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Sem situação migratória regularizada, Jose Antonio Cua-Toc ganhou US$ 750 mil em uma raspadinha, entregou o bilhete ao patrão por medo de não receber e enfrentou uma batalha judicial, na qual imagens de câmera, uma fotografia da aposta e sua comemoração provaram que a fortuna pertencia a ele

Sem situação migratória regularizada, Jose Antonio Cua-Toc ganhou US$ 750 mil em uma raspadinha, entregou o bilhete ao patrão por medo de não receber e enfrentou uma batalha judicial, na qual imagens de câmera, uma fotografia da aposta e sua comemoração provaram que a fortuna pertencia a ele

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Sem situação migratória regularizada, Jose Antonio Cua-Toc ganhou US$ 750 mil em uma raspadinha, entregou o bilhete ao patrão por medo de não receber e enfrentou uma batalha judicial, na qual imagens de câmera, uma fotografia da aposta e sua comemoração provaram que a fortuna pertencia a ele

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 01/09/2026 às 21:30

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Imagem ilustrativa mostra Jose Antonio Cua-Toc com a raspadinha premiada e o celular, enquanto Erick Cervantes permanece atrás do balcão e uma câmera registra o ambiente.

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Jose Antonio Cua-Toc comprou uma raspadinha premiada na Geórgia, onde imagens de segurança registraram sua comemoração, uma fotografia preservou o bilhete antes da entrega ao patrão e o júri reconheceu o imigrante como dono dos US$ 750 mil após quatro dias de julgamento

Jose Antonio “Tony” Cua-Toc trabalhava nos Estados Unidos quando uma raspadinha comprada na Geórgia mudou sua vida. O bilhete garantia US$ 750 mil, mas o prêmio também deu origem a uma disputa judicial contra o próprio empregador.

Cua-Toc vivia no país sem situação migratória regularizada e acreditava que não conseguiria receber o dinheiro. Por causa desse temor, entregou o bilhete ao patrão, Erick Cervantes, que retirou o prêmio e depois afirmou ser o verdadeiro proprietário da aposta.

Raspadinha foi comprada em novembro de 2010

Cua-Toc afirmou que comprou a raspadinha com recursos próprios em 17 de novembro de 2010. Depois de raspar o bilhete, ele o apresentou em um estabelecimento para verificar se realmente havia conquistado o prêmio.

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A validação confirmou que a aposta valia US$ 750 mil. Nesse momento, as câmeras de segurança registraram a reação do trabalhador dentro da loja, criando uma prova que se tornaria importante durante o julgamento.

Imigrante acreditava que não poderia receber

A condição migratória de Cua-Toc foi determinante para a decisão de procurar o empregador. O trabalhador acreditava que uma pessoa sem situação regularizada não poderia apresentar o bilhete e receber o dinheiro da loteria estadual.

Essa interpretação estava equivocada. A condição migratória não impedia legalmente o pagamento, mas Cua-Toc não conhecia essa regra quando entregou ao patrão o documento que garantia a fortuna.

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Patrão recebeu o bilhete para retirar o dinheiro

Cua-Toc entregou a raspadinha a Erick Cervantes para que o empregador reivindicasse o prêmio em seu nome. O pedido de ajuda, entretanto, colocou o bilhete premiado sob o controle de outra pessoa.

Cervantes apresentou a aposta à loteria e recebeu o pagamento. Após os descontos aplicáveis, o valor líquido ficou em aproximadamente US$ 517,5 mil, abaixo dos US$ 750 mil anunciados no bilhete.

Erick Cervantes recebeu o prêmio de US$ 750 mil depois que Cua-Toc lhe entregou a raspadinha por medo de não conseguir retirar o dinheiro.

Empregador afirmou ser o verdadeiro ganhador

Depois de receber o dinheiro, Cervantes afirmou que a raspadinha não pertencia ao funcionário. O empregador sustentou que havia entregado US$ 20 a Cua-Toc para comprar bilhetes de loteria para ele.

Segundo essa versão, o trabalhador teria apenas realizado a compra e conferido a aposta em nome do patrão. Cua-Toc negou a alegação e disse que utilizou o próprio dinheiro para adquirir o bilhete premiado.

Câmera registrou a comemoração do trabalhador

As imagens de segurança mostravam Cua-Toc apresentando a raspadinha para validação. Ao descobrir o valor do prêmio, ele levantou os braços e abraçou a companheira dentro do estabelecimento.

A reação ganhou importância porque ajudava a demonstrar como o trabalhador se comportou no momento da descoberta. Para o júri, a comemoração era compatível com a atitude de alguém que acreditava ser o proprietário da aposta.

Fotografia preservou imagem do bilhete

Cua-Toc também utilizou o telefone para fotografar a raspadinha antes de entregá-la ao empregador. O registro preservou uma imagem do bilhete que mais tarde seria reivindicado por Cervantes.

A fotografia, isoladamente, não determinava quem havia pago pela aposta. Ainda assim, passou a integrar o conjunto de elementos usados para reconstruir os acontecimentos e comparar as versões apresentadas pelas duas partes.

Versão do patrão exigia outra interpretação da cena

A alegação de Cervantes exigia que o júri interpretasse a comemoração de maneira diferente. Para aceitar a versão do empregador, seria necessário concluir que Cua-Toc levantou os braços, abraçou a companheira e fotografou um bilhete que sabia pertencer ao chefe.

O comportamento registrado pelas câmeras enfraqueceu essa explicação. As imagens sugeriam que o trabalhador se reconhecia como vencedor desde o instante em que recebeu a confirmação do prêmio.

Disputa chegou ao Tribunal Superior

A controvérsia foi levada ao Tribunal Superior do Condado de Houston. Durante o processo, os jurados precisaram determinar quem havia comprado o bilhete e por qual motivo Cua-Toc o entregou ao empregador.

O julgamento não se limitou à pessoa que apresentou fisicamente a raspadinha à loteria. Os depoimentos, as imagens da loja, a fotografia e a sequência dos acontecimentos também foram analisados para identificar o verdadeiro proprietário.

Jose Antonio Cua-Toc enfrentou uma batalha judicial contra o antigo patrão para provar que era o verdadeiro proprietário da raspadinha premiada.

Julgamento durou quatro dias

O júri ouviu as versões de Cua-Toc e Cervantes durante quatro dias. O trabalhador afirmou que comprou a aposta com dinheiro próprio e procurou o patrão somente por medo de não conseguir receber.

Cervantes manteve a alegação de que havia financiado a compra. A discussão, portanto, dependia da credibilidade dos relatos e da compatibilidade de cada versão com os registros produzidos no momento da validação.

Júri reconheceu Cua-Toc como proprietário

Depois de analisar as provas, o júri reconheceu Cua-Toc como o verdadeiro dono da raspadinha. A decisão rejeitou a versão apresentada por Cervantes e garantiu ao trabalhador o direito de recuperar o valor líquido do prêmio.

O resultado mostrou que a posse física do bilhete no momento do pagamento não bastou para determinar sua propriedade. As circunstâncias da compra e as provas sobre o comportamento das partes também tiveram peso na decisão.

Trabalhador recebeu valor líquido do prêmio

Cua-Toc recuperou aproximadamente US$ 517,5 mil, correspondentes ao valor recebido depois dos descontos. A quantia representava a parcela líquida dos US$ 750 mil anunciados na raspadinha.

O processo também gerou despesas para que o trabalhador demonstrasse judicialmente que havia comprado o bilhete. Por isso, o valor estabelecido no julgamento não ficou limitado à restituição do prêmio.

Honorários e danos punitivos foram acrescentados

Além do dinheiro da loteria, Cua-Toc recebeu US$ 207 mil para cobrir honorários advocatícios. O júri ainda concedeu US$ 25 mil por danos punitivos, segundo a cobertura publicada pelo Macon Telegraph.

Esses valores elevaram a responsabilidade atribuída a Cervantes. O empregador não apenas perdeu a disputa pela raspadinha, como também ficou sujeito às quantias adicionais estabelecidas no julgamento.

Desconhecimento das regras originou a disputa

A principal ironia do caso está no motivo que levou Cua-Toc a entregar o bilhete. O trabalhador possuía uma aposta válida, mas acreditava que sua condição migratória impediria o recebimento do dinheiro.

A legislação da loteria estadual não estabelecia a proibição imaginada por ele. Caso conhecesse essa informação, Cua-Toc poderia ter procurado orientação antes de transferir a posse do bilhete ao empregador.

Imagens ajudaram trabalhador a recuperar a fortuna

A fotografia da raspadinha e o vídeo gravado dentro da loja não substituíram a análise de todos os elementos do processo. No entanto, ajudaram o júri a visualizar como Cua-Toc reagiu quando o prêmio foi confirmado.

A decisão encerrou a disputa reconhecendo que a fortuna pertencia ao trabalhador. Depois de entregar o bilhete por medo de não receber, Cua-Toc precisou recorrer à Justiça para recuperar o dinheiro que havia conquistado.

Para você, o que mais chama atenção nesse caso: a decisão de entregar o bilhete premiado ao patrão ou o fato de uma gravação ter ajudado o trabalhador a recuperar a fortuna? Conte sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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