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Senador rebate adversários e cita Marina e Binho ao defender permanência no AC: ‘estou aqui por opção’

Senador rebate adversários e cita Marina e Binho ao defender permanência no AC: ‘estou aqui por opção’

Foto: Sérgio Vale

O senador Marcio Bittar (PL) rebateu críticas de adversários de que seria um político que aparece no Acre apenas em períodos eleitorais e usou sua trajetória no Estado para afirmar que recusou oportunidades de deixar a região. Durante sabatina ao ac24horas nesta terça-feira, 01, Bittar também criticou antigos aliados que, segundo ele, diziam defender o Acre, mas acabaram construindo suas carreiras políticas fora do Estado.

Ao responder às críticas, Bittar afirmou que sua permanência no Acre é uma escolha pessoal e política. Ele lembrou que recebeu três convites para deixar o Estado e seguir carreira em outras regiões, mas recusou todos. “Eles foram embora. Estou aqui”, afirmou.

O senador contou que recebeu, em 2002, um convite do então governador do Amazonas, Eduardo Braga, para trabalhar no governo daquele Estado. Também disse ter sido convidado por um político ligado à administração de Barueri (SP) e, posteriormente, pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja, seu amigo e padrinho de casamento.

“Aos três eu disse não. Então eu só fico por opção. Então, o meu amor ao Estado é provado por atitude. Eu estou aqui porque eu quero o desenvolvimento do Acre”, declarou.

O senador mencionou o ex-governador Binho Marques e a ex-senadora e atual ministra Marina Silva (Rede). “Eu vejo muita gente dizendo que acabou o Acre, que acabou o Acre, que foi todo mundo embora. Você sabe por que o Binho Marques não é o primeiro suplente do Jorge Viana? Porque ele levou o título de eleitor para Brasília e não trouxe de volta”, afirmou.

Na sequência, Bittar citou diretamente Marina Silva ao fazer uma crítica semelhante. “A Marina ajudou a lacrar a Amazônia e foi embora para São Paulo”, disse.

Bittar afirmou que seu vínculo com o Acre começou ainda na infância, quando passou a viver em Sena Madureira, e que retornou definitivamente ao Estado por causa do pai.

“Eu sou acreano. Primeiro assim, eu voltei para o Acre pelo amor ao meu pai. Eu era líder estudantil em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Fui chamado para ser candidato pelo PDS, pelo MDB e pelo PT, em 82. E nunca passou pela minha cabeça ficar lá. Na minha cabeça sempre tinha uma coisa clara: eu vou voltar para ficar com meu pai”, relatou.

Segundo o senador, o vínculo familiar se transformou em uma escolha de vida e em um projeto político voltado ao desenvolvimento regional. “Eu volto para o Acre definitivamente pelo amor que eu tinha ao meu pai. Mas fico aqui pelo amor que eu tenho ao Acre. Amor não pode ser uma coisa vazia de você falar e não agir”, afirmou.

A crítica a Marina foi acompanhada de uma defesa de Bittar por políticas que permitam maior exploração econômica dos recursos naturais da Amazônia. Para ele, a falta de oportunidades faz com que jovens deixem o Acre em busca de emprego em outros estados. “Eu não me conformo de que nós tenhamos uma região tão rica e tenhamos tanta pobreza”, disse.

Bittar afirmou que Rondônia e Mato Grosso estão entre os principais destinos dos acreanos que deixam o Estado em busca de trabalho. “Ninguém sai de perto do seu pai, da sua mãe, da sua casa porque quer. A pessoa sai de perto do seu conforto, do seu lar, porque ela não tem alternativa. Buscam Rondônia para ir atrás de emprego. Buscam Mato Grosso”, declarou.

Na avaliação do senador, a falta de oportunidades na Amazônia está relacionada à gestão pública e à dificuldade de transformar o potencial econômico da região em atividade produtiva. “A falta de oportunidade na região amazônica é culpa da gestão. Então, tem que ser nem tanto ao céu, nem tanto ao mar”, afirmou.

Bittar disse ainda que entregou ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro propostas elaboradas por seu gabinete para tentar “destravar” atividades econômicas na Amazônia. “Quem entregou para o Flávio Bolsonaro as sugestões para dar uma destravada na Amazônia fui eu com o meu gabinete. E não é lajotar a Amazônia”, declarou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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