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Startup brasileira que já plantou quase 15 milhões de árvores na Amazônia abre novo fundo, mira US$ 150 milhões e fecha acordo de créditos de carbono com a Salesforce

Startup brasileira que já plantou quase 15 milhões de árvores na Amazônia abre novo fundo, mira US$ 150 milhões e fecha acordo de créditos de carbono com a Salesforce

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Startup brasileira que já plantou quase 15 milhões de árvores na Amazônia abre novo fundo, mira US$ 150 milhões e fecha acordo de créditos de carbono com a Salesforce

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 25/09/2026 às 11:53

Atualizado em 25/09/2026 às 11:55

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A Mombak concluiu a primeira etapa de captação de seu segundo fundo e prevê acesso a uma linha de R$ 200 milhões do Fundo Clima, enquanto prepara uma nova emissão de créditos até o fim de 2026

A Mombak deu um novo passo para financiar o reflorestamento de áreas degradadas na Amazônia. A startup brasileira concluiu a primeira etapa de captação de seu segundo fundo e anunciou um contrato plurianual para vender créditos de remoção de carbono à Salesforce. O fundo tem meta de US$ 150 milhões, valor que ainda não deve ser confundido com dinheiro integralmente captado. A empresa também prevê acesso a uma linha de crédito de R$ 200 milhões ligada ao Fundo Clima, conforme matéria publicada pela Reuters no dia 21 de setembro de 2026.

O novo fundo busca ampliar o plantio em áreas degradadas da Amazônia

Chamado Amazon Reforestation Fund II, o veículo pretende reunir recursos para novos projetos de restauração na Amazônia brasileira. Entretanto, a Mombak não divulgou à Reuters quanto recebeu nessa primeira etapa da captação. Por isso, US$ 150 milhões representam a meta do fundo, e não um montante já assegurado em sua totalidade.

O financiamento previsto inclui acesso a R$ 200 milhões em crédito do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Trata-se de uma linha de empréstimo, distinta dos aportes que o fundo busca junto a investidores. O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima integra a estrutura brasileira de financiamento a projetos climáticos; no anúncio da Mombak, sua participação ajuda a compor os recursos disponíveis para a expansão.

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A empresa já tem uma operação anterior para mostrar. Seu primeiro fundo captou US$ 120 milhões de investidores que incluem um fundo da AXA, a CPP Investments e a Bain Capital. Com esses recursos, a Mombak financiou a restauração em 15 fazendas amazônicas e plantou quase 15 milhões de árvores nativas, segundo os números apresentados à Reuters. São resultados do primeiro fundo; a dimensão dos projetos que o segundo poderá financiar dependerá da captação e de sua execução. Reuters

A Salesforce entra na lista de compradoras dos créditos florestais

Além de buscar capital para plantar, a Mombak precisa encontrar compradores para os créditos gerados pelos projetos. Nesse ponto, anunciou um acordo plurianual com a Salesforce. A companhia de software se junta a clientes citados pela startup, como Google, Microsoft e McLaren Racing. A Reuters não informou o volume contratado pela Salesforce nem o valor da transação; portanto, o anúncio confirma a relação comercial, mas não permite calcular sua receita.

O modelo da Mombak parte da recuperação de terras degradadas com espécies nativas. À medida que a vegetação cresce, as árvores retiram dióxido de carbono da atmosfera. Depois, a empresa precisa medir e verificar essa remoção para emitir créditos que possam ser vendidos. Plantar uma árvore não equivale, por si só, a emitir um crédito: a quantidade de carbono removida e as condições do projeto precisam ser demonstradas. A recuperação de ecossistemas também pode trazer benefícios ambientais que vão além do carbono, embora cada iniciativa exija avaliação própria.

A Mombak realizou sua primeira emissão de créditos de remoção por reflorestamento em 2026. Agora, prevê uma segunda emissão, maior, de cerca de 80 mil toneladas de CO₂ até o fim do ano. Esse volume ainda é uma expectativa, não uma entrega concluída. Assim, os próximos meses mostrarão quanto do carbono projetado será efetivamente verificado e transformado em créditos.

Mercado pode alcançar outras indústrias, mas a demanda ainda precisa se confirmar

Empresas de tecnologia ajudaram a abrir mercado para a remoção de carbono. Segundo a Reuters, a expansão de centros de dados e da infraestrutura de inteligência artificial elevou a atenção dessas companhias às próprias emissões. Entretanto, a Mombak e o BNDES esperam que a demanda alcance também setores como petróleo, mineração e siderurgia. A diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que setores antes menos interessados passaram a procurar esse tipo de solução.

Há outras rotas industriais para lidar com CO₂, entre elas projetos que dependem de captura e transporte do gás. Já os créditos da Mombak se apoiam no crescimento de florestas restauradas. Para compradores de qualquer setor, a decisão exige atenção à qualidade da medição e à permanência do carbono armazenado, além de esforços para reduzir as próprias emissões.

O presidente da Mombak, Gabriel Silva, disse à Reuters que ganhos de produtividade e melhores técnicas de reflorestamento vêm reduzindo custos. Ainda assim, a ampliação do mercado permanece uma aposta. Os próximos resultados concretos serão o avanço da captação do fundo, a execução dos novos plantios e a emissão de créditos prevista para o fim de 2026.

Fonte

Reuters


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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