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Sem gasolina, motorista recebe ajuda da PRF para abastecer, mas acaba sendo multada pela própria pane seca

Sem gasolina, motorista recebe ajuda da PRF para abastecer, mas acaba sendo multada pela própria pane seca

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8 min de leitura

Sem gasolina, motorista recebe ajuda da PRF para abastecer, mas acaba sendo multada pela própria pane seca

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 01/09/2026 às 10:58

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Uma motorista ficou sem combustível no Trevo Cataratas, recebeu ajuda da PRF para reabastecer o carro e acabou autuada pela pane seca. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

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Uma motorista ficou sem combustível no Trevo Cataratas, recebeu ajuda da PRF para reabastecer o carro e acabou autuada pela pane seca.

Uma pane seca terminou de maneira inesperada para uma motorista que trafegava pela BR-277, no Paraná. Depois de ficar sem combustível e provocar a interrupção do trânsito no Trevo Cataratas, ela recebeu auxílio de uma equipe da PRF para colocar gasolina no veículo.

O atendimento, porém, não terminou apenas com o carro voltando a funcionar: a condutora também foi autuada por ter deixado o combustível acabar.

O caso aconteceu em 03 de janeiro de 2024. A ocorrência envolveu uma Parati que ficou imobilizada justamente em um ponto de acesso entre rodovias, fazendo com que outros veículos não conseguissem seguir normalmente pelo trecho.

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Carro da motorista chegou a bloquear completamente o acesso

O problema ocorreu quando a motorista utilizava uma alça da BR-277 no sentido do contorno para as rodovias BR-369 e BR-467.

A falta de combustível fez o automóvel parar em um trecho no qual havia apenas uma faixa disponível para passagem. Com a Parati imobilizada, o fluxo chegou a ficar completamente interrompido.

A situação provocou filas até que o veículo pudesse ser retirado da posição inicial e colocado no acostamento. Somente depois desse deslocamento o trânsito voltou a avançar pelo acesso.

Foi diante desse cenário que a PRF foi acionada para atender a ocorrência e ajudar a liberar definitivamente o trecho.

Uma motorista ficou sem combustível no Trevo Cataratas, recebeu ajuda da PRF para reabastecer o carro e acabou autuada pela pane seca. Fonte: Reprodução.

Ocupantes foram até posto buscar gasolina

Enquanto o veículo permanecia parado, os ocupantes buscaram uma solução por conta própria. Eles subiram até um posto localizado no próprio trevo para conseguir gasolina e tentar colocar a Parati novamente em funcionamento.

A equipe da PRF chegou rapidamente ao local e participou do atendimento à motorista, auxiliando no reabastecimento.

O combustível permitiu resolver o problema mecânico imediato, mas não eliminou a consequência administrativa provocada pela pane.

Depois do auxílio, os policiais registraram a autuação contra a condutora por permitir que o carro ficasse sem combustível durante o deslocamento.

PRF socorreu motorista e depois registrou a infração

A sequência tornou o caso incomum: a mesma equipe da PRF que ajudou a motorista a resolver o problema também precisou adotar a medida prevista para a situação encontrada.

O ponto central não era apenas o fato de a Parati ter ficado sem gasolina. A pane ocorreu em uma área de circulação e chegou a impedir a passagem dos demais veículos.

Por alguns momentos, quem trafegava pelo Trevo Cataratas encontrou a única faixa bloqueada, o que ampliou os efeitos de uma falha que poderia ter terminado apenas com o carro parado.

Uma motorista ficou sem combustível no Trevo Cataratas, recebeu ajuda da PRF para reabastecer o carro e acabou autuada pela pane seca.

A liberação aconteceu depois que o automóvel foi deslocado para o acostamento.

Pane seca provocou filas antes de veículo ser retirado

O episódio também mostra como a falta de combustível pode produzir consequências para outros motoristas em poucos minutos.

A Parati ficou imobilizada em uma alça que conecta importantes rodovias da região, e sua posição impediu que o restante do tráfego avançasse normalmente.

Enquanto os ocupantes procuravam gasolina, a prioridade passou a ser retirar o veículo do caminho e restabelecer a circulação.

Com a chegada da PRF, a motorista recebeu o apoio necessário para completar o reabastecimento e deixar o local. Ainda assim, o auxílio prestado pelos agentes não impediu a aplicação da autuação.

Motorista que deixa combustível acabar pode receber 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16

Um tanque vazio pode transformar um problema aparentemente simples em uma infração de trânsito.

Ficar sem gasolina até o veículo parar em via pública é tratado como uma falha de cuidado do condutor e pode resultar em multa de R$ 130,16, quatro pontos na CNH e remoção do automóvel.

A consequência ocorre porque a pane seca pode transformar o carro parado em obstáculo e comprometer a circulação de outros veículos.

As informações sobre o valor da multa foram destacadas pelo Terra em reportagem publicada em junho de 2026. A lógica adotada pela legislação considera que o motorista dispõe de instrumentos para acompanhar o nível de combustível e, portanto, deve agir antes que o tanque fique completamente vazio.

Pane seca é classificada como infração média

A penalidade não acontece simplesmente porque o tanque está na reserva. O problema surge quando ficar sem gasolina provoca a imobilização do automóvel na via.

Nessa situação, a infração é classificada como média. O motorista recebe quatro pontos na carteira de habilitação e está sujeito à multa de aproximadamente R$ 130,16.

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O enquadramento parte da responsabilidade atribuída ao condutor pela condição de circulação do próprio veículo. Marcador de combustível, luz de reserva e, em automóveis mais modernos, indicação aproximada de autonomia permitem identificar antecipadamente quando será necessário procurar um posto.

Continuar dirigindo apesar desses avisos pode terminar com o motor desligando em um ponto onde a parada não estava planejada.

Ficar sem gasolina pode transformar carro em obstáculo na pista

A multa não é a única consequência possível. Quando o automóvel deixa de se movimentar por falta de combustível, sua posição passa a interferir diretamente na segurança e na fluidez do trânsito.

Dependendo do local, um carro imóvel pode exigir desvios repentinos e aumentar o risco para quem se aproxima.

Isso é especialmente relevante em rodovias e vias de maior velocidade, onde os demais veículos percorrem distâncias consideráveis em poucos segundos.

Por esse motivo, a remoção pode ser determinada para liberar a pista. O fato de outra pessoa já estar levando combustível ao local não necessariamente impede a adoção da medida administrativa caso ela tenha sido considerada necessária.

Assim, ficar sem gasolina pode gerar uma situação na qual abastecer alguns litros deixa de ser suficiente para encerrar imediatamente o problema.

Luz da reserva deve funcionar como aviso para procurar um posto

Prevenir a pane exige mais planejamento do que simplesmente tentar calcular quantos quilômetros ainda podem ser percorridos.

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A autonomia disponível varia conforme trânsito, velocidade, carga transportada, relevo e consumo do próprio automóvel. Por isso, usar a última quantidade de combustível como rotina reduz a margem para situações inesperadas.

Alguns cuidados diminuem consideravelmente o risco:

Manter uma margem de combustível evita que congestionamentos, desvios ou mudanças de rota transformem um trajeto comum em pane seca.

Falta de combustível também pode afetar componentes do carro

As consequências de ficar sem gasolina não se limitam à legislação.

Rodar repetidamente com um volume muito baixo no tanque pode representar uma condição desfavorável para a bomba de combustível em determinados veículos. Em muitos modelos, esse componente trabalha instalado dentro do próprio tanque.

O combustível participa da refrigeração e da lubrificação necessárias ao funcionamento da bomba. Manter habitualmente níveis muito baixos pode favorecer condições de superaquecimento e aumentar a possibilidade de problemas ao longo do tempo.

Caso o componente falhe, o motorista pode enfrentar dificuldade de partida e precisar realizar sua substituição.

Segundo os valores apresentados na reportagem, reparos envolvendo bomba de combustível e mão de obra podem ultrapassar R$ 1 mil em alguns modelos, embora o custo varie conforme o automóvel.

Autonomia indicada no painel não deve ser tratada como limite exato

Alguns veículos apresentam no computador de bordo uma estimativa de quantos quilômetros ainda podem ser percorridos.

Esse número, porém, não deveria ser interpretado como autorização para continuar dirigindo até chegar próximo de zero.

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Trata-se de uma estimativa baseada nas condições de funcionamento e no consumo registrado pelo veículo. Uma mudança no trânsito ou no percurso pode modificar rapidamente o rendimento.

Por isso, esperar até os últimos quilômetros aumenta desnecessariamente a possibilidade de ficar sem gasolina antes de alcançar um posto.

Em viagens, o cuidado ganha ainda mais importância. Um posto fechado, uma estrada bloqueada ou uma entrada perdida pode adicionar quilômetros não previstos ao deslocamento.

Motorista pode evitar multa com uma decisão tomada antes da pane

A situação tem uma particularidade: diferentemente de diversos defeitos mecânicos que podem aparecer de forma repentina, o nível de combustível normalmente é acompanhado durante todo o trajeto.

É justamente essa previsibilidade que transforma a pane seca em responsabilidade do condutor.

Quando o painel começa a indicar reserva, a decisão mais segura é incluir o abastecimento entre as próximas prioridades, principalmente se o automóvel estiver entrando em rodovia, via expressa ou região com poucos postos.

Ficar sem gasolina, portanto, pode significar muito mais do que caminhar até um posto com um recipiente. Se o veículo parar na via, o motorista pode receber multa de R$ 130,16, quatro pontos na CNH e ainda enfrentar a remoção do automóvel.

Além da consequência administrativa, manter o tanque excessivamente baixo como hábito pode aumentar o risco de problemas no sistema de alimentação. Uma parada rápida para abastecer antes que a reserva termine continua sendo a maneira mais simples de evitar tanto a infração quanto os transtornos de uma pane seca.

Fontes

CGN

Terra


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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