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Shell prepara novo poço de petróleo no Brasil para 2027
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 29/09/2026 às 15:40
Petróleo e Gás
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Shell planeja perfurar novo poço na Bacia de Santos em 2027 e avança na construção do FPSO de Orca, com capacidade de 120 mil barris por dia.
A Shell pretende perfurar um novo poço exploratório no sul da Bacia de Santos em 2027, ampliando suas atividades de busca por petróleo e gás natural no offshore brasileiro. O planejamento foi anunciado pelo presidente da companhia no Brasil, João Santos Rosa, em 24 de setembro de 2026, durante a ROG.e, realizada no Rio de Janeiro. A iniciativa integra a estratégia da petroleira de ampliar sua atuação na região, onde já mantém participações em diferentes áreas de exploração.
O anúncio ocorre enquanto a multinacional acompanha outras duas frentes importantes no pré-sal: o desenvolvimento do projeto Orca, cuja plataforma de produção está em construção, e a perfuração de um poço no bloco de Tupinambá. Os empreendimentos possuem cronogramas e estágios de desenvolvimento distintos, mas fazem parte da expansão das atividades da companhia no país.
Shell aguarda resultado de poço perfurado em parceria com a bp
Um dos projetos acompanhados pela petroleira é Tupinambá, também localizado no pré-sal da Bacia de Santos. A Shell firmou um acordo para adquirir uma participação não operada de 50% no bloco, em parceria com a bp, mas a conclusão da operação ainda depende das aprovações regulatórias necessárias.
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A perfuração do primeiro poço, identificado como 1-BP-14-SPS, começou em 8 de setembro de 2026. Segundo João Santos Rosa, as companhias esperam conhecer os resultados dessa primeira campanha em breve. A entrada definitiva da Shell no empreendimento permanece condicionada ao aval da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Ministério de Minas e Energia (MME).
Nova plataforma de Orca já atingiu metade da construção
Enquanto aguarda os resultados exploratórios de Tupinambá, a companhia avança em um empreendimento com previsão de entrada em produção em 2029. Trata-se de Orca, anteriormente conhecido como Gato do Mato, que contará com um navio-plataforma do tipo FPSO projetado para produzir até 120 mil barris de petróleo por dia.
De acordo com as informações apresentadas pelo executivo, a construção da unidade já alcançou 50% de execução. Os trabalhos estão distribuídos entre instalações industriais de três países: Japão, Malásia e China. O empreendimento reúne diferentes empresas na estrutura societária, com a Shell responsável pela operação.
A composição informada para o consórcio é a seguinte:
- Shell: operadora do projeto, com participação de 50%;
- Ecopetrol: companhia colombiana que detém 30%;
- Kufpec: empresa do Kuwait que participa com 20%;
- PPSA: Pré-Sal Petróleo S.A., também integrante do arranjo do projeto.
A entrada em operação do FPSO representa uma das etapas mais importantes previstas no planejamento de desenvolvimento de Orca. Até lá, o avanço da construção e a preparação da estrutura necessária para receber a unidade continuarão determinantes para o cronograma informado pela companhia.
Companhia quer ampliar presença no sul da Bacia de Santos
A intenção de realizar uma nova perfuração em 2027 está relacionada à posição que a Shell já possui no sul da Bacia de Santos. Atualmente, a empresa participa de 16 blocos sob regime de concessão, exercendo a função de operadora em 15 deles, o que amplia seu envolvimento direto nas atividades exploratórias da região.
A multinacional também possui participações em áreas contratadas sob o regime de partilha de produção. No Sudoeste de Sagitário, sua parcela corresponde a 40%, enquanto em Libra a participação é de 20%. Esses ativos reforçam a presença da companhia em diferentes projetos brasileiros, embora cada empreendimento esteja sujeito a condições próprias de desenvolvimento e operação.
João Santos Rosa, que assumiu a presidência da Shell Brasil em agosto de 2026, já havia indicado o interesse da empresa em assumir uma posição de liderança na exploração do sul da bacia. O novo poço previsto para o próximo ano representa mais uma etapa dessa estratégia.
Margem Equatorial permanece no radar da Shell
Além dos projetos na Bacia de Santos, o executivo comentou a possibilidade de uma futura participação da Shell na exploração da Margem Equatorial brasileira. Entretanto, não anunciou investimentos, aquisição de áreas ou um cronograma de entrada nessa região.
Durante conversa com jornalistas na ROG.e, Rosa afirmou que a companhia acompanhará os avanços exploratórios e avaliará eventuais oportunidades no momento considerado adequado. Segundo ele, ainda não é o momento de tomar uma decisão sobre a participação da empresa.
Fonte
Agência iNFRA
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

