procurando alvos no mar quando a visão humana comum já encontra fortes limitações.

Em uma operação marítima, isso faz diferença. Um barco relativamente pequeno pode se tornar extremamente difícil de identificar visualmente em uma extensa área oceânica, especialmente durante a noite.

O Diário do Nordeste informou que a tecnologia infravermelha auxiliou na localização da embarcação durante a operação.

O SC-105 localizou o grupo a aproximadamente 480 quilômetros ao norte de Fortaleza e cerca de 500 quilômetros de São Luís, segundo informações divulgadas posteriormente pelo veículo.

Marinha mobilizou navio-patrulha e outras 26 embarcações

A busca não ficou restrita à Força Aérea.

A operação foi coordenada pelo SALVAMAR Nordeste, estrutura da Marinha responsável pelas ações de busca e salvamento marítimo na região.

A Marinha empregou o Navio-Patrulha Oceânico Araguari, equipes da Capitania dos Portos e também mobilizou a própria comunidade marítima.

Durante as buscas, 26 embarcações foram contatadas para colaborar com tentativas de comunicação, vigilância da área e obtenção de informações sobre o paradeiro do S.E. Pescados.

Esse detalhe mostra a dimensão de uma busca marítima desse tipo: localizar uma embarcação sem comunicação em centenas de quilômetros de oceano depende tanto de sensores e aeronaves quanto da criação de uma rede de observação no mar.

Navio chegou ao barco e confirmou que os seis estavam vivos e em bom estado

Depois que a posição do S.E. Pescados foi identificada, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari conseguiu chegar até a embarcação.

Por volta das 23h de quinta-feira, 3 de setembro, uma avaliação médica foi realizada nos seis tripulantes.

Todos estavam em bom estado de saúde.

A confirmação encerrou uma semana de incerteza para as famílias.

Após a localização, os pescadores também conseguiram acesso à internet e finalmente puderam entrar em contato com os parentes para informar que estavam vivos.

O barco, porém, continuava sem condições normais de navegação por causa da falha em sua propulsão.

O Araguari permaneceu nas proximidades prestando apoio enquanto era aguardada uma embarcação contratada pelo proprietário para realizar o reboque do pesqueiro até seu porto de origem.

A viagem que deveria durar cerca de um mês acabou ficando marcada não pela pesca, mas por sete dias à deriva, uma grande operação de busca e pela chegada de uma aeronave capaz de procurar no escuro onde os próprios pescadores já não conseguiam saber se alguém ainda os procurava.

Depois de uma semana à deriva, sem conseguir manter contato com terra firme e dependendo de uma grande operação de busca envolvendo aeronave da FAB, navio da Marinha e apoio de outras embarcações, os seis pescadores foram finalmente encontrados vivos em alto-mar. Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse resgate: a resistência dos pescadores durante os dias no mar ou o uso da tecnologia e da estrutura das Forças Armadas para conseguir localizá-los durante a noite?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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